Marquinho Bacellar confirma candidatura a federal, mas não sabe se concorrerá
Hevertton Luna - Atualizado em 12/08/2026 14:53
Marquinho Bacellar com Antônio Rueda
Marquinho Bacellar com Antônio Rueda / Reprodução rede social
Mesmo com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar uma vaga na Câmara Federal, Marquinho Bacellar (União Brasil) ainda não definiu se, de fato, será candidato nas Eleições 2026. O vereador afirma que a decisão será tomada a partir do início oficial da campanha.

“A partir do dia 16 de agosto, que é o lançamento das campanhas, vou definir se mantenho a candidatura”, afirmou.

Em entrevista ao jornalista Diego Machado, Marquinho também destacou que, caso desista da disputa, o grupo político deverá avaliar os próximos passos. “Se a gente não lançar, a gente vai compor e ver o que é melhor para a população de Campos”, disse.

Segundo o vereador, o projeto de uma candidatura à Câmara Federal já existia. No entanto, ele explica que a situação envolvendo seu irmão, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, passou a pesar na decisão, afetando tanto o núcleo familiar quanto o grupo político.

Na segunda-feira (11), Marquinho esteve reunido com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que também é pré-candidato a deputado federal. “A gente está vivendo dia a dia. Falei com o Rueda que o mais importante é o partido, pela dimensão que tem e sua importância para o estado do Rio e para a cidade de Campos, onde eu tenho meu segundo mandato de vereador”, afirmou.

Família Bacellar

Caso confirme a candidatura, Marquinho será o único nome da família Bacellar nas urnas em outubro. Seu irmão, Rodrigo Bacellar (União Brasil), era cotado para disputar o Governo do Estado do Rio.

Em março deste ano, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito das investigações da Operação “Unha e Carne”.

Em julho, após uma nova fase da operação, o ministro Alexandre de Moraes determinou a transferência de Bacellar para um presídio federal, sob a alegação de que ele teria mantido acesso a celulares enquanto estava custodiado no sistema penitenciário do Rio.

Bacellar foi transferido inicialmente para a unidade federal de Brasília e, no dia 8 de julho, levado para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde permanece preso.

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