Decisão de Zanin de prorrogar horário de eleição vale apenas para locais com urnas ainda abertas
O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação por mais duas horas a votação do segundo turno da eleições 2026, isto é até as 19h. A decisão foi tomada após pedido da campanha de Lula. Após a decisão, Zanin explicou que a determinação vale apenas para os locais com urnas ainda abertas. O pedido se deu após relatos de problemas com transporte de eleitores de ao menos 10 Estados. A equipe jurídica do petista afirma que a eventual extensão do horário atenderia à “igualdade entre os eleitores”.
O gabinete do ministro Zanin informou que onde a seção já estiver fechada, permanecerá fechada. Já as seções que não haviam encerrado a votação antes da decisão deverão atender a prorrogação.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do STF, e diante da urgência evidente da medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil”, decidiu Zanin.
Em comunicado aos Tribunais Regionais Eleitorais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, informou que as urnas que não foram fechadas devem permanecer abertas até as 19h, conforme determinado pelo ministro Zanin.
"Neste sentido, orienta-se que as seções eleitorais que ainda estiverem abertas permaneçam em funcionamento até as 19h (horário de Brasília),em estrito cumprimento à determinação judicial. Solicita-se a imediata adoção das providências necessárias ao cumprimento da decisão, com a devida orientação aos juízos eleitorais e às mesas receptoras de votos", dizia trecho do comunicado.
Eleitores de São Paulo (SP), Salvador (BA), Petrópolis (RJ) e João Pessoa (PB) relataram dificuldades para chegar aos locais de votação devido à falta de ônibus e redução da frota no segundo turno.
Além da campanha do PT, o jurídico da campanha de Flávio também entrou com pedido de prorrogação de votação no TSE. A defesa de Flávio alegou que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram a chegada de eleitores às urnas em 17 municípios de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.