Água mole em pedra dura...
julia 26/04/2011 18:13
O assunto já perdeu um pouco a factualidade, mas como provavelmente — e infelizmente — as cenas relatadas a seguir haverão de se repetir pelos próximos fins de semana, creio que ainda valha o registro. Domingo, por volta das 19h30, saio de caso e busco meu amigo Juliano Rangel na saída da missa de São João Batista para um lanche no Mistureba, lugarzinho bacana bem na esquina das ruas dos Passos e Joaquim Thomaz. O movimento era típico de finzinho de feriadão, ou seja, rua lotada. Parece que as centenas de pessoas que saíram em excursão para o Sana, Guarapari e demais paraísos vizinhos chegaram com disposição de sobra para curtir a cidade. Tinha também um bocado de turistas. Lanche bom, papo melhor ainda, mas interrompido a cada dois minutos, sem exagero, por carros de playboyzinhos babacas (mil desculpas, mas não dá para ser sutil na bronca) que talvez, por algum sintoma não tratado de esquizofrenia, calham de achar que são usuários soberanos e exclusivos do espaço urbano e que as pessoas à sua volta não têm a menor importância, nem direitos, nem ouvidos. Repetindo as palavras do mestre Carlos Sá, "há nesses tempos estranhos, em nossa terra que já foi gostosa de viver, um excesso de falta de educação". Para começo de conversa, a rua tinha que estar fechada só para pedestres. É uma coisa que a gente nem entende. Tem fim de semana que fecha, tem fim de semana que não. Aparentemente não há nenhum critério que justifique esse vai não vai. Ali mesmo, na lanchonete em questão, as mesas ocupam a calçada e a rua. E é uma esquina. Talvez só tomem uma atitude no dia em que vier um maluco dirigindo a mil por hora e jogar para cima mesas, cadeiras, hambúrgueres e pessoas. É simples: ou tira as mesas da rua ou impede o tráfego de veículos. Era sobre esse e outros assuntos que conversávamos, ou pelo menos tentávamos conversar, porque os carros dos famigerados pitiboys com síndrome de trio elétrico passavam atropelando qualquer raciocínio, rendido à confusão sonora dos funks, forrós, pagodões e afins. Não só os ouvidos, mas os olhos também acabam se distraindo, diante das cenas surreais de pré-adolescentes pilotando motos ou então adultos carregando seus rebentos sem a menor noção do que seja segurança e respeito às leis de trânsito. Mais uma vez fica a pergunta que não quer calar: por onde anda a Guarda Civil Municipal de São João da Barra?

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