Sete bairros de Campos com índices de infestação da dengue em alto risco
rodrigo 29/03/2011 17:36
Sejam nas áreas mais periféricas ou centrais, o Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Mosquito Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses de Campos (CCZ) em parceria com a secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil (Saúde), revelou números preocupantes. O índice de infestação geral do município está em 4,3%, considerado de alto risco, mas o bairro Riachuelo — nas proximidades da rua que leva o mesmo nome — alcança o maior índice com 5,4%.  A informação foi passada em primeira mão pelo diretor do CCZ, César Sales, que participou do Folha no Ar desta terça-feira. O índice tolerável pelo Ministério da Saúde é de até 1%, sendo acima de 3% considerado de alto risco. Com base nesta definição, os dados do LIRAa revelam que 32 bairros de Campos estariam em situação de risco, sendo dez deles com índices em 1%.  Além do Riachuelo estão em situação de alto risco, acima de 3%, os bairros: João Seixas (3,8%), Fazendinha (3,7%) Parque Aurora (3,7%), Goitacazes (3,3%), Vicente Dias (3,3%) e Maria de Queiroz (3,2%). Muitos bairros estão com índices variantes em 2%. — Concluímos hoje o treinamento de mais 92 agentes de combate a endemias que, nos próximos dias, participarão de mutirões que vão ocorrer nestes bairros com índices com maior infestação. Eles vão somar esforços junto aos cerca de 450 agentes que já atuam na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, causador da doença. Os mutirões devem ser iniciados na próxima semana. Vamos atuar de forma decrescente a partir do bairro com maior índice de infestação, neste caso o Riachuelo — destacou Sales, ressaltando que o LIRAa também revelou um aumento nos criadouros dentro das residências. “Pedimos mais uma vez que a população intensifique também o combate destes possíveis criadouros”, solicitou. Dados da secretaria municipal de Saúde revelam que o município está longe de ter uma epidemia de dengue — quadro confirmado apenas quando há registro de 300 casos da doença para 100 mil habitantes. Até agora, em três meses deste ano, já são cerca de 600 casos do município, que tem em média 500 mil habitantes.

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    Rodrigo Gonçalves

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