Cadelinha some. Dono bota anúncio em jornal para achá-la
Saulo Pessanha - Atualizado em 05/05/2026 09:58
Anos 60. O telefone tilintou e Mário Manhães de Andrade, gerente de A Notícia (então o principal jornal de Campos), atendeu.

Era um comerciante sírio, contando uma “tragédia” em casa. Sumira uma cadelinha e os filhos estavam inconsoláveis. Mário disse que não recebia anúncios pelo telefone.

Mas o sujeito vence Mário Manhães no cansaço. Os sinais da cadelinha foram passados e o preço, de três cruzeiros, por vez, combinado.

O comerciante manda colocar sete vezes, ao preço final de vinte cruzeiros. O anúncio saiu um dia só e o telefone novamente tilintou.

Por coincidência, o próprio Mário Manhães atendeu. O homem estava eufórico e desmancha-se em elogios ao jornal, dizendo que logo apareceu uma pessoa com um exemplar de A Notícia e a cadelinha.

Em meio aos elogios, o sírio diz que mandaria pagar os três cruzeiros. Mário contesta:
— Calma aí! Não são três cruzeiros. São vinte.
— Mas o anúncio só saiu uma vez!
— Mas o combinado foi para sair sete vezes!

Discute daqui, discute dali, até que Mário dá a solução:
— Se o senhor não está satisfeito, solte a cachorrinha e deixe o anúncio sair mais seis vezes.

Do outro lado do fio, o homem fica em silêncio por uns 15 segundos. Depois explode uma gargalhada, vencido. E manda pagar os 20 cruzeiros.

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