Professor não é educador
15/10/2026 | 21h48
A família educa.
O professor ensina… português, matemática etc.

Há muita confusão atualmente nas redes de ensino, tanto pública quanto particular, a respeito do real status quo do docente na vida do discente, desde o berçário até o doutorado.

Como educadora infantil há mais de dez anos, comunicadora social e líder juvenil de 2013 a 2020, estou aqui hoje não somente para prestar homenagem aos professores, mas também para exortar os doutrinadores travestidos de mestres e os pais que tratam esses profissionais como responsáveis legais ou babás.
Meu professor favorito de Oratória, Dr. Andral Tavares
Meu professor favorito de Oratória, Dr. Andral Tavares / Arquivo pessoal

Direito natural
Os filhos pertencem aos pais, são propriedade. A família é uma sociedade. Quem tem autoridade sobre os filhos são os pais. Quem educa é o pai e a mãe. Por isso é incorreto chamar qualquer órgão — por exemplo, um Ministério Federal — de Ministério da Educação, ou também Secretaria de Educação e coisas afins. A educação é dos pais, da família, e não do Estado.

Direitos humanos
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, em seu Artigo 26.3, diz que: “os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.
Portanto, o professor não educa: ele instrui. Instrui o quê? Matemática, Física, Português etc.
Essa base é muito utilizada, por exemplo, por pais que optam por escolas confessionais de algum credo ou proíbem seus filhos de participarem de algumas atividades escolares com as quais não concordem.
Também serve aos pais que optam por uma das modalidades mais antigas e bem-sucedidas de ensino: o ensino domiciliar, ministrado quer pela família, quer por preceptores, isto é, professores contratados.

Legislação brasileira
O Código Civil Brasileiro, Artigo 1.634, I, estabelece expressamente que compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, "dirigir-lhes a criação e a educação"
No entanto a Constituição Federal de 1988, feita por uma maioria de comunistas rancorosos, diz em seu Artigo 205 a Educação é algo solidário: "dever do Estado e da família". Embora no Artigo 229 complemente com o seguinte: "Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores"

Intelectual
Para o renomado professor, escritor, palestrante, polímata e divulgador científico ítalo-brasileiro Pierluigi Piazzi — famoso por suas palestras e livros sobre técnicas de estudo, neuroaprendizagem e desenvolvimento da inteligência —, o professor não ensina: ele explica e, portanto, não é o protagonista da aprendizagem do aluno:

“a aula é apenas o momento de exposição à informação e de tirar dúvidas (entendimento). O aprendizado real acontece depois, no estudo individual e ativo (o ‘estudo solitário’ ou a lição de casa), onde o cérebro realmente processa e fixa a matéria”.

Mais um excelente argumento para os pais que querem por direito divino, natural, estar acima do Estado na educação de seus filhos.

Minha experiência como discente
Quando eu era aluna do primário e até do ginásio, era comum ver colegas, depois da escola, estudarem em casa de orientadoras. Algumas delas trabalhavam com número reduzido de alunos por turnos; outras iam até a casa da criança e davam aula particular.
Ora, isso também não é, de certa forma, um ensino domiciliar?

Minhas primeiras professoras no Jardim da Infância: Tia Cremilda e Tia Helena
Minhas primeiras professoras no Jardim da Infância: Tia Cremilda e Tia Helena / Arquivo pessoal

Minha experiência como “educadora”
Se por um lado muitas famílias querem e até sofrem perseguição por exercerem seu direito divino, natural e humano de determinar a educação dos filhos, existem senhores responsáveis legais que querem justamente o oposto: delegar para a escola e para o docente o papel que lhes compete.

Lembro que, certa feita, nos tempos em que atuei no berçário, uma mãe chegou a escrever um bilhetinho chamando minhas colegas de trabalho e a mim de “babá de luxo”. Já aconteceu também de uma criança passar mal, a mãe ir buscá-la e pedir que uma funcionária a acompanhasse, deixando os outros alunos para trás, porque ela não sabia o que fazer no hospital como mãe.

Por essas e outras, uma colega de unidade escolar dizia que muitos desses responsáveis legais nos tratavam não como profissionais, mas como se tivéssemos a guarda compartilhada da criança.

E também houve algo que nunca esqueci: uma mãe chegou a me confessar que sua filha gostava mais de mim do que dela, que só me obedecia e não lhe era submissa em casa. Isso, infelizmente, ocorre quando os pais são obrigados, por motivos profissionais e outras particularidades, a matricularem seus filhos desde a tenra idade em muitas creches.
As crianças, até certa idade, não conseguem distinguir quem é quem e passam mais tempo com o funcionários do que com a própria família. Por isso, há de se ter cuidado com o ensino integral e também com a escolha de uma creche.
A família que coloca seu bebê, por exemplo, num berçário perderá seus primeiros passos, suas primeiras palavras e tantas outras conquistas lindas desta fase do desenvolvimento infantil em que o vínculo familiar deveria estar sendo construído.

Isso também, na minha opinião, é um fator de risco para que a criança seja mais vulnerável a abusos, porque, desde cedo, ela, de certa forma, passa por muitas mãos literalmente — seja no banho, na troca de fraldas etc. —, muitos funcionários, que muitas vezes se revezam. Isso abre lacunas para “estranhos”, “terceiros”, que elas podem pensar ser mais um “tio” ou “tia”.

E, por falar nisso, algo que me deixa muito indignada é quando o pai ou a mãe não sabe e nem procura saber quem é o professor de seu filho, e tampouco o ano escolar e a turma. Que descaso!

Experiência em creche
Experiência em creche / Érica Viana

Meu conselho aos pais que matriculam seus filhos em unidades escolares:
- Ensinem em casa o que é certo e o que é errado. Cuidem da saúde e da higiene de seus filhos; isso não é função de professor.
- Conversem sobre o que acontece na escola.
- Conheçam a turma, os pais dos outros alunos e os professores. Busquem conhecimentos mais profundos sobre essas pessoas. A convivência influencia.
- Blindem seus filhos contra a falta de educação de colegas ou a doutrinação de professores.
- Peçam para ver os livros que estão na biblioteca, folheiem todo o material escolar e, se houver algo com que não concordem, denunciem nos canais oficiais.
- Montem grupos de pais e fiscalizem. Cobrem a direção e, no caso do ensino público, quem está acima da direção: os secretários e governantes.
- Se os seus filhos estão na faculdade, ensinem a refutar doutrinadores e humilhá-los publicamente depois das notas lançadas, ou da conclusão do semestre ou curso, a depender da situação; Eu digo isto porque já o fiz na minha segunda faculdade e na pós-graduação, e os professores comeram com muita raiva na minha mão.

Meu conselho aos pais que optam pelo ensino domiciliar:
-  exijam dos legisladores a regulamentação da atividade que já é um direito;
- Não é crime praticar HS, o STF já disse isto, claramente.
- Elejam ou infiltrem conselheiros tutelares que defendam a sua causa;
- Divulguem os grandes gênios da humanidade que vieram do ensino domiciliar;
- Tenham bons advogados e reconheçam seus limites;
- Munam-se de laudos, alíbis e provas concretas dos resultados positivos que estão obtendo. Inscrevam seus filhos em campeonatos científicos, por exemplo. Ou então, fujam para as montanhas;
- Infiltrem-se nos conselhos municipais, estaduais e federais relacionados à infância e adolescência;
- Busquem advogados favoráveis nas entidades de classe para tratarem do tema;
- Façam articulações políticas.

Aos professores
Da rede pública:
- Cumpram apenas o que prevê o edital de concurso. Não tirem um centavo do bolso para arcar com o que compete ao Estado.
- Deem-se ao respeito para serem respeitados.
- Arrumem-se bem; deem o exemplo de higiene pessoal e visual.

Da rede privada:
- Eu sei que é difícil: muitos de vocês ganham menos que os da rede pública, embora os servidores reclamem mais. Na pandemia, muitos de vocês tiveram de sobreviver com auxílio emergencial, enquanto os concursados receberam integralmente.
- Vocês muitas vezes são humilhados e têm de engolir, porque a escola depende da mensalidade do aluno. Então seja criativo para retomar o domínio da turma sem ser demitido;
- Apoiem as famílias que desejam o homeschooling e vejam nisto uma oportunidade de empreendedorismo na área do ensino exclusivo. É melhor um aluno que paga bem do que uma turma inteira que te trata mal, por um salário não tão bom e de CLT.

Feliz dia do professor!
Feliz dia do professor! / Divulgação
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Antes de apertar o "CONFIRMA"
03/10/2026 | 21h25

Eu pensei e repensei se poderia, neste espaço, fazer alguma declaração de voto e, ao deparar-me com o relógio agora, às 19h47 do dia 3 de outubro de 2026, concluí que, perante a instabilidade jurídica cotidiana, porém sobressalente durante as últimas semanas, é preferível alertá-los sobre algo que cabe a todos, democraticamente.
Experiência pessoal
Durante alguns pleitos, atuei no serviço eleitoral como mesária. Tenho experiência na Igreja como liderança juvenil, com crianças na Rede Municipal e com idosos, tanto na família quanto em um dos meus trabalhos. Por isso, quero ser bem didática aqui.
Workshop Fé e Política no Dia Nacional da Juventude 2019.
Workshop Fé e Política no Dia Nacional da Juventude 2019. / Érica Viana
Vale a pena sair de casa para votar?
- Sim. Nossos antepassados morreram por este direito. Houve tempo em que votar era um direito adquirido por quem lutava em guerras. Outrora, nem matando exércitos e legiões tal possibilidade existia. No entanto, é bom lembrar que, no Brasil Império, já existia processo eleitoral com os chamados votos de província e votos paroquiais, por exemplo.
Contudo o que importo hoje, é que além de toda a nossa História, cada voto conta e pode mudar drasticamente os rumos de uma nação, de um estado, de um município, de um bairro, da sua rua, e da sua casa. A política de uma forma ou de outra atinge você.

Quando você se ausenta do poder de decidir, você delega a estranhos um poder que pode melhorar ou piorar sua vida ou a de quem você ama. Isso se chama omissão.

Lembro que quando eu era criança às vezes via cartazes nas ruas dizendo “Vote nulo”. – puro suco de ignorância – A abstenção, o voto branco ou nulo não extingue o voto dos outros. A contagem é feita sobre os votos válidos.

Por exemplo, quando olhei o resultado das eleições de 2022, percebi que o somatório das abstenções, dos votos em branco e dos votos nulos, somado aos votos dados a Bolsonaro, formava um número maior do que aquele que elegeu o atual mandatário. Ou seja, na realidade, a maioria da população não votou em Lula. Se, talvez, os que anularam o voto, teclaram “branco” ou não saíram de casa tivessem escolhido votar no candidato mais competitivo naquele momento, estes quatro anos teriam sido bem diferentes. Ou não? Responda para si. 

Note e anote!
- No pleito atual, temos muitos cargos a serem definidos pelas nossas mãos; por isso, apostar na memorização de números e da ordem de votação pode ser uma cilada.
Faça o seguinte: pegue papel e caneta e anote o número correto dos seus candidatos. Quando estiver diante da urna, LEIA o que está escrito na tela antes de teclar qualquer número. Depois de apertar os números, olhe novamente para a tela e verifique se o que aparece corresponde ao seu candidato (nome, cargo e foto). Somente depois disso confirme o voto.Somente depois disto confirme o voto.
Eu sou testemunha — dos tempos de mesária — da grande quantidade de eleitores que saíam da urna perguntando se podiam voltar, porque tinham confundido algum número e somente depois de apertarem a tecla “Confirma” perceberam que votaram errado. Por exemplo, digitavam o número do deputado federal no lugar do estadual, etc. Embora sempre fossem alertados a citar os nomes e conscientizados de que deveriam conferir antes de confirmar, muitos só se davam conta do erro ao ouvirem o barulhinho da máquina.
E a nossa lei é clara: os mesários não podem interferir nesse momento. Aliás, ninguém pode se aproveitar para fazer campanha no dia da eleição.
Muita gente erra na vida por coisas bobas como essas: não ler com calma, não compreender o que lê ou ter ansiedade de terminar logo. Isso também é muito comum nas eleições.
Portanto, não se importe com o tamanho da fila! Leia o que está escrito e controle a mão para não clicar em nenhuma tecla antes de o cérebro assimilar a informação lida.

Celular na cabine, pode ou não pode?
- Mais um motivo para anotar ou levar o famoso “santinho com a colinha eleitoral”. É totalmente proibido levar o celular para a urna, porque o voto é secreto.
Embora as pessoas sejam livres para fazer declarações públicas ou vestir camisetas que simbolizem alguém ou um partido no dia do pleito, lá dentro da cabine, você decide.
Sem contar que a proibição do uso de celular na urna também configura uma medida de proteção não só ao processo eleitoral, mas também ao eleitor (em algum suposto caso de coação) e até ao candidato (considerando a hipótese de uma falsa acusação).

Por fim:
Leia e vote, acima de tudo!
Não transfira para terceiros o poder de decidir quem tomará decisões sobre a sua vida no futuro.
Encerro o blog de hoje por aqui, pois se as poucas palavras que aparecem no visor da urna às vezes são mal lidas, imagine um texto com mais de vinte e duas linhas.

Encontro do Ministério Fé e Política da Renovação Carismática Católica de Campos.
Encontro do Ministério Fé e Política da Renovação Carismática Católica de Campos. / Publicado no Facebook de Dalva
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Fotografia Institucional - Muitos ainda desconhecem.
29/09/2026 | 01h15
Havia um tempo em que as empresas e os órgãos públicos, tanto para currículos quanto para documentos, exigiam o então famoso retrato 3x4, com fundo branco liso e um enquadramento que correspondia à região entre um pouco acima do topo da cabeça do indivíduo e o pescoço ou, aproximadamente, o colo.

Uma coisa era certa: a maioria das pessoas detestava como ficava nessas fotos, que acabavam se eternizando em seus registros civis, por exemplo.

Hoje, existem poucos lugares em Campos, por exemplo, onde ainda se encontra uma cabine para confeccionar o retrato nesse padrão, que permanece sendo exigido para determinados documentos.

No entanto, quando falamos do mercado de trabalho, seja este qual for (empresarial, liberal, serviços, produtos, venda, indústria, agro, etc), ter um bom currículo já não é suficiente. É preciso manter um portfólio atualizado de serviços e produtos; de preferência, estar registrado em algum sistema no qual seja possível consultar avaliações de satisfação; manter mais de uma rede social ativa; divulgar seu trabalho; responder com agilidade; e, sobretudo, atrair e reter seu público-alvo.

Já as fotografias 3x4 deram lugar à fotografia institucional, que nada mais é do que um conjunto de fotos profissionais produzidas propositalmente de acordo com o perfil de trabalho do indivíduo, ou até da organização, em formatos diversos. Elas podem ser feitas em estúdio ou no local em que o profissional desenvolve sua atividade, ressalvadas as normas de alguns prédios ou instituições.

O modelo é o profissional, que realiza, então, um ensaio vestindo com trajes ou uniformes utilizados no seu ramo de atuação; posando com objetos que que remetam a sua atividade, ou não. Também podem ser reproduzidas cenas simulando a execução do serviço ou a apresentação do produto com o qual trabalha.

Você deve estar pensando que esta informação é desnecessária, mas não.

Como jornalista e relações-públicas, tenho me deparado com muitas situações de parcerias ou entrevistas em que solicito uma foto institucional, e a pessoa mesmo tendo um nível acima da média, não saber do que se trata.

Já aconteceu de um profissional liberal enviar-me uma foto tirada no banheiro, de frente para o espelho. Em outra ocasião, quando pedi uma fotografia institucional, uma pessoa, inclusive com elevada titulação acadêmica, entendeu que teria de pedir autorização à instituição à qual pertencia, pensando que teria que ser uma fotografia dentro da unidade.


Então o que não é fotografia institucional?
- Não é selfie.
- Não é uma foto 3x4 com fundo branco liso.
- Não é, necessariamente, uma foto sua na instituição em que atua.
- Não é uma foto da instituição em vez de uma foto sua.
- Não é uma foto diante do espelho.

