Crise no STF entra na disputa presidencial e muda estratégia de Lula e Flávio

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no centro da disputa presidencial e levou as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-SP) a recalcularem suas estratégias para a eleição em outubro. Nos bastidores o temor é de que respingue nas candidaturas. Enquanto um grupo ligado à campanha de Lula defende que o presidente marque distância do ministro Alexandre de Moraes, Flávio pretende explorar politicamente os ataques ao magistrado durante a campanha. O G1, nesta quinta-feira (10), fez um levantamento sobre a questão com todos os candidatos.
No entorno de Flávio, a avaliação é de que a permanência da crise no debate público pode favorecer sua candidatura. A estratégia da cúpula do PL é associar Moraes ao governo Lula e manter o STF entre os principais temas do discurso eleitoral. Nos bastidores, a linha é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.
A orientação, porém, é evitar ataques ao Supremo como instituição e concentrar as críticas em Moraes e em decisões específicas. No ato de 7 de Setembro, em São Paulo, Flávio afirmou que a Corte “não é Alexandre” e defendeu que o STF seja “protegido” do ministro.
A crise também preocupa a campanha do candidato do PL. A recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal acendeu um alerta diante do avanço das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”. Interlocutores temem que novos desdobramentos possam atingir pessoas ligadas à produção e voltar a colocar Flávio no centro das apurações.
Do lado de Lula, a avaliação é mais delicada. Como presidente da República, ele precisa preservar a relação institucional com o STF, ao mesmo tempo em que sua campanha calcula os efeitos eleitorais de uma eventual associação com Moraes.
Parte da campanha defende uma posição mais enfática de Lula para marcar distância do ministro. Aliados, no entanto, consideram que o cargo de presidente limita críticas diretas a integrantes do Supremo.
O governo já entrou institucionalmente na disputa depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão que havia determinado o afastamento da cúpula da Polícia Federal. Nesta quarta-feira (9), Lula também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master e cobrou transparência. A manifestação, no entando, não citou Moraes.
No entorno de Flávio, a avaliação é de que a permanência da crise no debate público pode favorecer sua candidatura. A estratégia da cúpula do PL é associar Moraes ao governo Lula e manter o STF entre os principais temas do discurso eleitoral. Nos bastidores, a linha é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.
A orientação, porém, é evitar ataques ao Supremo como instituição e concentrar as críticas em Moraes e em decisões específicas. No ato de 7 de Setembro, em São Paulo, Flávio afirmou que a Corte “não é Alexandre” e defendeu que o STF seja “protegido” do ministro.
A crise também preocupa a campanha do candidato do PL. A recondução de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal acendeu um alerta diante do avanço das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”. Interlocutores temem que novos desdobramentos possam atingir pessoas ligadas à produção e voltar a colocar Flávio no centro das apurações.
Do lado de Lula, a avaliação é mais delicada. Como presidente da República, ele precisa preservar a relação institucional com o STF, ao mesmo tempo em que sua campanha calcula os efeitos eleitorais de uma eventual associação com Moraes.
Parte da campanha defende uma posição mais enfática de Lula para marcar distância do ministro. Aliados, no entanto, consideram que o cargo de presidente limita críticas diretas a integrantes do Supremo.
O governo já entrou institucionalmente na disputa depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão que havia determinado o afastamento da cúpula da Polícia Federal. Nesta quarta-feira (9), Lula também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master e cobrou transparência. A manifestação, no entando, não citou Moraes.
Demais candidatos na onda da crise
Entre os demais candidatos, a crise é vista como um fator capaz de ampliar a polarização. Ronaldo Caiado (PSD) acusa Lula e Flávio de utilizarem o episódio para tirar o foco do debate eleitoral. Já Romeu Zema (Novo) pretende manter as críticas ao STF em sua comunicação, apresentando-se como candidato contrário ao que classifica como excessos da Corte.
Entre os demais candidatos, a crise é vista como um fator capaz de ampliar a polarização. Ronaldo Caiado (PSD) acusa Lula e Flávio de utilizarem o episódio para tirar o foco do debate eleitoral. Já Romeu Zema (Novo) pretende manter as críticas ao STF em sua comunicação, apresentando-se como candidato contrário ao que classifica como excessos da Corte.
Augusto Cury (Avante) sinaliza que quer evitar a polarização. A equipe do escritor, ao G1, reforçou que "a campanha está focada em ficar longe de uma crise que envolva os dois lados". Já Renan Santos (Missão) avalia que a crise institucional é positiva para a posição antissistema do candidato.