Eduardo Paes: "Temos que fazer Campos uma segunda capital do RJ"
“Campos tem uma coisa chamada capital humano, gente qualificada, universidade, centro de pesquisa, bons hospitais, boa educação. Então, isso significa uma oportunidade”, disse o ex-prefeito do Rio e pré-candidato a governador, Eduardo Paes (PSD), na quinta-feira (9), durante o programa Folha no Ar, na Folha FM 98,3. Ele também falou sobre as possibilidades de avanços para a região Norte Fluminense. O ex-prefeito comentou sobre a crise política instalada nos poderes Executivo e Legislativo do Rio e, por fim, o pré-candidato afirmou que não há confusão na escolha dos palanques presidenciais de sua chapa.
Presença em Campos – “Tenho dito e vou cumprir, que é estar em Campos com frequência. Eu disse, em uma reunião, com o prefeito Frederico Paes, que não é meu primo, que vou despachar de 15 em 15 dias em Campos e ele falou: ‘Eduardo, promete pelo menos uma vez por mês’. Tenho o desejo, pois fazia isso na Prefeitura do Rio.”
Campos como capital – “A gente tem que descentralizar a administração da região metropolitana e fazer de Campos uma espécie de segunda capital do estado, com presença intensiva do governador e secretários.”
Voos regulares em Campos – “Vamos reativar esses voos para Campos e para Macaé. Não é complexo, precisa de ativismo governamental e vou dizer como é que funciona. Ontem (quarta-feira), a Gol começou o seu hub internacional no aeroporto do Galeão, com um voo direto Rio-Nova York. Eu, quando prefeito, chamei a Gol e falei: vem cá, eu te garanto que tem demanda. Vai ficar cheio, mas qual é o custo para você pagar um voo para Nova Iorque? 70% de ocupação. Falei, tudo que tiver abaixo de 70%, a prefeitura do Rio entera. Vou fazer a mesma coisa no estado, porque não é admissível, que cidades com importância de Campos e Macaé, com as atividades econômicas que tem aqui, você não tenha um avião diário para cá. Então, a gente precisa de voo direto para Campos, conectando com Santos Dumont, e Galeão, seja lá o que for necessário.”
Chance para Campos e região – “Campos tem uma coisa chamada capital humano, gente qualificada, universidade, centro de pesquisa, bons hospitais, boa educação. Então, isso significa uma oportunidade. Porque o sujeito, que é o alto executivo de uma empresa do Porto do Açu, tem que ficar com a família no Rio e fazendo bate e volta para cá. Por que ele não pode se mudar para Campos? Por que São Francisco e suas praias não podem virar uma espécie de Barra da Tijuca do Porto do Açu? O que São João da Barra leva com isso? Então, é muito importante a gente ter essa visão.”
Importância do Porto do Açu – “O impacto do Porto do Açu é inestimável, um negócio incrível, um ativo para a região, mas a gente tem que pensar para além de trazer divisas, royalties e riquezas.”
Eldorado perdido – “Campos recebeu um volume de royalties de petróleo absurdo e faltou esse plano estratégico. O que a gente quer ser quando crescer? Porque um dia acaba e acabou. Acabar totalmente não acabou, mas aquela fartura que foi jogada pelo ralo, não teve essa preocupação de se ter uma reflexão estratégica sobre o futuro da cidade. Diria o seguinte, Macaé absorveu com muito mais competência isso, com a quantidade de empresas instaladas e estabelecidas.”
Investimento para Campos – “Essa é uma cidade muito importante. Ela está entre os maiores mercados consumidores do Brasil e dispõe de uma infraestrutura. Agora tem a Estrada de Ferro 118, vindo de Vitória para cá. A briga é para ela ir também em direção à Baixada (Fluminense). Para Campos e para o Porto do Açu, é uma conexão incrível. Então, tem um conjunto de oportunidades em Campos que não podem mais ser desperdiçadas.”
Campos como capital – “A gente tem que descentralizar a administração da região metropolitana e fazer de Campos uma espécie de segunda capital do estado, com presença intensiva do governador e secretários.”
Voos regulares em Campos – “Vamos reativar esses voos para Campos e para Macaé. Não é complexo, precisa de ativismo governamental e vou dizer como é que funciona. Ontem (quarta-feira), a Gol começou o seu hub internacional no aeroporto do Galeão, com um voo direto Rio-Nova York. Eu, quando prefeito, chamei a Gol e falei: vem cá, eu te garanto que tem demanda. Vai ficar cheio, mas qual é o custo para você pagar um voo para Nova Iorque? 70% de ocupação. Falei, tudo que tiver abaixo de 70%, a prefeitura do Rio entera. Vou fazer a mesma coisa no estado, porque não é admissível, que cidades com importância de Campos e Macaé, com as atividades econômicas que tem aqui, você não tenha um avião diário para cá. Então, a gente precisa de voo direto para Campos, conectando com Santos Dumont, e Galeão, seja lá o que for necessário.”
Chance para Campos e região – “Campos tem uma coisa chamada capital humano, gente qualificada, universidade, centro de pesquisa, bons hospitais, boa educação. Então, isso significa uma oportunidade. Porque o sujeito, que é o alto executivo de uma empresa do Porto do Açu, tem que ficar com a família no Rio e fazendo bate e volta para cá. Por que ele não pode se mudar para Campos? Por que São Francisco e suas praias não podem virar uma espécie de Barra da Tijuca do Porto do Açu? O que São João da Barra leva com isso? Então, é muito importante a gente ter essa visão.”
Importância do Porto do Açu – “O impacto do Porto do Açu é inestimável, um negócio incrível, um ativo para a região, mas a gente tem que pensar para além de trazer divisas, royalties e riquezas.”
Eldorado perdido – “Campos recebeu um volume de royalties de petróleo absurdo e faltou esse plano estratégico. O que a gente quer ser quando crescer? Porque um dia acaba e acabou. Acabar totalmente não acabou, mas aquela fartura que foi jogada pelo ralo, não teve essa preocupação de se ter uma reflexão estratégica sobre o futuro da cidade. Diria o seguinte, Macaé absorveu com muito mais competência isso, com a quantidade de empresas instaladas e estabelecidas.”
Investimento para Campos – “Essa é uma cidade muito importante. Ela está entre os maiores mercados consumidores do Brasil e dispõe de uma infraestrutura. Agora tem a Estrada de Ferro 118, vindo de Vitória para cá. A briga é para ela ir também em direção à Baixada (Fluminense). Para Campos e para o Porto do Açu, é uma conexão incrível. Então, tem um conjunto de oportunidades em Campos que não podem mais ser desperdiçadas.”
Sem repetir erros do passado – “Quero fazer uma ressalva em relação ao Wladimir Garotinho (ex-prefeito), que não me apoia, não vota em mim, não é do meu partido, mas eu vi o esforço dele de fazer essa reflexão. Vejo no Frederico Paes esse esforço. Mas tem que admitir que no passado não teve isso. O dinheiro era gasto de maneira irresponsável para fins eleitoreiros, a gente vê como eram as campanhas aqui e já deu muito escândalo. Então, aquele dinheiro sem pensar estrategicamente no futuro da cidade ou da região. É papel do estado integrar essa grande Campos.”
Junto com Frederico – “Quando olho para Campos, o potencial de Campos, quero um prefeito com as características do Frederico Paes, porque é um gestor. Um homem sério, um chefe que vem do setor privado, topa o desafio de gerir uma cidade como o Campos e seus desafios. Não é politiqueiro de plantão, não botou a família inteira na política, não é a carreira dele ser político e com é enorme a sensibilidade política, aos poucos o povo de Campos vai sentir isso. Então, é óbvio, eu vou trabalhar ao lado do Frederico Paes. Não é porque ele não está me apoiando, não declarou voto em mim, que eu não vou tratar bem, que eu não vou conviver bem, ou que eu vou ficar xingando os outros. A política se faz com respeito, a gente tem o embate, tem os conflitos, mas eu não vou ficar aqui atacando.”
Desembargador no comando – “É óbvio que nós que acreditamos na democracia, no voto popular, nos colocamos nos pleitos eleitorais, não podemos estar felizes com uma situação dessa. Não é normal um interventor. Eu reconheço o esforço do desembargador Ricardo Couto e o trabalho que ele vem fazendo, muito importante para o Estado. Mas a razão disso, não é uma intervenção do Supremo na política fluminense, a razão disso é que a cadeia, e não estou falando da cadeia padrão Bangu, essa máfia, ela desfez a cadeia sucessória.”
Era Bacellar na disputa – “Até seis ou oito meses atrás, o meu adversário nas eleições iria ser o Rodrigo Bacellar. Eles montaram tudo, pressionaram, chantagearam o Tiago Pampolha, que era o vice-governador eleito, deram lá um prêmio de consolação, o Cláudio Castro ia renunciar para o Bacelar assumir. O problema é que, no meio do caminho, eles esqueceram que eles tinham comprado a eleição em 2022, com a tal da Ceperj. Foram as roubalheiras todas que já eram meio públicas e notórias e todo mundo sabia que era uma questão de tempo. Ambos são condenados, Bacellar é preso. Se o Bacelar não tivesse sido preso, meu adversário seria ele. Essa turma se faz representar pelo Bacellar. O outro que foi preso também por ligação com o Comando Vermelho, o Thiago Rangel. Era essa gente que ia estar disputando a eleição contra mim. Cláudio Castro para senador. Era essa a trama que eles montaram.”
Sem linha sucessória – “O nível de vulgarização, de desrespeito às instituições foi tão grande que, a partir de uma ação movida pelo meu partido, pelo PSD, o Supremo Tribunal Federal entendeu por bem que a cadeia sucessória se rompeu. Nós defendemos eleições diretas. A Alerj eleger indiretamente o governador do estado para a máfia continuar, hoje eles se fazem representar pela pré-candidatura do Douglas Ruas, que significa esse grupo. Tentam esconder o Cláudio Castro, nunca tive nada a ver com o Bacellar, Tiago Rangel imagina se eu sabia quem era, a partir de ontem ou anteontem, eles vão dizer que o Canella (Márcio, ex-prefeito de Belford Roxo) também era um personagem que eles não faziam ideia de quem era, mas é tudo farinha do mesmo saco.”
Crise na política do Rio – “O que nós estamos vendo no Rio é uma mudança de patamar. Você pega as cinco prisões do Garotinho, colarinho branco, As prisões do Sérgio Cabral, colarinho branco. Agora não, agora tem uma gente que rouba, colarinho branco, que é o sujeito que toma dinheiro de empreiteira, de fornecedor. Agora não, agora é ligação com o Comando Vermelho. O Bacellar, ele anda por aí de fuzil, mas ele domina uma comunidade? Eu acho que não, quero crer que não. Mas é convivente. Como é que você tem um deputado notoriamente envolvido com o crime organizado do tal do TH Joias e você não só permite que ele esteja no ambiente da Alerj, porque, em um ambiente sério, o Conselho de Ética é acionado, um presidente caça o mandato. O sujeito é condenado, envolvido, ele é do Comando Vermelho. Ele era do Comando Vermelho, todo mundo sabia. Mas não só você não caça, como vira amigo. Como passa a alertar o sujeito para os riscos que ele corre de ser preso pela Polícia Federal. Então o que nós estamos vivendo no Rio de Janeiro é uma situação anômala, é uma situação absurda. Esses caras, o crime, ele entrou no Estado, ele é quem comanda o Estado.”
Olhar para além da capital – “Eu já avisei ao prefeito Cavalieri, o Teatro Municipal vai virar municipal. O carnaval do Rio, ao invés de botar 60 milhões, ninguém aqui tem dúvida que eu gosto de carnaval, vou mandar para Saúde Campos e Norte e Noroeste Fluminense. Vou governar para quem mais precisa e quem mais precisa, no caso do Rio, é a região metropolitana e o interior do Estado. É isso que eu vou fazer.”
Agro do Rio – “Os adversários ficam irritados comigo. Outro dia veio o presidente do PL e disse que se irritava toda vez que me via andando de cavalo. Eu não nasci na roça, nasci na cidade grande. Adoraria já estar governando para o estado do Rio de Janeiro e conhecendo a produção rural incrível desse estado.”
Pleito equilibrado – “Eu não sou o único adversário do establishment. Temos, aqui em Campos, o ex-governador Garotinho é candidato. Tem lá o sujeito do MBL e do Novo. Tem um candidato do PSOL. Acho que a hora que você tira os vagabundos e as patas deles do poder, você torna a eleição mais equilibrada. É óbvio que quem disputa a reeleição tem uma vantagem competitiva. Agora, essa gente não. Então, de fato, com as práticas deles, com o nível de máfia, de roubo, de absurdos que acontecem, que essa gente compra eleição. É óbvio que torna o jogo mais equilibrado.”
“Não dependo de ninguém” – “Não sou do mesmo partido do Lula, não sou afilhado do Lula e não dependo de ninguém. Meu nome é Eduardo Paes e quem governa e quem manda no meu governo sou eu. Eu vou votar no presidente Lula porque ele me ajudou muito como prefeito e eu sou uma pessoa grata. E tenho certeza que, se for eleito governador, ele vai me ajudar como governador do Estado, trazer investimento, trazer recursos para cá e eu sou bom de arrancar dinheiro dele. Agora, quem vai mandar no meu governo sou eu. Eu fui quatro vezes prefeito do Rio de Janeiro. Quatro vezes prefeito do Rio de Janeiro e quem mandou fui eu. Não deixei ninguém “meter o bedelho”. Nem quando tinha aliança lá com o Sérgio Cabral, não teve história dele na prefeitura do Rio. Então, essa é a minha diferença. Eu mando, faço gestão, faço política de maneira correta, adequada, como deve ser e toco o governo.”
Paes com Lula e Jane com Flávio – “O Lula é contra o Flávio Bolsonaro e eu sou a favor do Rio. O que eu vou fazer? Em um processo eleitoral, você dá sinais. Chamei uma mulher evangélica, conservadora, da Baixada Fluminense para ser minha vice. Ela fica o dia inteiro me perturbando. Então, esse é o sinal que dou. Eu não estou querendo saber que ela vai votar para presidente. O presidente não vai ficar no nosso gabinete. Isso tudo é “frufru” de política. Eu vou votar no Lula. Quer votar no Bolsonaro? Vota. Quer votar no Zelma? Vota. Caiado? Vota. Não vou mandar no voto dos outros. Eu sou candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro. Meu país é o Rio de Janeiro.”
“Lixo não tem ideologia” – “Os caras do PL, da direita, dizem que eu sou comunista. Aí os caras do PSOL, da esquerda, dizem que eu sou fascista, direita. Então assim, toco a minha vida, quero resolver o problema do povo, lixo não tem ideologia, transporte não tem ideologia, saúde não tem ideologia, emprego não tem ideologia, estrada não tem ideologia, produção, indústria, nada disso tem ideologia, resolvo problemas. Não perco tempo com certas discussões que não dizem respeito.”
Muita conversa, pouco número – “Independente desses números, vou trabalhar mais ainda. Você não vê um post meu falando de pesquisa. Não perco meu tempo com isso, não é meu papel. Meu papel é debater o Estado, apresentar propostas e aprender com a população. Entendo de gestão, povo, de conversar com as pessoas, de debater, de falar aquilo que eu quero construir. É isso que me importa, não estou ligado em pesquisa.”
Junto com Frederico – “Quando olho para Campos, o potencial de Campos, quero um prefeito com as características do Frederico Paes, porque é um gestor. Um homem sério, um chefe que vem do setor privado, topa o desafio de gerir uma cidade como o Campos e seus desafios. Não é politiqueiro de plantão, não botou a família inteira na política, não é a carreira dele ser político e com é enorme a sensibilidade política, aos poucos o povo de Campos vai sentir isso. Então, é óbvio, eu vou trabalhar ao lado do Frederico Paes. Não é porque ele não está me apoiando, não declarou voto em mim, que eu não vou tratar bem, que eu não vou conviver bem, ou que eu vou ficar xingando os outros. A política se faz com respeito, a gente tem o embate, tem os conflitos, mas eu não vou ficar aqui atacando.”
Desembargador no comando – “É óbvio que nós que acreditamos na democracia, no voto popular, nos colocamos nos pleitos eleitorais, não podemos estar felizes com uma situação dessa. Não é normal um interventor. Eu reconheço o esforço do desembargador Ricardo Couto e o trabalho que ele vem fazendo, muito importante para o Estado. Mas a razão disso, não é uma intervenção do Supremo na política fluminense, a razão disso é que a cadeia, e não estou falando da cadeia padrão Bangu, essa máfia, ela desfez a cadeia sucessória.”
Era Bacellar na disputa – “Até seis ou oito meses atrás, o meu adversário nas eleições iria ser o Rodrigo Bacellar. Eles montaram tudo, pressionaram, chantagearam o Tiago Pampolha, que era o vice-governador eleito, deram lá um prêmio de consolação, o Cláudio Castro ia renunciar para o Bacelar assumir. O problema é que, no meio do caminho, eles esqueceram que eles tinham comprado a eleição em 2022, com a tal da Ceperj. Foram as roubalheiras todas que já eram meio públicas e notórias e todo mundo sabia que era uma questão de tempo. Ambos são condenados, Bacellar é preso. Se o Bacelar não tivesse sido preso, meu adversário seria ele. Essa turma se faz representar pelo Bacellar. O outro que foi preso também por ligação com o Comando Vermelho, o Thiago Rangel. Era essa gente que ia estar disputando a eleição contra mim. Cláudio Castro para senador. Era essa a trama que eles montaram.”
Sem linha sucessória – “O nível de vulgarização, de desrespeito às instituições foi tão grande que, a partir de uma ação movida pelo meu partido, pelo PSD, o Supremo Tribunal Federal entendeu por bem que a cadeia sucessória se rompeu. Nós defendemos eleições diretas. A Alerj eleger indiretamente o governador do estado para a máfia continuar, hoje eles se fazem representar pela pré-candidatura do Douglas Ruas, que significa esse grupo. Tentam esconder o Cláudio Castro, nunca tive nada a ver com o Bacellar, Tiago Rangel imagina se eu sabia quem era, a partir de ontem ou anteontem, eles vão dizer que o Canella (Márcio, ex-prefeito de Belford Roxo) também era um personagem que eles não faziam ideia de quem era, mas é tudo farinha do mesmo saco.”
Crise na política do Rio – “O que nós estamos vendo no Rio é uma mudança de patamar. Você pega as cinco prisões do Garotinho, colarinho branco, As prisões do Sérgio Cabral, colarinho branco. Agora não, agora tem uma gente que rouba, colarinho branco, que é o sujeito que toma dinheiro de empreiteira, de fornecedor. Agora não, agora é ligação com o Comando Vermelho. O Bacellar, ele anda por aí de fuzil, mas ele domina uma comunidade? Eu acho que não, quero crer que não. Mas é convivente. Como é que você tem um deputado notoriamente envolvido com o crime organizado do tal do TH Joias e você não só permite que ele esteja no ambiente da Alerj, porque, em um ambiente sério, o Conselho de Ética é acionado, um presidente caça o mandato. O sujeito é condenado, envolvido, ele é do Comando Vermelho. Ele era do Comando Vermelho, todo mundo sabia. Mas não só você não caça, como vira amigo. Como passa a alertar o sujeito para os riscos que ele corre de ser preso pela Polícia Federal. Então o que nós estamos vivendo no Rio de Janeiro é uma situação anômala, é uma situação absurda. Esses caras, o crime, ele entrou no Estado, ele é quem comanda o Estado.”
Olhar para além da capital – “Eu já avisei ao prefeito Cavalieri, o Teatro Municipal vai virar municipal. O carnaval do Rio, ao invés de botar 60 milhões, ninguém aqui tem dúvida que eu gosto de carnaval, vou mandar para Saúde Campos e Norte e Noroeste Fluminense. Vou governar para quem mais precisa e quem mais precisa, no caso do Rio, é a região metropolitana e o interior do Estado. É isso que eu vou fazer.”
Agro do Rio – “Os adversários ficam irritados comigo. Outro dia veio o presidente do PL e disse que se irritava toda vez que me via andando de cavalo. Eu não nasci na roça, nasci na cidade grande. Adoraria já estar governando para o estado do Rio de Janeiro e conhecendo a produção rural incrível desse estado.”
Pleito equilibrado – “Eu não sou o único adversário do establishment. Temos, aqui em Campos, o ex-governador Garotinho é candidato. Tem lá o sujeito do MBL e do Novo. Tem um candidato do PSOL. Acho que a hora que você tira os vagabundos e as patas deles do poder, você torna a eleição mais equilibrada. É óbvio que quem disputa a reeleição tem uma vantagem competitiva. Agora, essa gente não. Então, de fato, com as práticas deles, com o nível de máfia, de roubo, de absurdos que acontecem, que essa gente compra eleição. É óbvio que torna o jogo mais equilibrado.”
“Não dependo de ninguém” – “Não sou do mesmo partido do Lula, não sou afilhado do Lula e não dependo de ninguém. Meu nome é Eduardo Paes e quem governa e quem manda no meu governo sou eu. Eu vou votar no presidente Lula porque ele me ajudou muito como prefeito e eu sou uma pessoa grata. E tenho certeza que, se for eleito governador, ele vai me ajudar como governador do Estado, trazer investimento, trazer recursos para cá e eu sou bom de arrancar dinheiro dele. Agora, quem vai mandar no meu governo sou eu. Eu fui quatro vezes prefeito do Rio de Janeiro. Quatro vezes prefeito do Rio de Janeiro e quem mandou fui eu. Não deixei ninguém “meter o bedelho”. Nem quando tinha aliança lá com o Sérgio Cabral, não teve história dele na prefeitura do Rio. Então, essa é a minha diferença. Eu mando, faço gestão, faço política de maneira correta, adequada, como deve ser e toco o governo.”
Paes com Lula e Jane com Flávio – “O Lula é contra o Flávio Bolsonaro e eu sou a favor do Rio. O que eu vou fazer? Em um processo eleitoral, você dá sinais. Chamei uma mulher evangélica, conservadora, da Baixada Fluminense para ser minha vice. Ela fica o dia inteiro me perturbando. Então, esse é o sinal que dou. Eu não estou querendo saber que ela vai votar para presidente. O presidente não vai ficar no nosso gabinete. Isso tudo é “frufru” de política. Eu vou votar no Lula. Quer votar no Bolsonaro? Vota. Quer votar no Zelma? Vota. Caiado? Vota. Não vou mandar no voto dos outros. Eu sou candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro. Meu país é o Rio de Janeiro.”
“Lixo não tem ideologia” – “Os caras do PL, da direita, dizem que eu sou comunista. Aí os caras do PSOL, da esquerda, dizem que eu sou fascista, direita. Então assim, toco a minha vida, quero resolver o problema do povo, lixo não tem ideologia, transporte não tem ideologia, saúde não tem ideologia, emprego não tem ideologia, estrada não tem ideologia, produção, indústria, nada disso tem ideologia, resolvo problemas. Não perco tempo com certas discussões que não dizem respeito.”
Muita conversa, pouco número – “Independente desses números, vou trabalhar mais ainda. Você não vê um post meu falando de pesquisa. Não perco meu tempo com isso, não é meu papel. Meu papel é debater o Estado, apresentar propostas e aprender com a população. Entendo de gestão, povo, de conversar com as pessoas, de debater, de falar aquilo que eu quero construir. É isso que me importa, não estou ligado em pesquisa.”