Diálogos violentos do deputado Thiago Rangel divulgados por Alexandre de Moraes
05/05/2026 15:55 - Atualizado em 05/05/2026 16:10
Thiago Rangel e Alexandre de Moraes
Thiago Rangel e Alexandre de Moraes / Reprodução
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira na 4ª fase da Operação Unha e Carne, também mantinha diálogos violentos que aparecem reunidos no material pela investigação e foram reproduzidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Partiu do STF a determinação da prisão do parlamentar. Em trechos divulgados pelo O Globo, Rangel, em conversa com um aliado, afirma: "vou dar jeito nele" e, em seguida, menciona que enviaria uma "surpresa", acrescentando: "depois de 12 tiros no portão o recado está dado".
Em outra conversa, os interlocutores discutem uma ação para afastar um alvo. Um deles diz: "temos que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele", enquanto outro responde: "vamos avaliar o melhor momento e tirar". Há ainda menções a um plano de intimidação com ataque ao carro da vítima. Em diálogo com Thiago Rangel, um aliado afirma: "o moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele", ao descrever a estratégia para pressionar o afastamento da pessoa.
Há ainda mensagens em que os investigados falam em "arrancar a cabeça" de um alvo e em "orquestrar" uma ação, trechos que, segundo a Polícia Federal, indicam planejamento de violência para pressionar ou afastar pessoas de posições de interesse. Para a PF, os diálogos reforçam o grau de organização do grupo e a utilização de ameaças como instrumento de atuação.

A decisão de Moraes atendeu a pedido da PF, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), e inclui medidas como buscas e apreensões em 21 endereços e pedidos de prisão preventiva de investigados, entre eles o deputado estadual Thiago Rangel Lima.

Segundo Moraes, os elementos reunidos apontam para a prática de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

"Os elementos informativos coligidos no curso da investigação evidenciam indícios robustos da existência e da atuação atual de organização criminosa estruturada e estável, voltada à prática reiterada dos delitos de peculato, corrupção ativa e corrupção passiva", afirma o ministro.

A Polícia Federal também encontrou uma série de mensagens em que o deputado Thiago Rangel trata sobre disponibilizar vagas de "auxiliar de serviços gerais" em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como Júnior do Beco. A PF diz que ele é um criminoso de "alta periculosidade", com uma "extensa ficha criminal", dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.
Com informações do O Globo.

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