Inquérito da PF envolvendo Rodrigo Bacellar está no STF
- Atualizado em 03/03/2026 10:32
Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj
Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj / Divulgação
O inquérito da Polícia Federal que apura o suposto vazamento de informações sigilosas envolvendo o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a conclusão do primeiro relatório da investigação em janeiro. O parlamentar é investigado por obstrução de investigação de organização criminosa e também é alvo de apurações por lavagem de dinheiro e advocacia administrativa. 
No momento, o parlamentar está de licença do mandato até o próximo dia 5 de março. 
Com a conclusão do relatório da Polícia Federal e o envio do documento ao Supremo Tribunal Federal, o inquérito entra agora em uma etapa considerada decisiva. A definição sobre o futuro do caso caberá à Procuradoria-Geral da República, que terá de avaliar se apresenta denúncia, solicita novas diligências ou pede o arquivamento.
Por que no STF? - Embora Bacellar seja deputado estadual — e, em regra, tivesse como foro o Tribunal de Justiça do Rio — o caso passou a tramitar na Suprema Corte por conexão com a chamada ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. A ação, julgada pelo STF, determinou uma série de medidas para operações policiais no Rio e autorizou a atuação da PF em investigações sobre milícias e tráfico interestadual e internacional de drogas e armas.
Como o inquérito que apura o vazamento está inserido no contexto dessas investigações conduzidas sob supervisão do Supremo, a competência foi avocada pela Corte, o que justificou o deslocamento para a instância superior.
Com informações de O Globo.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS