Glauber Braga apela ao prefeito de Bom Jesus para que não privatize água
Dora Paula Paes - Atualizado em 09/02/2026 18:53
Glauber Braga
Glauber Braga / Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O certame para a privatização da água está marcado para a próxima sexta-feira de Carnaval, dia 12. Além de vereadores contrários, o deputado federal afastado, Glauber Rocha (Psol), também tomou partido. Ele fez um apelo público ao prefeito de Bom Jesus, Paulo Sérgio Cyrillo (Republicanos), para que ele siga o exemplo do prefeito de Porciúncula, Guilherme Fonseca (PSD), e também desista da privatização.
Na última sexta-feira (6), Glauber Braga enviou uma mensagem a Cyrillo, manifestando seu posicionamento contrário à possível privatização dos serviços de abastecimento de água. Segundo ele, quem será mais prejudicado é, principalmente, o povo. Glauber esteve em Bom Jesus participando de uma reunião na Câmara Municipal.
- Prefeito não faz isso... não privatiza a água, voltar atrás é também um gesto de grandeza", disse ele se referindo a Ciryllo, destacando que água não é mercadoria. Glauber, entretanto, ainda questiona a data da licitação, numa sexta-feira de Carnaval. - Em Porciúncula, o prefeito voltou atrás. O povo reconheceu e agradeceu.
O processo de licitação para privatizar água e esgoto em Bom Jesus do Itabapoana, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Italva e Quissamã.
Na semana passada, parlamentares dos municípios envolvidos no certame estiveram reunidos com Márcio Henrique Cruz Pacheco, presidente do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ). No encontro foram debatidas as irregularidades apontadas na representação contra o edital no tribunal e o pedido de suspensão do certame na sexta-feira de Carnaval.
Estiveram presentes os vereadores Léo Xambão (Bom Jesus), Danilo Cozendey (Cardoso Moreira), Filipe Félix, Nathalia Braga, Pedro Faria, Samuel da Música e Toninho da Saúde (Conceição de Macabu), Joel Enfermeiro (Italva), Alexandra Moreira e Marquinho de Marikita (Quissamã), além do advogado Luiz Alberto Rocha.
Segundo os vereadores, existe uma preocupação com os impactos que o edital pode gerar para a população, tanto do ponto de vista financeiro quanto sanitário. Alexandra afirma que o processo tem sido conduzido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cideenf) de forma apressada, sem transparência e com riscos concretos de comprometer os municípios por décadas.
Em nota, o consórcio inter-regional chegou a informar que manteve a divulgação de todas as etapas do certame. “O Cidennf reafirma o seu compromisso com a legalidade e com o interesse público e reforça que atua em estrito cumprimento da lei e em atendimento às determinações dos órgãos de controle”, disse em comunicado oficial.

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