"Feriado Nacional" no Folha no Ar
rodrigo 19/03/2010 17:12
A peça “Feriado Nacional”, premiada no I Festival Estudantil de Teatro de Campos, volta ao palco do Trianon neste sábado, às 21h,e domingo, às 20h, marcando o Dia Mundial do Teatro para a Infância e a Juventude. Uma das características da montagem, inclusive, é justamente a presença de jovens talentos da cidade, a começar pelo autor e diretor, Fernando Rossi, até a equipe de apoio e atores. A entrada é um quilo de alimento não perecível, como divulgaram os atores Mateus Arêas e Guilherme Freitas no programa Folha no Ar desta sexta-feira, na Plena TV. A peça é uma coletânea de doze esquetes que são adaptações livres dos contos do escritor Julio Cezar Monteiro Martins, das crônicas de Miguel Falabela e textos de Zeno Wilde e Wanderley A Bragança. Em cada encenação do grupo Cortinas Abertas”, uma mistura de sonhos, comédia, nonsense, denúncia social, humor e lirismo unidos pela realidade cotidiana, em um mosaico que propõe mostrar personagens tipicamente brasileiros, com suas riquezas, mazelas, neuroses, fúria e lirismo. — A peça é um mosaico do povo brasileiro, são personagens que carregam esse país nas costas, aos trancos e barrancos. Dessa forma, a principal mensagem é a força de um povo que, apesar de tudo, ainda luta e tem esperança por melhores dias — explica Rossi. — Para alcançarmos isso, trabalhamos com o perfil de cada aluno/ator ao longo da oficina. Tudo que eles nos ofereciam era aproveitado durante todo o processo de trabalho. Os personagens foram pensadas para o material humano que tínhamos em mãos. “Feriado Nacional” como a maioria das montagens do grupo Cortinas Abertas, do Sesi/Campos, é resultado de todo trabalho desenvolvido durante o ano na oficina de teatro para jovens e adultos. Procuramos, através das 12 esquetes que compõe o espetáculo, dar oportunidade para que os alunos/atores pudessem mostrar toda a sua versatilidade através da construção de seus personagens. Reconhecimento Segundo o diretor, o diferencial da peça “Feriado Nacional”, se comparada aos outros trabalhos já realizados por ele mesmo e pelo Cortinas Abertas é o poup pourri de cenas que falam de perto aos espectadores, porque narram situações que o público vive diariamente. Os prêmios numerosos alcançados durante o I Fetec corroboram o acerto da aposta: foi vencedora na categoria melhor espetáculo adulto, melhor ator para Mateus Arêas, melhor atriz para Maria Arêas, atriz revelação para Pillar Pinto, melhor cenário para a criação de Vanderlei Machado (o fundo de pedaços de caixotes sobrepostos aleatoriamente, lembrando a bandeira do Brasil vale ser conferido), melhor diretor Prêmio “Gastão Machado” para Fer-nando Rossi, além das indicações de melhor ator para Maycon Gual, melhor sonoplastia. para Pedro Fagundes, melhor iluminação para André Peixoto, ator coadjuvante para Jhonathan Gomes e melhor caracterização para o grupo Cortinas Abertas serviram para consagrar o trabalho que é um dos bons exemplos de movimento da dramaturgia campista contemporânea, que tem ganhado atenção do poder público e da iniciativa privada nos últimos meses, com os cursos livres de teatro e a promessa de um novo festival.

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    Rodrigo Gonçalves

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