Prisão de Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole
/
Reprodução TV Globo
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão do governo do estado. As investigações começaram com uma auditoria determinada pela gestão do governador em exercício Ricardo Couto.
Segundo apurado, a autarquia celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões. Parte desse dinheiro foi sacado por uma ex-fiscal do IRM, conhecida como a “Mulher da Mala” — que tinha até escolta para ir ao banco.
Cinco pessoas já foram presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM, e Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”. Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), já é considerado foragido.
O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo.
Promotores saíram para cumprir, no total, 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.
O alvos são:
Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline; Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia; Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM; Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte; Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; Mauricio Silva Knoploch dos Santos, foragido: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM.
Em nota, o governo do estado afirmou que a operação foi resultado de uma auditoria que identificou “indícios de irregularidades em contratos e deu origem às investigações”.
“O relatório produzido pela auditoria foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou a apuração e deflagrou a operação”, prosseguiu. “A atuação reforça o compromisso do governo do estado com a transparência, o controle dos recursos públicos e o combate à corrupção.”