Soffiati diz que a área do porto do Açu só está em SJB
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O Folha no Ar desta terça-feira foi com o ambientalista Aristides Soffiati, que falou sobre a polêmica criada pela prefeita Rosinha Garotinho na reunião Comudes, que quer provar que parte do Porto do Açu está em Campos.Ele explicou que a região onde será implantado o Complexo Industrial e Portuário do Açu pertence exclusivamente ao município de São João da Barra e que a única cobrança de tributos que a prefeitura de Campos poderá realizar será em relação ao corredor logístico, que passará pelo município. Ele afirma que existe uma peculiaridade na divisa entre Campos e São João da Barra, pois existe uma grande área na região sul da Barra do Açu em que não se sabe onde um município começa e o outro termina.
— Nos últimos anos, é fato que São João da Barra avançou, informalmente, em áreas de terra próximas a divisa e hoje ocupa uma pequena extensão de terra pertencente a Campos. Isso só aconteceu porque não era de interesse de Campos que isso fosse observado, até agora. E é justamente aí que as coisas se misturam, pois na prática, Campos recuou. Se observarmos um mapa, esta questão fica muito clara. Assim como a colocação equivocada da prefeita Rosinha em reivindicar imposto na área onde será instalado o Complexo do Açu, que está 100% em terras sãojoanenses. Campos, a meu ver, só poderá recolher impostos sobre o traçado do corredor logístico em terras campistas, apenas — afirma Soffiati, reiterando que, estes equívocos só acontecem pelo fato dos governantes não conhecerem os municípios que governam. “Eles não desconhecem as divisas dos municípios e estão no governo. Fecham os olhos para uma situação que acontece há muito tempo e agora querem recolher tributos?”, disse o ambientalista.
Desapropriação — Ao participar do programa, o ambientalista também destacou que o conflito vivido por produtores rurais na área do 5º distrito não é caso de polícia. “Já estive com aqueles produtores e eles produzem ali alimentos. Estão ali há muito tempo e não vejo no ato de protestarem por atenção, o motivo para o uso de força policial. O que eles querem é serem ouvidos. Para a desapropriação estão fazendo exigência de documentos que eles nem sabiam que eram necessários. Se as desapropriações fossem fáceis de serem feitas, não seria necessário o Estado contratar uma empresa e terceiriza-las”, destacou o ambientalista.
(Com informações de Rafael Vargas)