Desdobramento da Lava Jato
13/04/2018 10:30 - Atualizado em 16/04/2018 17:24
Operação Lava Jato cumpre mandados de prisão
Operação Lava Jato cumpre mandados de prisão / Reprodução
Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram sete dos dez mandados de prisão expedidos na operação Rizoma, deflagrada, nessa quinta-feira (12), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF). A ação investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção que causaram prejuízos com investimentos malsucedidos nos fundos de pensão dos Correios (Postalis) e do Serpro (Serpos). Entre os presos na operação, mais um desdobramento da Lava Jato no Rio, estão o lobista Milton Lyra, suposto operador do MDB, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT. As investigações constataram que os operadores do esquema de lavagem de dinheiro dos dois fundos de pensões receberam cerca de R$ 20 milhões em “vantagens indevidas”.
As investigações tiveram como ponto de partida, segundo o procurador da República Eduardo El Hage, um acordo de delação premiada feito com um dos participantes do esquema “que se apresentou espontaneamente aos agentes da força tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro”. Os envolvidos teriam ligação com o ex-governador Sérgio Cabral.
De acordo com a PF, foram apreendidos computadores e documentos vinculados aos investigados, bem como mais de R$ 400 mil em espécie e pequena quantidade de moeda estrangeira, encontrados na residência de um dos operadores financeiros do grupo sob investigação. Foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão no Rio, São Paulo e Distrito Federal. Entre os presos estão os empresários Arthur Machado e Patrícia Iriarte.
Segundo informações do MPF, as medidas cautelares estão embasadas em atividades ilícitas ligadas a crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, inclusive no âmbito transnacional, corrupção e contra o sistema financeiro nacional, encabeçado pelo empresário Arthur Machado, um dos fundadores e CEO da Americas Trading Group (ATG).
As investigações indicam que, em 2010, mesmo ano da fundação da ATG, Arthur Machado constituiu o fundo de investimentos em participação Eletronic Tranding Brazil (FIP ETB) para angariar recurso. Tal projeto teve dois grandes investidores iniciais, as empresas de responsabilidade do próprio empresário e o fundo de pensão Postalis. Ainda segundo o MPF, em 2013 o Serpros começou a adquirir cotas do FIP ETB, realizando até 2015 o aporte total de R$ 72 milhões no fundo de investimento. Além disso, o Postalis e o Sepros compraram títulos de dívidas de outra empresa ligada a Arthur Machado, a Xnice Participações. (A.N.A.)(A.N.)

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