Alexandre de Moraes determina que Flávio Bolsonaro entregue passaporte à Polícia Federal
Hevertton Luna 26/10/2026 17:32 - Atualizado em 26/10/2026 17:32
Discurso de Flávio
Discurso de Flávio / Joédson Alves / Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta segunda-feira (26), que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PF) entregue o passaporte à Polícia Federal (PF). O senador é investigado em dois inquéritos no Supremo. A apreensão do passaporte costuma ser adotada para evitar que investigados deixem o país.
Flávio é suspeito de lavagem de dinheiro através de plataformas de apostas online, junto do advogado Willer Tomaz. A outra investigação é sobre o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão inclui três determinações:proibição de contato entre Flávio e Willer; cancelamento de todos os passaportes brasileiros, incluindo o diplomático, de Flávio;
entrega em até 24 horas de passaportes que Flávio tenha de outras nacionalidades.
Em um vídeo postado em uma rede social, Flávio Bolsonaro diz que a determinação do ministro foi assinada na noite do domingo (25).
No vídeo, Flávio afirmou ainda que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira (26) e que foi intimado a entregar o documento.
"E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso", disse.
Investigação
A investigação em questão começou na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, onde eram apurados crimes como lavagem de dinheiro e evasão de divisas e a utilização de casas de apostas no suposto esquema.
A PF gaúcha quebrou o sigilo telemático de Willer Tomaz e encontrou e-mails que apontavam que Flávio Bolsonaro foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz.

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