Frente Democrática também é ferramenta de auto-crítica
“Esperamos com a volta da prefeita Rosinha, o mesmo canal de diálogo aberto por Nahim”. A afirmação feita por uma das diretoras do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Graciete Santana, reflete a de vários segmentos de Campos, que buscam manter com o Executivo um discurso de entendimento.
Os descontentamentos com a pouca atenção destinada à Educação do município, extrapolou os limites da categoria e ganhou destaque na Frente Democrática, que conta com 12 partidos (PT, PPS, PDT, PMDB, PTdoB, PV, PCB, PCdoB, DEM, PRP, PSL e PSC) de oposição ao modelo de gestão do Executivo nos últimos 20 anos.
—A Frente Democrática é também uma ferramenta de auto-crítica para os partidos e para toda população, que de alguma forma contribuiu ou foi omissa para este modelo de gestão falido instalado em nosso município — destacou Graciete, que é presidente do diretório municipal do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estará integrada na Comissão de Educação, que é apenas uma das várias criadas na Frente Democrática com a proposta de mobilização social.
Junto com o secretário de Organização do partido, Amaro Sérgio, ela participou do Folha no Ar desta terça-feira e destacou a importância se investir não só em Educação, mas em outros setores. “O que não podemos é admitir este descaso com a Educação. Hoje temos na rede municipal cerca de 60 mil alunos para 6 mil professores. A categoria está adoecendo por sobrecarga”, afirmou, ressaltando que na Frente Democrática, discussões, como esta, ganham espaço.