Possível mudança nas comissões na Alerj gera críticas do PSOL
Possível mudança nas comissões da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) segue movimentando os parlamentares fluminenses. O PL, com 23 deputados estaduais, quer adequar os cargos ao tamanho de sua bancada, que é quase um terço do Legislativo estadual. Contudo, o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL) alega que há uma política articulada pela base do ex-governador Cláudio Castro (PL) e pela presidência da Casa, comandada por Douglas Ruas (PL).
A movimentação pode retirar cargos do PSOL, que presidem cinco comissões: Direitos Humanos, Combate às Discriminações, Defesa dos Direitos da Mulher, Servidores Públicos e Legislação Participativa.
Nos bastidores, há informações que Serafini daria lugar a Renan Jordy (PL), na Comissão de Servidores Públicos; Alexandre Knoploch (PL) no lugar de Dani Monteiro em Direitos Humanos e, na Defesa dos Direitos da Mulher, Renata Souza perderia a posição para Sarah Poncio (Solidariedade).
Segundo Serafini, a manobra é uma tentativa de perseguição política articulada pela base do ex-governador e pela presidência da Casa, comandada por Ruas por conta de suas denúncias sobre o escândalo envolvendo o Banco Master, o CredCesta e o superendividamento de servidores públicos estaduais. Para o deputado, a medida não encontra respaldo regimental.
“Eles disseram explicitamente que o PSOL vinha fazendo enfrentamentos ao PL e à direita e gerando desgastes. Não é coincidência isso acontecer justamente quando denunciamos o escândalo do Banco Master, defendemos a instalação da CPI e judicializamos medidas para garantir investigação. Estão tentando nos silenciar e nos perseguir”, afirmou Serafini.
O deputado informou que avalia medidas políticas e jurídicas para enfrentar essa tentativa de retaliação.
Em nota, a assessoria do presidente da Alerj, Douglas Ruas, informou que “a medida atende a solicitações apresentadas por líderes partidários da Assembleia, que apontaram a necessidade de adequação da atual composição das comissões às normas regimentais vigentes e aos critérios de proporcionalidade, de modo a assegurar a correta representação das bancadas”.
Deputados da região na Casa, Bruno Dauaire (União Brasil) e Carla Machado (PSD) não comentaram.