Secretaria do Ambiente do RJ exonera 250 servidores e extingue subsecretaria que Thamires comandava
Hevertton Luna - Atualizado em 17/06/2026 14:38
Divulgação
A gestão do desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio, exonerou 250 servidores da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade desde a saída de Cláudio Castro (PL). O secretário da pasta Rodrigo Mascarenhas apontou que os demitidos eram “fantasmas”, além de subscretarias extintas, como a da vereadora e ex-subsecretária Thamires Rangel que afirmou que “recebeu com estranheza as declarações divulgadas pela atual gestão”.
Mascarenhas afirma ter iniciado uma revisão completa da estrutura administrativa após a saída de Bernardo Rossi, que ocupou o cargo entre março de 2024 e março de 2025.
"Quando eu cheguei aqui no primeiro dia, eu cheguei e não tinha mais ninguém nomeado. Então, entrei em contato com o secretário que estava saindo, marquei uma reunião para fazer alguma transição. Imediatamente subordinada ao secretário tinha mais de 130 pessoas, afirmou ele.
Ainda de acordo com Mascarenhas, a primeira medida foi identificar funcionários que não possuíam acesso aos sistemas internos nem evidências de atuação administrativa.
"Pude fazer uma lista com todas as pessoas que são fantasmas, que não trabalham na secretaria, que não têm acesso ao sistema. Na dúvida, tira", afirmou.
Segundo ele, apenas no primeiro dia de gestão foram realizadas 82 exonerações.
Uma das subsecretarias extintas era comandada por Thamires Rangel, nomeada por Cláudio Castro aos 19 anos de idade. Ela é filha do deputado estadual Thiago Rangel, preso pela Polícia Federal em maio durante uma investigação sobre suspeitas de irregularidades em contratos da Secretaria Estadual de Educação.
A outra subsecretaria extinta foi a de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas. Ao todo, 51 servidores vinculados às duas estruturas foram exonerados.
"Depois eu tomei conhecimento (...) de que havia duas subsecretarias inteiras que não tinham um projeto, que não tinham uma ação, que não tinham uma função", afirmou Mascarenhas.
Segundo ele, as estruturas funcionavam apenas para abrigar cargos comissionados.
"É um pouco chocante. Mas essas secretarias na prática eram estruturas para abrigar pessoas que na secretaria não trabalhavam", declarou.
A ex-subsecretária Thamires Rangel afirmou que atuou com dedicação e compromisso durante sua passagem pela pasta e que os resultados do trabalho desenvolvido podem ser verificados por meio das publicações feitas em suas redes sociais.
O ex-secretário Bernardo Rossi negou que houvesse funcionários fantasmas durante sua gestão. Segundo ele, a acusação é grave, infundada e precisa ser acompanhada de provas.
A reportagem do Folha1 procurou o ex-governador Cláudio Castro, mas ainda não recebeu resposta.
 
 
 
Com informações do G1
 

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