Cultura popular em Campos pede intervenção da Câmara para dialogar com a presidência da Fundação Cultural
Dora Paula Paes 20/05/2026 13:04 - Atualizado em 20/05/2026 13:11
Manifesto na Câmara de Campos
Manifesto na Câmara de Campos / Divulgação
O grupo formado pelos representantes das quadrilhas juninas, do carnaval e dos bois pintadinhos foi até a Câmara Municipal pedir intervenção dos vereadores para conseguir acesso à pasta da Cultura em Campos. A manifestação pacífica aconteceu na sessão de terça-feira (19), quando foram ouvidos por vereadores da bancada do governo Frederico Paes. Segundo os manifestantes, a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Fernanda Campos, "não atende, nem para dizer não". 
"Acabou a paciência. Estão acabando com a cultura. Sou da quadrilha, tem o carnaval, tem o presidente do boi, a gente está cansado de ir lá e não ser atendido", disse Geovana Almeida, vice-presidente da Liga das Danças Folclóricas de Campos (Lindanfoc). Campos hoje tem 35 quadrilhas oficiais.
O presidente da Câmara, Fred Rangel, o líder do governo, Dudu Azevedo, e os vereadores Sub Jackson, Marcione da Farmácia e Fernando Machado ouviram os lamentos dos grupos populares da cidade. Da conversa ficou a promessa de uma reunião nesta quinta-feira (21), com o secretário de Governo, Juninho Virgílio, e o presidente da Comissão de Cultura na Câmara, Marcelo Fere, e o movimento de quadrilha junina. O vereador Dudu confirma a reunião de amanhã. "Para "ouvir e buscar o caminho para solucionar a questão", informa.
"Campos tinha até 2024 a política do Circuito Junino para dançar nas festas tradicionais, com isso tinha um aporte, através de edital. No ano de 2025 não aconteceu, por causa do problema financeiro envolvendo a Saúde. Depois do edital aberto, ele foi suspenso. Houve promessa para 2026 que ia melhorar e acontecer. Só que até a presente data, a gente não consegue contactar com a responsável pela pasta da Cultura. A gente não consegue dialogar com a Fernanda, por isso, a decisão de buscar ajuda na Câmara", explica Geovana.
De acordo com ela, a relação dos grupos culturais de Campos é difícil com a pasta da Cultura. "É preciso entender que no caso das quadrilhas, que nascem em comunidades, elas têm seu papel cultural e social. Tiramos crianças e adolescentes do tráfico, porque estão dançando. Mas quando um quadrilheiro pede um som, não pode dar; quando pede um palanque, não pode. Não tem incentivo", lamenta a representante  da Lindanfoc.
Ao destacar que a situação da cultura popular em Campos é surreal, como ela é ela tratada, Giovana também disse que levou ao vereadores, que Campos recebeu R$ 3 milhões da Lei do PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), até agora, o edital não foi lançado, porque o dinheiro teria entrada em uma conta que somente a Câmara pode liberar. "É um dinheiro federal que todos os municípios estão com seus editais abertos", disse Geovana.
No próximo dia 23, as quadrilhas juninas começam a movimentação dos festejos juninos na cidade. Será realizado o 1º Torneio de Ensaio das quadrilhas, na quadra da União da Esperança, em Custodópolis.
A Folha encaminhou demanda à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. 
 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS