O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, votou pela rejeição dos recursos apresentados pelas defesas do deputado estadual Thiago Rangel e de outros seis réus investigados na Operação Unha e Carne. O relator defendeu a manutenção das prisões preventivas e do afastamento dos investigados de funções públicas.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e segue até sexta-feira (19). A decisão ainda não é definitiva, já que os demais ministros podem acompanhar ou divergir do voto do relator até o encerramento da sessão virtual.
As defesas contestaram a competência do STF para analisar o caso e alegaram ausência de contemporaneidade entre os fatos investigados e as prisões decretadas. Moraes rejeitou os argumentos, afirmando que os recursos não apresentaram elementos capazes de modificar as decisões anteriores.
Segundo as investigações citadas no voto, Thiago Rangel teria atuado como braço político de uma organização suspeita da prática de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações e contratos públicos.
A apuração teve início em Campos, a partir de suspeitas envolvendo a Empresa Municipal de Habitação, e posteriormente alcançou contratos de reformas em escolas estaduais das regiões Norte e Noroeste Fluminense. A Polícia Federal também apura uma possível movimentação de R$ 2,9 milhões em recursos eleitorais não declarados.
Para o ministro, a manutenção das prisões é necessária para garantir a ordem pública e evitar possíveis interferências nas investigações, em testemunhas e em outros investigados.
A Folha da Manhã tenta um contato com a defesa de Thiago.