Projeto Lara é exemplo de competência
O caso Serginho que ganhou repercussão nacional e foi amplamente explorado pela mídia, depois que foi encontrado em Campos e devolvido à família, dois anos após ter sido sequestrado em Alagoas, veio mostrar à população, a seriedade do trabalho desenvolvido pelos projetos sociais da Fundação Municipal da Infância e da Juventude. Nas atitudes do menino, que virou notícia em todo o Brasil, ficou evidente, que o tratamento recebido no Projeto Lara, vai ficar para sempre em sua lembrança. Hoje o programa Folha no Ar recebeu a coordenadora do projeto, Romilda Santos Silva e a psicóloga Terly Pereira Ribeiro, que também trabalha no projeto. As duas fizeram questão de ressaltar a importância do Lara, não só na vida do Serginho, mas de vários "Joãozinhos e Mariazinhas" atendidas diariamente na instituição.
Atualmente o Projeto Lara tem 45 crianças de 0 à 11 anos, além de dois adolescentes, pois a lei define que não se pode separar irmãos, o que faz com que um menino de 12 anos e uma menina de 15 anos, sejam acolhidas no local.
A repercussão do caso Serginho, foi de fundamental importância para mostrar à população, que o trabalho que se faz em Campos, o que de melhor se pode fazer em relação às crianças. Para nós que trabalhamos no projeto e para os grupos que trabalham com crianças desaparecidas em todo o país, este caso foi de grande valia – afirmou Josilda Trajano, do Projeto Lara.
A Fundação Municipal da Infância e da Juventude, mantém uma série de entidades, que fazem um trabalho interligado, além de dois Centros de Referência, onde cada caso é avaliado. Nele, são atendidas às crianças de 0 à 12 anos, além de mães adolescentes, que apresentem qualquer tipo de risco. O trabalho é realizado ainda na Casa Lar, Projeto Aconchego, Portal da Infância, além das duas unidades do Projeto Conviver, respectivamente para adolescentes de ambos os sexos.
- No dia a dia, as instituições procuram a integração dos menores atendidos com a comunidade. “É importante para essas crianças, o contato com a comunidade, para que possam adquirir uma maior vivência, pois na vida que tinham, antes de chegar às instituições, na maioria das vezes, não existia esta facilidade de contato, com a transferência de carinho, que elas encontram nestes momentos – esclareceu a psicóloga Terly Pereira Ribeiro, que trabalha no Projeto Lara.