Dino ordena nova perícia da PF em material ligado ao filme Dark Horse
- Atualizado em 30/09/2026 17:36
Flávio Dino, ministro do STF
Flávio Dino, ministro do STF / Gustavo Moreno/STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) faça perícia em todo o material apreendido na Operação Wi-Fi, da Polícia Civil de São Paulo, que investigava supostos desvios de verbas públicas em favor do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O material foi enviado à PF no final de agosto, após determinação do próprio Dino.

Em decisão de 13 de setembro, que levantou o sigilo do inquérito sobre o filme produzido pela empresária Karina Ferreira da Gama, Dino afirmou que o material bruto entregue pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Oswaldo Nico Gonçalves, deve ser analisado por peritos da PF.
Na decisão, o ministro determinou a análise de celulares, computadores e documentos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo durante a operação, realizada em junho.

Com isso, os policiais federais estão reexaminando todo o material transferido para Brasília, fazendo perícia em documentos e aparelhos que não tinham sido periciados pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, e refazendo a perícia em outros materiais que já tinham passado por análise no estado.
m dos celulares que não havia passado por perícia ainda em São Paulo era justamente o que pertencia à empresária Karina da Gama, dono da produtora Go Up Entertainment - produtora do filme e do Instituto Conhecer Brasil (ICB), que tem contrato de R$ 108 milhões por ano com a prefeitura de São Paulo para instalação de wi-fi na periferia da capital paulista.
As duas empresas pertencem à Karina da Gama e estão no centro das investigações da PF sobre suposto uso de recursos públicos para a produção do filme sobre o pai do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O próprio senador e presidenciável do PL é investigado pela Polícia Federal, em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse".

O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da PF. A informação de que Flávio consta na lista de investigados veio à tona, após o relator do caso levantar o sigilo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.

Segundo a decisão, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

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