Prefeitura de Varre-Sai sofre golpe virtual em contas e bandidos roubam R$ 128 mil
Dora Paula Paes - Atualizado em 30/04/2026 16:12
Reprodução rede social
A onda de golpe virtual financeiro chegou as contas bancárias da Prefeitura de Varre-Sai, no Noroeste Fluminense. Na quarta-feira (29), o prefeito Lauro Fabri em pronunciamento explicou a gravidade do caso e as medidas emergenciais tomadas pela administração municipal. Os criminosos conseguiram burlar os sistemas de segurança bancária e realizar diversas transferências que somam pouco mais de R$ 128 mil.

De acordo com o prefeito, a ação dos criminosos foi identificada após movimentações atípicas serem detectadas nas contas institucionais. Durante o relato, Lauro Fabri detalhou que a gestão agiu rapidamente ao perceber o golpe, entrando em contato imediato com as instituições financeiras responsáveis e com os órgãos de segurança pública.

“É um fato lamentável que nos pegou de surpresa, mas estamos tomando todas as providências cabíveis. Já comunicamos o ocorrido às instituições bancárias, à Polícia e aos órgãos de fiscalização para que as investigações sejam iniciadas o mais rápido possível e possamos reaver o que foi subtraído”, afirmou o prefeito durante o comunicado.

No relato, em sua rede social, segundo Lauro, o crime não ocorreu por falha humana direta ou entrega de senhas, mas sim por meio de uma invasão tecnológica. Os criminosos teriam instalado um software malicioso (vírus) no computador do setor de tesouraria e, assim, o vírus permitiu que os criminosos monitorassem a atividade do computador.

Ele explica que n momento em que os funcionários autorizados realizavam operações rotineiras, uma “tela falsa” ou um travamento do sistema era simulado. Foram realizadas transferências via PIX e TED para diversas contas de terceiros.

“Eles entraram no sistema, travaram a tela da tesouraria e, por trás, fizeram as transferências. Foi uma ação muito rápida e profissional”, explicou Lauro Fabri, ressaltando que o ataque aconteceu em um curto espaço de tempo.

De acordo com o prefeito, passou o dia em contato com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, instituições onde as contas são mantidas, tentando o estorno dos valores. “Já fizemos o Registro de Ocorrência (RO), comunicamos ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Polícia Civil. Estamos empenhados em rastrear esse dinheiro e punir os responsáveis”, afirmou o prefeito.

O caso deve ser acompanhado pela Polícia Civil e monitorado pelo Tribunal de Contas. 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS