Cena 1: Sala de espera do consultório médico lotada. Algumas pessoas se distraem com a leitura de revistas, outras ensaiam uma daquelas conversas superficiais sobre previsão do tempo e custo de vida. De repente o som de Beyoncé invade o ambiente. Enquanto procura o celular na bolsa, a jovem nos “brinda” com o refrão completo do sucesso pop Single Ladies. Quando finalmente encontra o aparelho inicia uma conversa de longos cinco minutos. Conta dos exames que fez, relata seus níveis de colesterol, triglicerídeos e anuncia até que há um verme passeando por seu aparelho digestivo. Pede ao interlocutor que passe na farmácia, na loja da tia para buscar uma encomenda, que dê um recado à vizinha. Reclama da má vontade do marido, da implicância da sogra e o papo segue com um monte de outros bla-bla-blás.
Cena 2: O adolescente entra no ônibus, se acomoda em uma poltrona no canto, abre a mochila e começa a cutucar o celular. Segundos depois todos os passageiros são obrigados a ouvir inteirinho, por mais de uma vez, durante toda a viagem, o funk do Pica-pau.
Tudo bem que o telefone celular se tornou indispensável em nossas vidas. Tem gente que é viciada. Já inventaram até um nome para isso: nomofobia. Acontece que para tudo neste mundo é preciso civilidade. E tem gente que não vê nada demais em compartilhar suas histórias e seu gosto musical com outras pessoas.
É aí que mora o problema. O tão útil telefone celular virou sinônimo de constrangimento e falta de educação. Os ringtones, que deveriam ser meros sinalizadores sonoros de que há alguém querendo falar do outro lado da linha, viraram brinquedo de dj amador. Os inocentes aparelhinhos móveis são agora a grande praga barulhenta dos locais públicos e o sossego anda perdendo a batalha para o exibicionismo tecno-musical.
Outra praga é a dos bônus oferecidos pelas operadoras e que, nos aparelhos pré-pagos, têm validade diária. Então o sujeito acha que tem que papear no telefone até usar todos os créditos a que tem direito. E haja conversa fiada para ser compartilhada.
Longe da pretensão de criar regras de etiqueta, as dicas que seguem são apenas algumas sugestões, baseadas exclusivamente no bom senso:
• Evite o uso do celular em locais públicos fechados. Se tiver que atender, vá para o lado de fora.
• Fale baixo ao celular. Sua vida pode ser bastante interessante para você, mas tenha certeza: ninguém está interessado em saber sobre sua rotina e sobre os detalhes da sua vida privada.
• Precisa atender quando estiver em ambientes compartilhados? Seja breve. Fale o necessário e diga que torna a ligar assim que puder. E, de preferência, faça isso quando estiver sozinho.
• Nos cinemas, igrejas, bibliotecas, velórios, simplesmente desligue o celular. Se não puder, coloque no modo vibracall. Mas saia do ambiente caso precise realmente atender à chamada.
• Não use o celular ao dirigir. É perigoso e infração grave de trânsito. Se precisar atender, estacione o veículo.
• Em reuniões de trabalho ou na sala de aula, coloque no modo silencioso. Depois confira as ligações e retorne.
• Recebeu visita em casa, saiu para almoçar com alguém, está no meio de um bate-papo? Não interrompa a conversa para atender uma ligação. Se for muito importante, avise isso à pessoa que está ao seu lado e seja breve na conversa ao telefone.
• Curte uma música enquanto está em ambientes compartilhados? Use o fone de ouvido. É baratinho.
• Se tiver que deixar o celular sobre a mesa para ir ao banheiro, à lanchonete ou à sala do chefe, não esqueça de colocar no modo silencioso. Ninguém merece ficar ouvindo ringtones infinitamente.
• Se telefonar para alguém e chamar até cair, não fique insistindo. Obviamente a pessoa está ocupada e não pode atender agora ou não está próxima do aparelho. Ela vai ver sua ligação e vai retornar. Se não o fizer é porque não quis. Então, pelos motivos mais variados, não adianta insistir.
• Seja sucinto ao gravar mensagem na secretária eletrônica.
• Por último, tente reduzir sua dependência do celular. Sempre que puder, na sua folga, desligue o aparelho e guarde na gaveta, nem que seja por alguns poucos momentos.
