Notas do carnaval sanjoanense
Tudo bem que o carnaval ainda nem acabou e eu de longe sou uma foliã full time, mas do pouco que vi vou dar meus pitacos sobre o que de bom e o que de ruim anda rolando em São João da Barra nestes dias de Momo.
Vou começar com quatro de cada. Se lembrar de mais ou presenciar algo novo atualizo o post.
Quem quiser emitir suas próprias notas fique à vontade. Só não vale exagerar nos dois extremos: nem puxa-saquismo explícito nem insultos ou denúncias.
Nota 10
? TB-6 – A banda é como vinho. A cada ano está melhor. Carnaval de São João da Barra sem TB-6 fica meio sem identidade. A turma arrasou na avenida! Muito bom mesmo!
? O clima de tranquilidade – Talvez porque, sem aquele calorão, a galera tenha emburacado menos e assim a chance de rolar confusão fica menor. Ajuda também o fato de a cidade não estar tão lotada, por estarmos em março e por causa da chuva.
? Higor Ferraz – São João da Barra possui excelentes locutores, mas Higor é hors concours. O cara simplesmente arrasou puxando o bloco Kamalyão. Um profissional pronto para ser a voz de qualquer grande evento Brasil afora.
? Janine Gaia – A jovem cantora e compositora, vencedora do 1º Concurso de Marchinhas Carnavalescas de São João da Barra — ideia bacana do colega Bruno Costa —, é o que podemos chamar de garota-propaganda da verdadeira tradição do nosso carnaval.
Nota 0
? Os mijões – Está certo querer curtir o carnaval emporcalhando a cidade? Se bebeu todas e não tem como segurar vai no banheiro público, no banheiro químico. A fila é grande? Tem nojo? Então vai para casa dormir.
? Bloco G-Lama – De extremo mau gosto. Nosso carnaval não é uma festa doméstica. A cidade está cheia de turistas e eles vêm em busca de diversão, não atrás de notícias sobre picuinha política local. Que saco isso!
? A arquibancada da praça – A nova estrutura, que estreou no ano passado, é muito ruim. O espaço para a circulação das pessoas ficou estreito demais, desconfortável mesmo. O que aconteceu com a estrutura dos anos anteriores?
? A postura de alguns funcionários do apoio – Faltou treinamento e critério mais rigoroso na escolha. De que adianta o bem-vindo escrito na camiseta em trocentos idiomas se estiver faltando gentileza? Não são todos, já falei. Na verdade, uma minoria. Mas uma minoria que pode queimar o filme do todo.