A possibilidade de subir no palanque de Anthony Garotinho (Republicanos) em outubro, para o governo do Estado do Rio, segundo o ex-prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PL), que é pré-candidato a deputado federal, foi conversada com a cúpula do PL. Nesta segunda-feira (25), quando questionado como fica a situação política dentro do seu partido com a sua decisão, ele explicou: "todos entenderam a minha situação peculiar", no caso, ficar do lado do seu pai.
- Caso a candidatura dele venha a ser confirmada em convenção partidária, eu com certeza estarei ao lado dele. A família ultrapassa a política, não posso estar contra o meu pai.
O PL tem como pré-candidato ao governo do Estado, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas. O deputado aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto no Estado. Na frente, com maior percentual, segue o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). O nome de Garotinho também já aparece nas sondagens.
De acordo com Wladimir, a sua decisão de ir para o PL, ao atender o convite do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonato, foi tomada antes da decisão familiar. "Quando meu pai não tinha as condições de elegibilidade, o que só ocorreu em definitivo após o prazo de filiação partidária, através de uma decisão do Ministro Zanin", destaca.
O alinhamento político em Campos, que partiu do grupo político do ex-prefeito, foi anunciado no último sábado (23). O prefeito Frederico Paes tem agora a função de coordernador-geral.
Dentro do Republicanos, Garotinho ainda tem um adversário. O ex-prefeito de Miguel Pereira também se lançou pré-candidato ao governo do Estado. Uma ação que poderia atrapalhar os planos políticos do ex-governador Garotinho ainda corre no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), inclusive, envolvendo o governo da ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho.