Codemca acompanha situação no camelódromo
O presidente da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca), Jivago Faria, participou do Folha no Ar desta quinta-feira e destacou que os impactos da operação realizada no Shopping Popular Michel Haddad ontem foram bem menores dos que sofridos na Operação 25 de Março no passado, quando quase todo camelódromo foi fechado e mais de 500 mil produtos foram apreendidos. Hoje, um dia após a nova operação, eram poucas as bancas fechadas e o atendimento no local seguia dentro da normalidade.
Segundo ele, os 350 permissionários do shopping estão legalizados e mais conscientes de que para não terem seus produtos apreendidos, terão que estar atuando dentro do que determina a lei. Eles se transformaram em micro empreendedores com o apoio da Prefeitura, 60 dias após a intervenção do Ministério Público Federal, em março do ano passado.
— Quanto à legalidade dos produtos vendidos, a fiscalização não é da nossa competência. Mas uma vez oficializado pelo poder competente, os que atuam ilegalmente podem perder o alvará de funcionamento e, consequentemente, a permissão — destacou Jivago, ressaltando que enviou um advogado e um representante da Codemca para acompnhar a operação. "Não vamos acobertar o que está errado, mas também não dá para tratar os trabalhadores como bandidos, por isso, estamos dando apoio aos oito permissionários que foram presos e levados para o Rio de Janeiro", completou.
Ele disse ainda que a expectativa é que o novo shopping popular de Campos, que será reconstruído na mesma área, fique pronto dentro prazo acertado em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, de 31 de janeiro de 2012
O novo camelódromo terá bancas padronizadas, que vão abrigar os permissionários dos boxes do Shopping Popular e camelôs espalhados pelo Centro.“Como os boxes serão pré-moldados, acredito que a obra será rápida e o prazo de entrega será respeitado”, finalizou Jivago.