O ideal da fotografia institucional:
Há cerca de quinze anos, numa empresa de grande porte nacional onde atuei, durante meu processo de contratação, em vez de foto 3x4, eles exigiam fotos 15x20 com fundo cinza tiradas em estúdio. Hoje, com os meios digitais mais evoluídos, o formato 9 x 16 parece mais adequado. No entanto, o fundo cinza permanece sendo uma excelente escolha.
Fotografia Institucional da Relações Públicas Érica Viana
Fotografia Institucional da Relações Públicas Érica Viana / Ricardo Bueno

Outra excelente opção, fotografia in loco, mostrando os bastidores de sua rotina
Por exemplo:

•você concentrado, redigindo um texto, analisando um relatório;
•tomando um café, como se estivesse fazendo uma pausa no trabalho;
•manuseando uma ampola ou uma seringa, caso esse seja o seu instrumento de trabalho;
•atendendo um cliente, com este posicionado de costas, enquanto você aparece de frente;
•no meu caso, alguém me retratando enquanto estou gravando um vídeo, editando, entrevistando etc.

Enfim, existem muitas possibilidades e ângulos a serem explorados, e eles se aplicam a para todas as áreas profissionais, desde um trabalhador comum, até o mais alto CEO de um conglomerado. 

E, por falar nisso, certa vez, quando comentei em uma publicação que as faxineiras poderiam fazer seus próprios portfólios, elas adoraram a ideia.

E não há empecilho:

O dia do ensaio deve ser reservado para essa finalidade, e não ser um dia comum de reuniões ou trabalho. Você deve estar alinhado(a), maquiado(a) de maneira leve — ou não, de acordo com a profissão —, e o fotógrafo deve posicioná-lo(a) de modo a ressaltar sua competência, compostura e atenção.

Algumas pessoas não tem um espaço físico próprio de trabalho. Alugue um coworking, clínica, consultório, ou escritório de outro profissional!

Atenção
Evite mais do mesmo: mesmas poses, ângulos, enquadramentos. O público já está farto de quem é igual a todo mundo. Procure um fotógrafo criativo, que revele sua originalidade e autenticidade.

E continue acompanhando e recomendando este blog. Eu posso ajudá-lo(a) a se posicionar tanto em fotos quanto em vídeos, extraindo o melhor da sua essência e do seu profissionalismo.
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Você não é responsável pelo que entendem, mas pelo que você diz
19/09/2026 | 10h16

Cada um de nós é responsável pelo que diz, mas não por aquilo que o outro entende. Portanto, não se preocupe com a incapacidade cognitiva de uma massa, infelizmente deseducada, que tem como patrono da Educação alguém cuja obra não construiu nada, pelo contrário, desconstruiu o intelecto da maioria da população.

Cada um de nós é responsável pelo que diz, mas não por aquilo que o outro entende. Portanto, nunca se justifique. Você não é obrigado a justificar-se, principalmente, se ninguém cobrou isso. Justificativas atrapalham, demosntram fraqueza, dependência, escravidão da concordância.

Um exemplo corriqueiro: quando você está à mesa de um restaurante ou lanchonete com amigos ou empresários, e pede licença para levantar-se, ninguém precisa saber o motivo. Você não precisa e não deve anunciar se irá ao toilette ou outro lugar, e muito menos o que fará lá. Tampouco convide alguém para fazer-lhe companhia. Isso transmite insegurança. Afinal, um(a) marmanjo(a) precisa de ajuda para fazer suas necessidades? Sua mãe já não lhe desfraldou? – Simplesmente vá! E não pense se os outros vão achar que você deveria ter dito. -  Caso alguém pergunte após seu retorno, responda de forma descontraída: “Já voltei e estou aqui. Você está tão curioso(a), vou deixa-lo(a) na curiosidade”. (é uma forma sútil de dizer que “não é da sua conta”). E por falar nisso, se esse tipo indagação ocorrer, já saiba que quem a fez, é quem deve se sentir inconveniente e sem educação.

Casos de exceção -  para exemplificar, imagine uma situação de grande eventos onde você perceba ser, realmente, perigoso para uma moça perambular pela multidão e ficar naquela fila sozinha, será educado oferecer-se para acompanhar ou solicitá-la. Outras exceções: você sente que se sujou, ou sua roupa descosturou, ou está passando mal, sendo assediado(a), enfim, todas em que sinta necessidade de ajuda.

Cada um de nós é responsável pelo que diz, mas não por aquilo que o outro entende. Se você tem certeza de si, o juízo social é irrelevante. Colocar-se acima dele é elevar-se por sobre a população média. Isso conquista respeito e demonstra autoconfiança porque a maioria das pessoas não tem um córtex pré-frontal cerebral em suas sub-áreas tão bem estimulados, ou em outras palavras, a mesma coragem e independência de serem originais, firmes e resolutas. Elas te admirarão por isso, porque diferente delas, você não acompanha a maioria. E talvez até sentirão inveja. Então qualquer ataque, encare como elogio.

Quando você não permite ou não estimula a atividade do seu Córtex Pré-Frontal Dorsolateral, a todo instante você se sentirá inseguro e transmitirá esta insegurança e preocupação constante com a opinião dos outros. Por conseguinte, ficará mais ansioso do que o normal e com aquele sentimento de fracasso. 

Digamos que é neste Dorsolateral, que fica a tão famosa a tecla “Fodx-se”, ou seja, “Eu sei quem eu sou, o que disse, e dane-se o que o outro vai pensar. Não devo nada a ninguém. Não dependo de validação social. Sou eu quem paga meus boletos”.

Explicando em miúdos, enquanto outras áreas mais profundas e emocionais do cérebro buscam desesperadamente a aprovação dos outros, o “Dorsolateral” atua como um "freio” antes que você reaja por impulso ou mude seu comportamento em decorrência de sentir a rejeição alheia, ou de uma crítica que tenha recebido. Esta subárea também auxilia na manuteção de suas próprias convicções de modo que você consiga discordar publicamente da maioria, sem medo de ser ou não aceito.


Érica, mas como ativar essa área do cérebro? Bem, eu aprendi de uma maneira cruel. Na minha opinião nada supera o autoconhecimento, o reconhecimento da própria história, a construção de um bom repertório e o amor próprio. Contudo vamos a a alguns exercícios menos dolorosos, talvez: 


1 – Nomeie suas emoções!
Eis aí o poder do vocabulário e, portanto, de saber comunicar-se consigo mesmo: Estudos de neuroimagem mostram que o ato de nomear a emoção diminui a atividade dos centros emocionais e ativa imediatamente o Córtex Pré-Frontal Dorsolateral, permitindo que você observe a situação em terceira pessoa, isto é, do lado de fora.

2 – Pergunte-se sobre a relevância da opinião alheia!
- "Se eu mudar de opinião agora, estarei sendo honesto comigo mesmo?"
- "Qual é o pior cenário real se essa pessoa não concordar comigo?"
- "Estou agindo pelo que eu acredito ou apenas para evitar um desconforto temporário?"
- “Eu dependo da aprovação desta pessoa"? "É um crítico de restaurante avaliando meu prato"? “É meu chefe”? “Dependo desta oportunidade para sobreviver”? “É uma ordem judicial”?

3 – Pause, respire e pense!
Espere em silêncio de 5 a 10 segundos, quando sentir o impulso de ceder, concordar ou se justificar, pois este hiato impede uma resposta automática da amígdala (emocional) e dá tempo para o Córtex Pré-Frontal Dorsolateral assumir o comando do seu comportamento.

Questão para você responder em um caderno ou folha:

Você percebe que a sua autoconfiança costuma oscilar muito dependendo da opinião alheia, ou o seu objetivo é entender como treinar a mente para depender menos da aprovação dos outros?


Notou que tudo é comunicação! Até as partes do corpo humano que não conhecemos e que definem nossa comunicação externa.


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O que aprendi com Alexandre de Moraes
17/09/2026 | 11h56

Alguns pontos de vista a partir da minha experiência pessoal com Alexandre de Moraes e Bolsonaro, além do aprendi na graduação e minha carreira de Relações Públicas:

* Você prefere ser respeitado ou amado? Eu prefiro dar as ordens. Não sou carente para querer ser queridinha por todos.


* Você tem medo dos outros falarem mal de você? Então recolha-se como um ermitão, e ainda assim correrá o risco.  Defina qual opinião realmente te importa! 


* Depois que todos os jornais da cidade, do país, e até internacionais me massacraram, o que falam de mim não importa. Importa o que Deus sabe a meu respeito, e aqueles a quem estimo, ou quem represente uma parceria interessante.


* É preferível ser temido e obedecido a ser o querido. De que adiantou tanta motociata e tanto grito histérico de "mito"? A quem os homens que detém as armas serviram? Ao seu autoproclamado "chefe supremo constitucional", ou ao ministro mais temido da Suprema Côrte.


* Numa guerra, vence quem tem poder bélico e frieza para ser odiado.


* Enquanto um lado gritava e incitava a população, o outro em silêncio emitia ordens até de madrugada, que eram cumpridas nas primeiras horas da manhã pela polícia federal.


* Poder é mandar em quem tem as armas, algemas, competência para apreender  bens privados de terceiros, bloquear contas e até prender.


* Quem quer ter a imagem de “queridinho”, sempre vai ser visto como condescendente. Logo, qualquer pessoa, se sentirá mais confortável em ofender, trair ou contrariar o mocinho em vez de fazer o mesmo contra o vilão.


* Poder não é popularidade e nem gritos de “mito”, tampouco filas em cercadinho que reunem pessoas mendigando um segundo de atenção e afeição. Poder é mandar e sua ordem ser cumprida, ainda que esta ordem constitucionalmente não deveria ser acatada.


* Enquanto Bolsonaro dizia “Acabou porra”, “Vamos lotar a avenida e fazer uma foto para o mundo”, Alexandre nada dizia, apenas assinava documentos e no dia seguinte aqueles que detém as armas invadiam residências e aprendiam bens de pessoas que nem mesmo sabiam o motivo para tal.


* Fotos e vídeos não libertam ninguém, e nem impediram aqueles que foram chamados de "ladrões" de subirem rampas. No entanto o contrário, serviram como subsídios para prisões e condenações de milhares dos que não aprenderam a lição comigo.


* Ninguém é obrigado a produzir provas contra si, mas já que produziram.


* Qualquer motivo é motivo.  Não é necessária tanta criatividade, descontextualizar imagens e conversas. Aparências enganam, então faça aparentar. 


* Quem cala NÃO consente. O silêncio é um direito constitucional e nem todas as pessoas merecem uma resposta, ou ouvir sua voz, ter sua atenção. 


* Quem se omite diante do erro de seus apoiadores, peca por omissão. Por exemplo, deixar milhares de pessoas acampadas acreditando numa solução inexistente e depois de ter usado e abusado do versículo "Por falta de conhecimento meu povo pereceu". 


* Prender primeiro, e explicar depois. Pesca probatória. Flagrante eterno. Foram outras lições.


* Quer poder maior que fazer o que quiser sem se justificar.


* Alexandre nunca me decepcionou. Eu não esperava nada de bom dele, e ele correspondeu as minhas expectativas. Eu o conheço documentalmente, ele nunca recua. E a palavra que não faz curva é mais respeitável, quando comparada a voz de um “líder” que convoca a nação contra seu algoz e ao final do dia pede ajuda a um ex-presidente para escrever pedido de desculpas.


* Alexandre quando sofre um embate responde dobrando a aposta e quem o ataca acaba por prejudicar cidadãos comuns que são usados como palanque de politicagem, promessas de campanha acerca do Supremo. Aqui me refiro a deputags e advogados que se servem do sofrimento de seus clientes como trampolim para candidaturas.


