Prefeitáveis de São João da Barra
julia 21/01/2011 11:25
São João da Barra tem se tornado, cada vez mais, a menina dos olhos dos políticos da região. É um município de território pequeno, com menos de 500 km², arrecadação farta por conta dos royalties do petróleo (a per capita é quase o triplo em relação a Campos) e sedia o maior investimento privado em infraestrutura portuária da América Latina. Não bastassem esses ingredientes mais que convidativos, São João da Barra costuma transformar suas disputas políticas em grandes acontecimentos. Os grupos contam com militantes apaixonados e o que acontece aqui é amplificado pela mídia de toda a região. O resultado disso é que a um ano e meio das convenções partidárias que vão definir os candidatos à sucessão municipal o clima já começa a esquentar. Não faltam nomes se apresentando, especulações e as apostas andam a todo vapor. Pela situação, o vereador Neco (PMDB), atualmente licenciado para ocupar o cargo de secretário municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, teria a preferência da prefeita Carla Machado (PMDB), mas fontes ligadas ao governo afirmam que ainda não foi batido o martelo. Algumas correntes defendem o nome do líder do governo, vereador Aluízio Siqueira (PTB). Outro nome citado é o da subchefe de Gabinete, Christiane Assis. Há quem também fale no secretário municipal de Fazenda, Roberto D´Afonseca. Mas a lista do lado governista é maior e provavelmente ainda vai crescer. Pela oposição o quadro é mais complicado porque eleição em São João da Barra costuma ser encarada como plebiscito, não havendo muito espaço para uma terceira via. Mas é aí que mora o problema: nem o ex-prefeito Betinho Dauaire nem o vereador Alexandre Rosa (PPS), ex-presidente da Câmara, parecem querer abrir mão, pelo menos por enquanto, de disputar a eleição como cabeça de chapa. Nem sequer consolidaram uma aliança. Para completar a confusão, o vereador Gersinho (PMDB), que acaba de assumir a presidência da Câmara, também já disse que quer ser prefeito. Apesar de ser oposição, ele continua no partido da prefeita e vai precisar de uma legenda para abrigá-lo. Mas outros nomes, além dos que parecem óbvios, surgem no cenário. Wladimir Matheus, filho do deputado federal eleito Anthony Garotinho (PR), também chegou a ser citado, mas o próprio Wladimir tratou de desfazer o boato. Já o padre Francisco de Assis, ex-pároco do município, confirmou, em entrevista aqui no blog, que quer disputar a eleição de prefeito em 2012. Há ainda o nome do empresário Ari Pessanha, que já concorreu à Prefeitura e por enquanto é uma incógnita. O ex-prefeito Ranulfo Vidigal disse, por sua vez, também em entrevista aqui, que não vai disputar a sucessão. É hoje um eleitor indeciso que espera o cenário clarear mais. Pelo visto, isso ainda vai demorar muito. E aí? Alguém mais se habilita?

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