Lula e Trump avaliam que encontro foi bem sucedido
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira (7) a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O norte-americano avaliou o encontro como “muito bom”.
Segundo Lula, os dois presidentes falaram sobre terras raras e tarifas, mas não chegaram a discutir sobre o PIX, que é alvo de investigação comercial nos Estados Unidos, e sobre a crime organizado.
Na avaliação do presidente brasileiro, o encontro foi um "passo importante" para a consolidação da relação do Brasil com os norte-americanos.
"Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível", afirmou Lula sobre o encontro.
"Saio satisfeito da reunião. Não tenho assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível", afirmou Lula sobre o encontro.
Questionado sobre a possibilidade de Trump tentar interferir nas eleições brasileiras, o presidente Lula afirmou que "não admite interferência de quem quer que esteja de fora". "Tenho razões para acreditar que o Trump gosta do Brasil', falou o petista.
Em uma rede social, Trump disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. “Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, diz o texto.
O governo brasileiro também fez uma publicação nas redes sociais sobre a reunião, com a legenda “Diálogo e respeito”.
“Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo", declarou.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, detalhou os temas discutidos no encontro, como crime organizado e minerais críticos. "O encontro foi muito produtivo e agora temos áreas para trabalhar", afirmou.
Os ministros do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, da Justiça e Segurança, Wellington César Lima e Silva, da Fazenda, Dario Durigan, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também falaram sobre o encontro.
Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Os dois participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço.
Reunião
Reunião
A reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
Além da economia, os dois presidentes também deveriam tratar de outros temas, como: ataques dos EUA ao PIX; cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico; parcerias em minerais críticos e terras raras; geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU; e eleições no Brasil.
Além da economia, os dois presidentes também deveriam tratar de outros temas, como: ataques dos EUA ao PIX; cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico; parcerias em minerais críticos e terras raras; geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU; e eleições no Brasil.
Histórico
A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas no seu primeiro mandato.
O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.
As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas.
Houve também críticas à Suprema Corte do Brasil, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023.
Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA.
No fim de 2025 e no início de 2026, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas.
O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano.
As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas.
Houve também críticas à Suprema Corte do Brasil, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023.
Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA.
No fim de 2025 e no início de 2026, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas.
Fonte: G1 e Agência Brasil