Folha Letras - ACL comemora 87 anos de fundação
- Atualizado em 10/06/2026 07:58
Divulgação/ Foto: Ronaldo Lobão


Na sexta-feira, dia 19 de junho, às 19h, a Academia Campista de Letras fará uma sessão aberta em comemoração aos 87 anos de fundação da entidade.

Na ocasião, o presidente Ronaldo Junior discursará e fará uma homenagem aos acadêmicos presentes. A atração da noite será a apresentação da musicista Mariana Soares, que interpretará repertório autoral. Ao final, será oferecido um coquetel.

A Academia Campista de Letras é uma associação literária fundada por 39 intelectuais no dia 21 de junho de 1939, na cidade de Campos dos Goytacazes, no interior do estado do Rio de Janeiro.

Corria o ano de 1939. Lá fora, em breve começaria a segunda guerra mundial. No Brasil, vivíamos um tempo de restrições democráticas, sem eleições, sem partidos políticos, sem as liberdades formais para o livre debate das ideias em público. Campos era uma cidade que girava em torno das usinas, do comércio e da cana. Havia teatros, clubes, jornais, carnaval, jogos, casas de mulheres, os ritos e as rezas, faculdades, as confeitarias e os cafés onde se misturavam boêmios, jornalistas, advogados, médicos, músicos, poetas, intelectuais e políticos, todos buscando nas brechas possíveis espaços para se expressar.

Foi nesse ambiente que a Academia Campista de Letras foi fundada, em 21 de junho. Entre seus fundadores, ainda que figurassem progressistas no campo literário e político-ideológico, o grupo hegemônico-ainda que de indiscutível renome intelectual- era constituído por moderados, e conservadores. Tanto é verdade que, por muito tempo, a Academia ficaria blindada ao Modernismo e suas tendências que, numa espécie de Modernismo tardio, corajosamente e com brilho, despontava entre nós como resistência cultural ao longo dos anos 50. Dialeticamente, tempos depois, por ironia e imperativo histórico, seus mais representativos nomes passaram a fazer parte da instituição, em muito contribuindo para sua oxigenação e fortalecimento até os dias atuais...

Fundada no Café Clube (no Boulevard Francisco de Paula Carneiro/ “Calçadão”) entre falatórios, declamações e tertúlias, das mesas do Café, seus pioneiros saíram para a concretização do ato no antigo Edifício Trianon, na sala de representação do Diário Oficial/RJ, como nos informa Herbson Freitas. Seu primeiro presidente foi o Advogado Nelson Pereira Rebel (1939-1944).

Estavam lá: Barbosa Guerra, Gastão Graça, Alberto Ribeiro Lamego, Dióscoro Vilela, Manoel Joaquim da Silva Pinto, Jerônimo Ribeiro, Álvaro Duarte Barcelos, Rogério Gomes de Souza, Letelbe Barroso, José Honório de Almeida, Godofredo Tinoco, Herdy Garchet, Mário Barroso, Alberto Frederico de Moraes Lamego, Silvio Fontoura, Abelardo N. Vasconcelos, Jaime Landim, José Landim, Ewerton Paes da Cunha e Isimbardo Peixoto (segundo o acadêmico Dr. Weligton Paes).

Criada nos moldes da Academia Brasileira de Letras - que, por sua vez, tem por modelo a Academia Francesa -, estruturou-se a ACL com 40 Cadeiras reverenciando figuras ilustres nas letras, nas artes, nas ideias, no brilho cultural de Campos.

A Academia já funcionou em vários lugares depois de sua fundação: Automóvel Clube Fluminense, Associação de Imprensa Campista, residências de acadêmicos, salão nobre do Hospital da Santa Casa de Misericórdia, escritório do acadêmico Renato Marion Martins de Aquino e no Hotel Planície.

No dia 10 de abril de 1948, recebeu as chaves do prédio atual, onde funcionou a Escola Wenceslau Brás e a sede da LBA - Legião Brasileira de Assistência, localizado no centro do Parque Doutor Nilo Peçanha, também conhecido como Jardim São Benedito.

Ao longo de sua história, devido às intempéries, parte do acervo da Academia foi perdido, o que dificulta o acesso a parte dos acontecimentos que marcaram a instituição. Diante disso, esta história foi composta por relatos de Acadêmicos e documentos ain…
[15:49, 09/06/2026] Dora Paes: A situação financeira do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campos (Previcampos) voltou ao centro das discussões após a divulgação de informações sobre o déficit atuarial do regime próprio de previdência e a regularidade previdenciária do município.

Dados que circulam nos meios políticos e administrativos apontam para um crescimento expressivo do passivo atuarial nos últimos anos. O déficit atuarial representa uma projeção técnica dos recursos necessários para garantir o pagamento futuro de aposentadorias e pensões dos servidores públicos.

Especialistas destacam que esse indicador não representa uma dívida imediata nem um rombo no caixa do instituto, mas uma estimativa de longo prazo que pode ser influenciada por diversos fatores, como mudanças nas regras previdenciárias, expectativa de vida dos segurados, crescimento da folha de servidores, rentabilidade dos investimentos e revisões atuariais periódicas.

Outro ponto debatido é a situação da Certidão de Regularidade Previdenciária (CRP), documento emitido pelo governo federal que atesta a conformidade dos regimes próprios de previdência com as exigências legais.

A discussão tem mobilizado servidores, aposentados e pensionistas, que acompanham com atenção os números relacionados ao futuro do sistema previdenciário municipal.

O tema deve continuar sendo acompanhado por órgãos de controle, representantes dos servidores e autoridades municipais, diante da importância do Previcampos para milhares de beneficiários no município.

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