Presidente Lula fala durante entrevista
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Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite de quinta-feira (15) ser favorável à redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos, como homicídio qualificado, latrocínio e estupro. Em entrevista à Globo, ele também falou sobre outros temas como Bolsa Família, crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Atualmente, a maioridade é de 18 anos, e o presidente defendeu que ela caia para 16 anos em algumas situações. A questão também é amplamente difundida pela oposição e está em discussão no Congresso Nacional.
Segundo Lula, seu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que todo e qualquer crime hediondo, ele é favorável a diminuir a pena."Para crimes hediondos. Eu sou a favor, sou a favor", disse Lula à jornalista Renata Lo Prete.
Pontos das entrevista
Redução da maioridade penal: Lula defendeu reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos.
Investigação de ministros do STF: Lula defendeu a apuração de denúncias contra ministros do Supremo e disse ter cobrado providências do presidente da Corte, Edson Fachin, três vezes.
Relação com os EUA: Lula disse que prefere negociar com Trump e que pode retaliar os EUA caso não haja acordo sobre as tarifas.
Responsabilidade pelo governo: Lula assumiu a responsabilidade pelas dificuldades e pela rejeição a seu governo, afirmando que não pode transferir a culpa a outras pessoas.
Facções como terroristas: Lula rejeitou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA e afirmou ter proposto parceria ao governo Trump no combate ao crime organizado.
Segurança pública: Lula defendeu ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado por meio da PEC da Segurança Pública.
Economia: disse que o aumento da dívida pública preocupa e que o melhor caminho para equilibrar as contas do governo é fazer a economia crescer.
Endividamento da população: disse que os programas de renegociação lançados por seu governo prestam um "favor extraordinário" aos que têm dívidas e servem como um "recomeço" que ajuda a "reativar" a economia brasileira.
Bolsa Família: questionado sobre a decisão de anunciar um reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição, disse que não sabia que o benefício passou quase quatro anos sem correção de valor.
Reunião com Vorcaro: afirmou que é procurado por "todos os que estão com problema" e defendeu a atuação técnica do BC, que, segundo ele, levou à liquidação do Banco Master no fim do ano passado.