Movimentação de André Ceciliano e Rodrigo Bacellar não tem autorização do PT do Rio
Dora Paula Paes - Atualizado em 19/02/2026 13:19
O presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, Diego Quaquá, em entrevista à Folha da Manhã, disse que a movimentação que André Ceciliano tem feito com o presidente afastado da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), não tem autorização do PT. Nos bastidores da Alerj, Bacellar estaria traçando um plano para o mandato-tampão. As figuras centrais seriam o deputado Chico Machado (SDD) como candidato a governador e Ceciliano na chapa como seu vice.
- As movimentações que André Ceciliano tem feito junto com Bacellar não tem autorização do partido - frisa Diego Quaquá.
Segundo ele, o Partido dos Trabalhadores não lançará candidatura na eleição indireta ao governo do Estado do Rio no caso da saída do governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado, na eleição de outubro. "Nossa prioridade esse ano é a eleição do presidente Lula, em outubro", destaca Diego.
Mesmo com a posição contrária dos companheiros do partido no Rio, o ex-presidente da Alerj e atual secretário especial de Assuntos Parlamentares, Ceciliano andou falando aos aliados que espera o aval do presidente Lula para decidir. E, por sua vontade, ainda não desistiu. 
A conversa entre Bacellar e Ceciliano para a eleição indireta, conforme explicou o próprio Diego, confirma que a questão divide a direção do PT no Rio e comprova a resistência da ala liderada pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que defende a neutralidade no pleito. Quaquá pai é vice-presidente do PT nacional.

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