* “Ah! Érica, mas no caso da Lei Magnitsky, ele voltou atrás” – não foi bem assim, "caro gafanhoto". Alexandre não fez nenhum pronunciamento, não esperneou publicamente, articulou silenciosamente, desfez algumas de suas ações talvez, mas no final conseguiu exatamente o que queria sem dar explicação para ninguém. Criar suas próprias regras e quebra-las de acordo com seu interesse também é poder. Ele venceu. 


* Fuja de quem prometer ser contra o SISTEMA! Não adianta lutar contra o sistema. Ignore-o, ou sirva-se dele, e crie o seu. Já dizia Olavo de Carvalho.  


* Não tenha pena de quem não teve pena de você. 


* O combinado não sai caro. Até no mundo do crime existe código de ética.


* Na primeira oportunidade, destrua com as próprias mãos, assinaturas, ou ordens, os seus inimigos. Do contrário eles voltarão mais fortes que você e serás obrigado a viver implorando por suas migalhas. Olavo avisou isto a Bolsonaro e aconteceu.


* Se você não ocupar o espaço, outro o tomará. Assim que você enxergar um espaço de poder ocupe-o, pois ele não ficará vazio por muito tempo.


* Fiz como Alexandre, nunca voltei atrás de uma palavra, de uma manifestação, de uma postagem. Eu não me arrependo de nada, até porque se me arrependesse não teria sentido o inquérito 4828 ter sido arquivado, e isso seria um indício de culpa. O imbrochável do mito pediu desculpas no final do dia, eu nunca pedi, e olha que não tenho testículos e nunca fui treinada para a guerra.


* Em verdade somente um arrependimento eu tenho, de não ter tirado maior proveito da situação e dos que me usaram gratuitamente para se promoverem as custas das minhas lágrimas.


* Novamente repito, Alexandre nunca me decepcionou e por isso o respeito e admiro. Sei o tamanho de sua crueldade e o que é capaz de fazer. Pior que ele, é quem dependeu do seu voto e apoio, mas te deixa abandonada na masmorra. Quem dá ordens para que seus pares te deixem de lado. Decepcionante é quem faz bravata, mas não tem firmeza para jogar até o fim, e quando chega no dia do julgamento resolve fazer piada se humilhando.


* "Ah! Érica, mas o mito não pediu seu apoio" - Quantas vezes ele ia nas manifestações esporádicas, validando-as  com sua presença e carência de aplausos. Seus aliados convocaram tantas vezes atos e pix patriotas. Lembra-te da Lava Jato, das Dez Medidas Contra a Corrupção. É o político que precisa do eleitor e não o contrário. Agora tem milhares de eleitores sem direitos políticos, menos votos. Lembra-te do líder por excelência, Jesus Cristo, ele vai à frente e se sacrifica primeiro pelos seus.


* Alexandre honrou e segue honrando os seus. O mocinho fez o quê? Deixou os seus à míngua para salvar a pele dos filhos que fizeram besteira? Apenas uma dúvida.


* Você pode não gostar de ler isso, mas abra os olhos, quem está derrotado? Quem está condenado, inelegível, exilado e etc? E quem ainda dita o que acontece?


* Você pode não gostar, mas eu fui a vítima do primeiro inquérito, o 4828 e literalmente no fundo de uma solitária fria, úmida, com sede, faminta, desnuda e sem descarga, aprendi todas estas lições.


* Onde estão os outros presos de 2020, 2021 e 2023? Quem são? Como você pode ver,  eu sou a única que ainda estou aqui.


* A sua imagem é sua primeira ferramenta para transmitir autoridade, mudar sua realidade.


* Quem domina os símbolos e a percepção pública pode ser o que e quem quiser.


Se não quiser acreditar nas minhas palavras, veja com seus próprios olhos as duas imagens a seguir:


1  - Um líder amado que demonstra descontrole, com mangas desajeitadas, sem paletó, visualmente mais desalinhado, sob um ângulo de visão à altura dos olhos, como se fosse alguém igual a qualquer um, como quem parece suplicar respeito.


Descontrole, desordenado, resultado o condenado e perdedor.
Descontrole, desordenado, resultado o condenado e perdedor. / Foto de Rafael Sobrinho para O Globo



2 - Do outro lado, uma autoridade, que demonstra altivez, distanciamento, plenitude. Além do ângulo de baixo para cima, demonstrando que ele está acima de você, sua toga é fluida, quase como se levitasse.


A foto foi feita horas antes de Alexandre tornar Bolsonaro réu.
A foto foi feita horas antes de Alexandre tornar Bolsonaro réu. / Foto de Fábio Setti para The New Yorker
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A primeira impressão é a que fica?
12/09/2026 | 08h41

O momento mais importante de praticamente todos os relacionamentos é o primeiro, pois este definirá se haverá um “até a próxima” ou” adeus”. Sendo assim, eu diria que a primeira impressão é a que fica, quando você nunca mais tem outra oportunidade, quando você não falhou em se conectar com alguém ou um público.

Não obstante o mundo dar voltas e casualmente uma improvável colisão de destinos, ou nova agenda, ocorrer. Isto uma exceção à regra. E mesmo sendo, como dizia mamãe: “é melhor não contar com o ovo em determinado órgão da galinha”.

Além disso ninguém sabe quanto tempo tem de vida, então cada instante é de fato um presente, e como dizia o tema de uma campanha antiga de uma empresa onde atuei: “seja presença”. Você também é um presente para o outro, e a embalagem pode instigar que alguém queira ou não saber o que há dentro. Você quer ser apenas uma lembrancinha, ou o melhor presente que alguém já recebeu?

