Detido na Delegacia da Polícia Federal em Campos, Thiago Rangel será levado ao Rio de Janeiro
05/05/2026 12:52 - Atualizado em 05/05/2026 14:19
Movimentação na sede da PF em Campos
Movimentação na sede da PF em Campos / Júlia Alves
Detido na Delegacia da Polícia Federal em Campos, o deputado estadual Thiago Rangel (Avente) será encaminhado ao Rio de Janeiro ainda nesta tarde de terça-feira (5). Inicialmente, outras cinco pessoas ligadas ao parlamentar foram detidas nesta 4ª fase da Operação Unha e Carne. Imagens feitas pelo repórter Josué Amador, da Inter TV Planície, mostram o momento exato em que o político chega à delegacia da PF, no Centro. 
Agentes da Polícia Federal saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outro mandado de prisão expedido pelo STF é contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já estava encarcero.
Outras cinco pessoas também já estariam detidas, todas ligadas ao deputado. Entre elas estariam um  assessor vinculado ao gabinete de Rangel na Assembleia Legislativa, uma mulher identificada como superintendente regional da Secretaria de educação. Um outro homem descrito como um dos principais operadores do esquema em Campos e um responsável pela gestão financeira de empresas associadas ao grupo. 
PF identifica menções violentas entre Thiago Rangel e aliados 
Ainda segundo informações do site Agenda do Poder, a decisão que levou à prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), nesta terça-feira (05), trouxe à tona mensagens que indicam possíveis episódios de intimidação e ameaças. O material, que foi analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz parte da investigação conduzida pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne.

De acordo com a publicação, a decisão levou em consideração diálogos interceptados que mostram conversas nas quais há menções a ações violentas contra pessoas que criticavam o parlamentar. Em um dos trechos, Rangel afirma: “vou dar jeito nele”, seguido da indicação de que enviaria uma “surpresa”. Na sequência, acrescenta: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.

Outros diálogos reunidos pela investigação apontam discussões sobre estratégias para afastar um alvo. Em uma das conversas, um interlocutor afirma: “temos que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele”, ao que outro responde: “vamos avaliar o melhor momento e tirar”.

Também há menções a um plano de intimidação envolvendo ataque a um veículo. Em um dos trechos, um aliado descreve a ação dizendo: “o moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele”, ao detalhar a estratégia para pressionar a saída de uma pessoa de determinada posição.

Segundo o Agenda do Poder, com base nas informações da Polícia Federal, esse conjunto de mensagens indica a possível utilização de ameaças como forma de atuação do grupo investigado. Para os investigadores, os diálogos reforçam o nível de organização e planejamento das ações.

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