FLIP 8 - Paraty 2010
candida 07/08/2010 01:40
  Ontem a entrevista com a escritora chilena Isabel Allende que teve como mediador Humberto Werneck foi mesclada com assuntos particulares de sua vida como o fato de não ter conhecido seu pai, que saiu de casa quando ela tinha ainda três anos e só voltou a vê-lo já morto. Foi chamada para fazer um reconhecimento do corpo, e pensando ser seu irmão, dirigiu-se para o local com seu padrasto. Lá chegando afirmou desconhecer o corpo do homem sem vida, e o padrasto então falou ser aquele seu pai. Disse ainda manter uma troca de cartas quase diária com sua mãe que hoje  está com noventa e seis anos. Perguntada se haveria a possibilidade de publicar esses escritos, respondeu que apesar de ter tudo guardado e catalogado por datas, não se sentia a vontade para tanto, pois ali está muito de sua intimidade e dos seus. Divertiu a todos com comentários sobre a forma como conheceu seu marido e como é o convívio de uma chilena com um americano. “É muito difícil estar casado comigo. Primeiro porque sou muito mandona. E sou muito forte”. Seduziu a platéia com um jeito simples e garantiu boas risadas quando afirmou que o ponto G da mulher fica no ouvido. Explicou em seguida, que foi através das conversas e histórias contadas pelo marido que se apaixonou por ele. Falou sobre sua forma de criação, o medo e insegurança que tem a cada vez que começa a escrever um livro. Disse ainda que sempre que inicia, pensa que está escrevendo algo ruim, sem valor, e que assim vai adquirindo aos poucos a confiança necessária para ter um bom resultado. Trabalha em seus textos por 14 horas seguidas e que a melhor forma de conseguir sucesso é persistência, esforço e disciplina. Seu último livro “A ilha sobre o mar” é passado no século XVIII, onde hoje é o Haiti, e fala sobre escravidão, romance e prazeres. Como a maioria de seus livros, ao começar a ler, o leitor não conseguirá parar até que chegue a última página.                                                Cândida Albernaz   6-8-2010

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    Sobre o autor

    Candida Albernaz

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    Candida Albernaz escreve contos desde 2005, e com a necessidade de publicá-los nasceu o blog "Em cada canto um conto". Em 2012, iniciou com as "Frases nem tão soltas", que possuem um conceito mais pessoal. "Percebo ser infinita enquanto me tornando uma, duas ou muitas me transformo em cada personagem criado. Escrever me liberta".

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