Depois de muitos erros, aprendi a não negligenciar as oportunidades da vida.  Presidente José Antônio Kast, do Chile, e eu antes de se eleito.
Depois de muitos erros, aprendi a não negligenciar as oportunidades da vida. Presidente José Antônio Kast, do Chile, e eu antes de se eleito. / Érica Viana


Onde quero chegar com isso? Todos os dias, em todos os lugares apresente-se na sua melhor versão. Os encontros planejados, como eventos, reuniões, etc existem, mas onde quer que você vá, fazer as coisas mais corriqueiras, sérias ou prazerosas também está repleta de possibilidades.

Quando você vai a uma boa padaria, a uma biblioteca, a um concerto, a uma igreja mais tradicional, ali você terá chance de encontrar pessoas com repertórios edificantes e por isso interessantes para se conectar.

E mais que isso. Apresente-se para você mesmo em sua melhor versão e você mesmo, será impactado(a) pela sua imagem, e motivado(a) a sempre se aprimorar mais. E portar-se, vestir-se e arrumar-se bem não lhe será um sacrifício, mas algo natural.

As pessoas reparam, sempre reparam. Até quem diz “aceite-se como você é”, repara. Aliás são os primeiros.

Aliás, quem diz isso para você não quer teu bem. Quem quer teu bem te estimula a ser mais bonito(a) conforme suas características imutáveis ou não.

Você sabe por onde começar? Olhe-se no espelho! Você fecharia contrato com quem vê ali?

Treine em frente ao espelho, postura ereta, ombros relaxados, cabeça erguida, mãos à mostra (nunca no bolso ou para trás, ou apertando forte uma a outra), rosto limpo, maquiado levemente (no caso das mulheres), homens com a barba em dia, e roupa de acordo com o objetivo.

Por exemplo:

- Autoridade – linhas retas ou pontiagudas, cores escuras (preto, cinza, marrom), pérolas para as mulheres, acessórios dourados, ou relógio de couro para os homens;
- Magnetismo – alfaiataria, tons claros com tons escuros (especialmente azul marinho, bordot), pérolas para as mulheres, acessórios dourados;
- Cuidado e amabilidade – tons pastéis, claros, linhas redondas, roupas mais fluídas, acessórios artesanais, ou dourados, ou prateados;
- Descontraído – estampas, tons cítricos, jeans, roupas justas demais ou soltas demais, ou misturadas, Bijuterias, artesanatos;

Contudo essa é uma pequena mostra. Existem ocasiões de voluntariado, esportes e outras. Continue lendo este blog e indicando para mais pessoas!
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Imagem conservadora ou alternativa? Em qual investir?
09/09/2026 | 09h54

Durante alguns anos eu trabalhei numa empresa de grande porte nacional, em que passei por um treinamento na capital fluminense onde foi apresentado um estudo sobre imagem conservadora e alternativa. Ela nos explicava porque certas roupas eram obrigatórias na nossa organização e outras proibidas, como o “jeans”.

Naquele momento lembrei-me do meu primeiro dia de trabalho na organização, eu trajava uma calça preta de alfaiataria e uma camisa de manga comprida com botões. Além disso meu cabelo estava escovado e minha maquiagem leve. Todavia, ainda assim, logo de chegada, acabei recebendo um cartão de uma loja de ternos e tailleurs, porque eu era a única funcionária que estava sem pelo menos um blazer.

Voltando ao treinamento, a treinadora demonstrou com números, filosofia e fatos que pessoas, “pelo menos visualmente”, alternativas escolhiam pessoas visualmente conservadoras para confiar o que lhes era mais precioso e por isso aquela empresa, que chegou a ser eleita a melhor do país pela Você S/A durante aquele período, havia optado por demonstrar uma identidade conservadora.

Àquela época a organização chegou a mandar retirar de todas as suas unidades uma publicidade de um produto específico que tinha como garoto propaganda um ator muito querido, mas que passou a interpretar um vilão com características progressistas em uma telenovela de grande audiência.

Segundo ela, a empresa não poderia associar sua imagem à daquela figura. E que a imagem conservadora atraia os mais diversos perfis, inclusive os moderados, alternativos e arrojados. Posto que há uma ideia de projeção de perfeição no subconsciente coletivo em relação aquilo que aparentemente está ordenado.

Posteriormente, comecei a investir numa imagem mais formal, mas feminina, saias retas, vestidos com blazer, te a observar meus clientes. De fato, muitos vinham da concorrência, que justamente apostava num estilo mais descolado, admitindo por exemplo jeans. Esses clientes diziam que desconfiavam de que seriam lesados na nossa principal rival de alguma forma.

Um ano depois, eu fui chamada por um padre a empreender uma missão na Igreja Católica em relação à Jornada Mundial da Juventude, e passei a ter maior visibilidade social devido a isto. Conclusão, ainda que eu não me considerasse uma pessoa santa ou exemplar, passei a ser mais cobrada publicamente por pessoas até contrárias a minha fé, ou de certa forma transgressoras, quando eu me assemelhava a elas, como se elas na verdade não concordassem com o que elas pregavam, e elas pudessem errar e eu não.

Outra ocasião engraçada foi quando uma colega que se identificava como feminista burguesa me procurou assim: “Érica, quero fazer doações de coisas que não uso mais, mas não sei em que confiar, eu sei que você vai saber me orientar pra que minha doação seja bem direcionada, eu não quero que ela seja desviada pois são roupas de marca”. Ela abominava tudo que eu defendia, mas na hora de fazer o bem com os seus bens, procurou a conservadora.