Cena 1: Sala de espera do consultório médico lotada. Algumas pessoas se distraem com a leitura de revistas, outras ensaiam uma daquelas conversas superficiais sobre previsão do tempo e custo de vida. De repente o som de Beyoncé invade o ambiente. Enquanto procura o celular na bolsa, a jovem nos “brinda” com o refrão completo do sucesso pop Single Ladies. Quando finalmente encontra o aparelho inicia uma conversa de longos cinco minutos. Conta dos exames que fez, relata seus níveis de colesterol, triglicerídeos e anuncia até que há um verme passeando por seu aparelho digestivo. Pede ao interlocutor que passe na farmácia, na loja da tia para buscar uma encomenda, que dê um recado à vizinha. Reclama da má vontade do marido, da implicância da sogra e o papo segue com um monte de outros bla-bla-blás.
Cena 2: O adolescente entra no ônibus, se acomoda em uma poltrona no canto, abre a mochila e começa a cutucar o celular. Segundos depois todos os passageiros são obrigados a ouvir inteirinho, por mais de uma vez, durante toda a viagem, o funk do Pica-pau.
Tudo bem que o telefone celular se tornou indispensável em nossas vidas. Tem gente que é viciada. Já inventaram até um nome para isso: nomofobia. Acontece que para tudo neste mundo é preciso civilidade. E tem gente que não vê nada demais em compartilhar suas histórias e seu gosto musical com outras pessoas.
É aí que mora o problema. O tão útil telefone celular virou sinônimo de constrangimento e falta de educação. Os ringtones, que deveriam ser meros sinalizadores sonoros de que há alguém querendo falar do outro lado da linha, viraram brinquedo de dj amador. Os inocentes aparelhinhos móveis são agora a grande praga barulhenta dos locais públicos e o sossego anda perdendo a batalha para o exibicionismo tecno-musical.
Outra praga é a dos bônus oferecidos pelas operadoras e que, nos aparelhos pré-pagos, têm validade diária. Então o sujeito acha que tem que papear no telefone até usar todos os créditos a que tem direito. E haja conversa fiada para ser compartilhada.
Longe da pretensão de criar regras de etiqueta, as dicas que seguem são apenas algumas sugestões, baseadas exclusivamente no bom senso:
• Evite o uso do celular em locais públicos fechados. Se tiver que atender, vá para o lado de fora.
• Fale baixo ao celular. Sua vida pode ser bastante interessante para você, mas tenha certeza: ninguém está interessado em saber sobre sua rotina e sobre os detalhes da sua vida privada.
• Precisa atender quando estiver em ambientes compartilhados? Seja breve. Fale o necessário e diga que torna a ligar assim que puder. E, de preferência, faça isso quando estiver sozinho.
• Nos cinemas, igrejas, bibliotecas, velórios, simplesmente desligue o celular. Se não puder, coloque no modo vibracall. Mas saia do ambiente caso precise realmente atender à chamada.
• Não use o celular ao dirigir. É perigoso e infração grave de trânsito. Se precisar atender, estacione o veículo.
• Em reuniões de trabalho ou na sala de aula, coloque no modo silencioso. Depois confira as ligações e retorne.
• Recebeu visita em casa, saiu para almoçar com alguém, está no meio de um bate-papo? Não interrompa a conversa para atender uma ligação. Se for muito importante, avise isso à pessoa que está ao seu lado e seja breve na conversa ao telefone.
• Curte uma música enquanto está em ambientes compartilhados? Use o fone de ouvido. É baratinho.
• Se tiver que deixar o celular sobre a mesa para ir ao banheiro, à lanchonete ou à sala do chefe, não esqueça de colocar no modo silencioso. Ninguém merece ficar ouvindo ringtones infinitamente.
• Se telefonar para alguém e chamar até cair, não fique insistindo. Obviamente a pessoa está ocupada e não pode atender agora ou não está próxima do aparelho. Ela vai ver sua ligação e vai retornar. Se não o fizer é porque não quis. Então, pelos motivos mais variados, não adianta insistir.
• Seja sucinto ao gravar mensagem na secretária eletrônica.
• Por último, tente reduzir sua dependência do celular. Sempre que puder, na sua folga, desligue o aparelho e guarde na gaveta, nem que seja por alguns poucos momentos.


