Edson Batista: HGG sofre da síndrome da Geni, que todo mundo quer jogar pedra
rodrigo 17/01/2011 17:21
Com tom moderado, o atual presidente da Fundação Geraldo da Silva Venâncio e diretor do Hospital Geral de Guarus (HGG), Edson Batista, participou do Folha no Ar de hoje e disse que as mudanças na unidade de saúde vão acontecer de forma gradativa, sem dar datas definidas. Ele reconheceu a precariedade da infra-estrutura da unidade de Saúde e salientou algumas propostas que devem ser postas em prática a médio e longo prazo no que diz respeito à emergência não traumática do hospital. O diretor do HGG informou que há um projeto, a ser implantado a médio prazo, de trabalho integrado com as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) para que os pacientes menos graves sejam atendidos sem precisar chegar ao hospital. Já a longo prazo, Edson disse que deve ser projetada uma nova emergência, pois a atual, segundo ele, é precária e improvisada. — A emergência está mal acomodada e é fonte de desgaste para a população. Sei dos problemas existentes no HGG, que, em menos de dois anos, teve cinco diretores. Além disso, quero trabalhar para dar uma identidade ao HGG, que sofre da síndrome da Geni, que todo mundo quer jogar pedra — disse Edson, fazendo referência à personagem de uma música de Chico Buarque. Edson Batista é o sexto a assumir a direção do hospital após o período de frequentes mudanças. Ainda nesta segunda-feira, Edson se reuniu com os representantes do Hospital Ferreira Machado (HFM) e Álvaro Alvim. Juntos, assinaram um Termo de Cooperação Técnica que visa à troca de experiências bem sucedidas nas três unidades de saúde. - Será um termo de cooperação técnica dos mais importantes, pois vamos trocar experiências que apresentaram resultados positivos ao longo do tempo em cada um desses hospitais. Evidentemente que a intenção de cada administrador é oferecer um atendimento com a maior qualidade possível a quem utiliza os hospitais diariamente, que é a população - diz o diretor do HGG e presidente da Fundação Geraldo da Silva Venâncio. De acordo com o Termo, as Fundações Geraldo da Silva Venâncio, João Barcelos Martins e Benedito Pereira Nunes, mantenedoras, respectivamente, do HGG, HFM e Álvaro Alvim, irão designar um grupo de trabalho temático para analisar as melhores práticas de cada instituição. As que se encaixarem nas particularidades de cada hospital, serão reproduzidas com as adaptações que venham a ser necessárias. (Com infomações de Talita Barros e assessoria do HGG)

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    Rodrigo Gonçalves

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