O que quero dizer com isto? Que você deve vestir-se de modo formal, ou conservador? Não.
Depende da sua intenção. A imagem conservadora gera expectativas de sucesso, perfeição e com isso muito mais críticas quando você falha, e cobranças se comparada à alternativa. E se você não está preparado para ser publicamente exposto ou atacado, ou simplesmente não é capaz de entregar o que esperam, talvez não seja interessante.


Por outro lado, se você quer se livrar de uma responsabilidade, ou um possível negócio que vai trazer mais dor de cabeça ou perdas que não compensem os ganhos, então, transmitir a imagem alternativa vai te ajudar bastante, porque num contexto geral, a maioria das pessoas não vai nutrir esperanças sérias em relação a este perfil.


No entanto você pode optar por uma terceira via, mais arriscada, provocar uma visão descredibilizada e entregar uma experiência que supere a expectativa do seu público alvo, ou cliente. E deixá-lo boquiaberto. Eu já fiz isto em um debate numa universidade. É muito divertido e depois que dá certo, impõe mais respeito e expõe o preconceito. No entanto é arriscado não conseguir atingir a fase final.


Agora, se o seu interesse é conquistar credibilidade, apresentar-se visivelmente conservador poderá te ajudar rapidamente e inicialmente. Quanto à durabilidade desse crédito pode ser de longo prazo ou curto, a depender do grau de inteligência do seu interlocutor, cliente, alvo, etc. Pois um discurso visual ou verbal incoerente com atitudes não sustenta fachada.


Então é preciso definir antes de tudo: seu público, a durabilidade do relacionamento, o produto que deseja vender, e adaptar o que lhe é natural ao que precisa ser intencional e administrar estes pontos em relação aos seus interesses.


Anote num papel esta pergunta para diferentes pessoas ou públicos que você interage:
- O que quero de fulano, ou cliente tal? Qual marca quero deixar nele(a)? Quero ser lembrado bem, mal lembrado ou esquecido?

- O que esta pessoa, ou empresa gosta? O que ele(a) espera de alguém em quem possa confiar?
- E de acordo com sua intenção, você monta como se posicionar (visual, comportamento, gestos, postura, voz) ao contrário ou ao encontro dos interesses de quem você deseja atingir ou repelir.
 
Por exemplo, em qual destas duas você apostaria suas fichas? A imagem da direita ou da esquerda?
O arquétipo da governante/ conservadora
O arquétipo da governante/ conservadora / Arquivo pessoal
O arquétipo do rebelde / alternativo
O arquétipo do rebelde / alternativo / Arquivo pessoal
 
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Tudo é Comunicação, por Érica Viana
05/09/2026 | 07h11
A inspiração para o nome desta coluna é o título de um livro com o qual tive contato durante minha graduação em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas: Tudo é Comunicação, de Paulo Nassar. A escolha também se baseia nas diversas catequeses que ouvi e proferi durante quase uma década como serva da juventude na Santa Igreja.
 
Tudo é Comunicação, livro de Paulo Nassar
Tudo é Comunicação, livro de Paulo Nassar / Divulgação
 
De acordo com minhas crenças e com as da maioria da população mundial, o mundo foi feito pela COMUNICAÇÃO. Deus disse “FIAT” (Faça-se) e o que Ele disse foi feito; o “como” ainda hoje é objeto de discussão científica e teológica. No entanto, em muitos momentos, especialmente os católicos, repetimos: “ET VERBUM CARO FACTUM EST” (E o Verbo se fez carne). Ou seja, a Comunicação se encarnou. E tudo isso pode levar-nos a concluir que, de fato, a palavra tem poder e a comunicação é vida — ou, mais ainda, que tudo é comunicação.
O poder da Comunicação desde o princípio: FIAT!
O poder da Comunicação desde o princípio: FIAT! / www.manific.com
 
No entanto, nem toda comunicação é dita: pode ser escrita, desenhada, encenada e até mesmo, a própria vida comunica, como ensinava São Francisco: “se necessário, use palavras”. E, por vezes, infelizmente ou felizmente, ela também pode ser presumida, em sutilezas ou espetáculos, com ruído ou sem ruído, correndo o risco de ser ineficaz, construtiva ou destrutiva.
Portanto, este pretende ser — e será — um espaço para você compreender o poder da comunicação e como dominá-la a fim de conquistar seus objetivos e evoluir enquanto ser humano e profissional. Uma visão global da comunicação verbal, não verbal, universal, local e pessoal.
Expressão corporal, facial e oral, além de visagismo.
Expressão corporal, facial e oral, além de visagismo. / Érica Viana
Em suma, as cores comunicam; as palavras ditas e não ditas e a forma como o são; o toque; o que é visto e o que não é visto; o que é escrito; o que é experienciado; o que é vestido; o que é gesticulado; as formas e as deformas — enfim, cada passo dado.
Cada modo de comunicação tem sua aplicabilidade ideal, mas não sou o tipo de pessoa que pensa de maneira engessada. Pelo contrário: para mim, “antes feito que perfeito”. E, dependendo, não fazer nada, pelo menos perceptivelmente.
Não obstante, sou realista e sei que “à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta” — frase atribuída ao antigo imperador de Roma Júlio César que, sobretudo hoje, com tamanha exposição social, faz mais sentido que outrora.
Nos tempos atuais, é preciso muito mais do que um Lattes para demonstrar conteúdo; no entanto, a embalagem oca também não se sustenta. Estou aqui para levá-lo(a) por uma jornada que eu mesma percorri, multiplicando talentos, mas estrategicamente usando os mais variados tipos de comunicação a favor de si. Toda semana abordaremos assuntos muito interessantes e aplicáveis. Vinde e vede na próxima edição, quarta-feira(09).
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Tudo é comunicação, por Érica Viana