Abdu responde Rosinha no Folha no Ar
“A CPI que a prefeita diz que sumiu pode ter sido uma moeda de negociação nas mãos de Garotinho”, disse o vereador Abdu Neme (PSB), que esteveno programa Folha no Ar. Segundo Abdu, que foi atacado por Rosinha na última quarta-feira, houve pressão política em 2006, quando a CPI foi instaurada.
— Quem conhece o estilo deles sabe como a coisa funciona. Existiam irregularidades que foram apuradas e, no final, entreguei o relatório ao Ministério Público. Porém, a CPI ocorreu em um momento eleitoral — explicou Abdu, se referindo ao pleito suplemen-tar que elegeu Alexandre Mocaiber em 2006. “Naquela época, no início de 2006, Garo-tinho conversou com Mocai-ber no Rio. Ou seja, de um lado cobrava a investigação e do outro queria fazer acordo. Então, quem estava errado? Quem usou a CPI como moeda fui eu? Quem não tem moral sou eu?”, desabafou Abdu, que levou jornais da época. “Dia 15 de agosto de 2006, a Folha publicou matéria informando que eu havia encaminhado o relatório final da CPI ao Mi-nistério Público Estadual, su-gerindo abertura de inquérito administrativo e penal para in- vestigar 16 pessoas ligadas à administração da secretaria de Saúde e também de 32 em-presas prestadoras de serviço. Então, se a prefeita está achan-do que a CPI sumiu, é só fazer uma rápida pesquisa. Está tu-do disponível”, explicou Abdu, que alega querer “virar a pá-gina”. “As declarações da pre-feita foram muito fortes. Fiz parte de vários momentos bons e ruins da família Garotinho. Não quero con tinuar com essa discussão”, afirmou.
Sobre a sua postura no Legislativo, ele reafirmou que continuará da mesma forma. “Nunca critiquei de forma agressiva a prefeita ou qual-quer pessoa do governo. Vou continuar fazendo meu trabalho. Inclusive, neste momen-to, estamos apurando algu- mas coisasque envolvem o Emergência em Casa”.
(Com informações de Alexandre Bastos)