Após fuga, Flávio se diz 'líder do Brasil'; anteriormente, se autoproclamou 'presidente eleito'.
Hevertton Luna 28/10/2026 17:30 - Atualizado em 28/10/2026 18:39
Discurso de Flávio
Discurso de Flávio / Joédson Alves / Agência Brasil
Após derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro, após chegar nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), emitiu um comunicado e se autodeclarou "verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas, em seguida, apagou. Na nova versão, ele disse que é "líder do Brasil". Ele agradeceu aos da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pela fuga. 
"Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania", escreveu o senador no texto.
“Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, disse Flávio, em carta
Ele ainda justificou que a saída do país foi por conta de um suposto “regime de exceção”.
"Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime."
O senador ainda afirmou que mobilizará a oposição para que Lula não "consolide um regime ditatorial no Brasil".
No texto, Flávio disse ter sido vítima de perseguição por parte do Judiciário. Ele cita o fato do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ter determinado a apreensão de seus passaportes, que não foram entregues. Ele também afirmou que seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, é perseguido.
No documento, o senador argumenta que teria ocorrido uma "impossibilidade matemática" na votação e contesta decisões tomadas pela Justiça, especialmente ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a votação. 

O ministro determinou a extensão do horário de votação após pedidos de prorrogação em virtude de problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas.

Flávio, no documento, defende a cassação da chapa eleita, de Lula e Geraldo Alckmin. 
TSE confirmou vitória de Lula
Apesar das declarações de Flávio, o TSE confirmou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito. A Corte Eleitoral também afirmou que a eleição transcorreu em segurança.

Em manifestações após a votação, o tribunal reiterou que o processo eleitoral ocorreu com transparência, sem ocorrência de fraudes ou inconsistências que pudessem comprometer a legitimidade da vontade expressa pelos eleitores.

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