Conteúdo do celular de Bacellar e o pânico nos bastidores da política
- Atualizado em 28/02/2026 07:01
Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj
Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj / Divulgação
 
Ponto Final
Ponto Final / Ilustração
Celular de Bacellar
O conteúdo do celular do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), tem causado pânico nos bastidores políticos do estado. O aparelho foi apreendido pela Polícia Federal na ocasião da prisão do parlamentar, em dezembro de 2026. Ele é acusado de vazar informações sigilosas da polícia sobre a prisão do ex-deputado TH Joias, ligado à facção criminosa Comando Vermelho.

Relatório
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o material extraído do celular rendeu um relatório entregue ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Considerado explosivo, o conteúdo pode levar à abertura de outros inquéritos.

Clima tenso
Com o relatório já nas mãos de Alexandre de Moraes, a expectativa por eventuais nova decisões judicias é grande e o clima de tensão paira sobre a Alerj, uma vez que o impacto político é considerado inevitável. Por sua influência na política fluminense, o avanço das apurações pode atingir diferentes grupos políticos.

Caderno de anotações
Além do celular, a PF também apreendeu um caderno de Bacellar em que constaria, em uma das páginas, a composição de seu eventual secretariado, caso chegasse a ocupar o cargo de governador. O nome do deputado era cogitado para assumir o governo, com a provável saída de Cláudio Castro para se candidatar ao Senado. Nenhum dos nomes do núcleo duro de Castro, como Nicola Miccione ou Rodrigo Abel, estariam nas anotações.

Na Educação
Após a exoneração de Roberta Barreto, indicada de Bacellar ao cargo de secretária estadual de Educação, novas denúncias foram divulgadas relacionadas à pasta. Obras da Secretaria Estadual de Educação, investigadas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), envolvem uma empresa que já teve como representante legal o filho da subsecretária estadual de Educação, Joilza Rangel.

Contrato
Segundo o G1, documentos mostram que ele assinou como representante legal da Atec em contrato para fornecimento de cestas básicas à Prefeitura de Niterói. A mesma empresa recebeu ao menos R$ 11,4 milhões da Secretaria Estadual de Educação para realizar obras em escolas.

Posição
Sobre a suposta ligação do filho da subsecretária com uma das empresas contratadas, a Secretaria Estadual de Educação informou que decisões administrativas são tomadas apenas por agentes públicos formalmente designados.

Papo político
Nesta semana, o ex-governador Anthony Garotinho se encontrou com o ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB, Washington Reis, que recentemente declarou apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Estado. Segundo Garotinho, a política não impede a amizade.

“Sanguessugas”
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e atual secretário de Assuntos Legislativos do governo Lula, André Ceciliano (PT), foi condenado por improbidade administrativa pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, segundo o jornal O Globo. A decisão aponta dano ao erário em contratações realizadas entre 2001 e 2004, quando ele era prefeito de Paracambi, em um caso ligado à chamada Máfia dos "Sanguessugas".

Penas
De acordo com O Globo, Ceciliano foi multado em cerca de R$ 86 mil e teve os direitos políticos suspensos por seis anos, embora a punição não tenha efeito imediato por ainda caber recurso. Ele pode disputar as eleições deste ano e articula nova candidatura a deputado estadual. Ceciliano declarou ao jornal que a decisão não impede sua candidatura e lembrou ter sido absolvido na esfera criminal no mesmo caso.

Paes e Ceciliano
Nessa sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e André Ceciliano se reuniram em almoço na capital fluminense, e selaram uma reconciliação que pode ter efeitos no cenário eleitoral do Estado. A reconciliação acontece um mês após os dois protagonizarem um embate público com acusações e ironias. O assunto foi abordado no jornal O Globo.

Reaproximação
O encontro reforça a aproximação entre PSD e PT. E além disso, Paes voltou a sinalizar que dará palanque no estado à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após ter oferecido a vaga de vice em sua chapa a aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Disputa ao Senado
Circula nos bastidores a especulação de que o prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, teria aceitado sair de seu cargo para disputar uma segunda vaga arriscada ao Senado por saber, ou no mínimo contar, com a condenação de Cláudio Castro no caso Ceperj, cujo julgamento no Tribunal Superior Eleitoral está marcado para o dia 10 de março.

Articulação
A escolha do PL por Castro e Canella como pré-candidatos ao Senado se deu em acordo com a federação partidária entre União Brasil e PP. As decisões foram tomadas na terça-feira (24), em uma agenda que reuniu lideranças das três siglas, em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro, que participou do encontro, avaliou que a definição pelo nome de Márcio Canella é um “gesto” do PL à federação entre PP e União Brasil.

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