André Mendonça libera sigilo de novos documentos do caso Master
11/09/2026 20:11 - Atualizado em 11/09/2026 21:09
Ministro André Mendonça
Ministro André Mendonça / Divulgação/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou, na noite desta sexta-feira (11), o sigilo de mais documentos relacionados ao caso Master.

Entre os processos que tiveram o sigilo derrubado estão investigações envolvendo Ciro Nogueira (PP-PI), Cláudio Castro (PL-RJ), Jaques Wagner (PT-BA), Thiago Miranda e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia pedido ao STF a retirada do sigilo de mais documentos do caso. Segundo o órgão, a divulgação de apenas parte dos autos poderia “induzir à ideia equivocada de transparência”.

A PGR também afirmou que a relação de documentos inicialmente liberados por Mendonça não incluía a maior parte dos procedimentos ligados à investigação mais ampla da Polícia Federal, que apura o caso no âmbito da Operação Compliance Zero.

Após o pedido, Mendonça determinou a retirada do sigilo de 18 processos relacionados ao caso Master. Além desses, outros 21 processos também tiveram o sigilo derrubado.

No pedido apresentado ao STF, a Procuradoria afirmou que a divulgação parcial dos documentos poderia passar uma falsa impressão de transparência sobre a investigação.

De acordo com a PGR, diversos procedimentos ligados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero não estavam incluídos na lista inicialmente apresentada pelo relator.

O órgão defendeu, por isso, que todos os documentos relacionados ao caso fossem disponibilizados, evitando uma divulgação parcial das informações.
"O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero", diz o documento.
"Fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência [...] perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", prossegue.
O pedido, direcionado ao presidente do STF, Edson Fachin, foi assinado pelo vice-procurador-geral da República Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Chateaubriand Filho e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vão atuar juntos no caso.

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