Santa Casa de SJB demite cerca de 50% dos funcionários
21/01/2017 | 11h40
A Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra demitiu cerca de 50% de seus funcionários nesta segunda-feira (17). Segundo o administrador do hospital, Wellington Ferreira, pouco mais de 50 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e agentes administrativos foram dispensados. Desde a última sexta-feira (14), quem procurou a unidade encontrou apenas a portaria funcionando. [caption id="attachment_164" align="aligncenter" width="400"]santa_casa_sjb-peq Santa Casa passa por crise por falta de repasse municipal Foto: Divulgação[/caption] Fundada em 1873, a Santa Casa é o único hospital do município e atendia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O risco de a unidade fechar foi levantado pela própria administração que, em junho, emitiu nota à imprensa listando as dificuldades que encontrava para manter o atendimento à população. Na última sexta-feira, o provedor da unidade Diogo Berto falou à Folha que considera essa é a pior fase que a Santa casa passa por falta de recursos. Ele comentou ainda que tentou diálogo com o prefeito, mas sem sucesso. “Já entramos na Justiça, denunciamos de toda forma. Parece que a gente denuncia, leva para televisão, para os jornais, mas o prefeito não se sensibiliza. Neco reconhece a dívida, mas diz que não tem dinheiro para pagar”, contou. Caos na saúde — A última semana semana foi marcada pelo caos na Saúde Pública da cidade. Além da Santa Casa, o Centro de Emergência Dr. Pedro Otávio Enes Barreto também chegou a parar de funcionar por algumas horas na última sexta-feira. O motivo para a série de fechamentos é a falta de repasse da Prefeitura do município que reiteradamente não emite posicionamento sobre o assunto.    
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Crise do Estado afeta estrutura da polícia
21/01/2017 | 11h40
A crise que afeta o estado, que é o responsável pela manutenção das polícias Civil e Militar, tem atrapalhado a prestação de serviços. Neste ano, o estado do Rio de Janeiro não tem realizado regularmente o pagamento de servidores e fornecedores, o que tem prejudicado as atividades policiais preventivas, repressivas e investigativas. Em Campos, a falta de pagamento dos terceirizados fez com que o município assumisse parte da responsabilidade pela limpeza das delegacias. A administração municipal socorreu também o Instituto Médico Legal, que, em julho, ameaçava fechar as portas durante alguns dias da semana por falta de médicos legistas. [caption id="attachment_150" align="alignnone" width="640"]Oficina-da-PM-em-Guarus- Em agosto, as unidades da Polícia Militar no interior do estado ficaram sem o serviço terceirizado de manutenção de viaturas Foto: Michelle Richa[/caption] Viaturas da PM – O caso das viaturas da Polícia Militar também é emblemático. Em julho, o governador em exercício Francisco Dornelles admitiu em entrevista ao jornal O Globo que a segurança pública estadual estava sob ameaça e afirmou que só havia dinheiro para pagar combustível para os veículos até aquele fim de semana. Em agosto, as unidades da Polícia Militar no interior do estado ficaram sem o serviço terceirizado de manutenção de viaturas. O contrato com a empresa responsável acabou e, até abril, a dívida do Governo Estadual com a empresa era superior a R$ 2,2 milhões. A pesquisadora Luciane aponta que a falta de estrutura para uma maior presença da PM na rua é um aspecto importante. “O roubo é um crime de oportunidade, a ausência de viaturas nas ruas causam uma maior incidência de casos”, explica. Sobre o assunto, as autoridades locais preferiram não se manifestar e ressaltam o esforço das equipes de continuar mantendo a prestação do serviço da melhor forma possível. Leia também: Uma pessoa é vítima de roubo a cada seis horas em Campos
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Uma pessoa é vítima de roubo a cada seis horas em Campos
21/01/2017 | 11h40
A impressão de que a ocorrência de roubos aumentou em 2016 é confirmada pelas estatísticas. O número de casos indica que um pedestre é assaltado a cada seis horas em Campos. Essa é uma das conclusões que podem ser obtidas a partir da análise dos dados oficiais do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP). Até agosto de 2016, 997 casos foram registrados nas 134ª e 146ª delegacias de polícia da cidade, mais do que o dobro se comparado ao mesmo período do ano passado. Os números também indicam que um veículo é roubado a cada dois dias e que oito roubos em estabelecimentos comerciais, dois em residências e três de carga são registrados por mês. Especialistas e profissionais da área de segurança pública apontam que o efetivo das polícias Militar e Civil em atuação é menor do que o necessário.
NUMEROS-DA-VIOLÊNCIA-EM-CAM
A pesquisadora Luciane Soares da Silva considera que o problema com o policiamento de Campos tem uma característica principal: a extensão territorial do município. “Você tem municípios menores e com mais problemas, como é o caso de Macaé e Rio das Ostras. Mas mesmo assim ainda é mais fácil a atuação em todo o território”, explica. O Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra, também é apontado pela pesquisadora como uma das prováveis causas do aumento. “Os últimos cinco anos do empreendimento do Açu têm que ser levados em conta, pois o impacto da promessa de empregos trouxe um grande número de pessoas para a cidade, que, ao verem esta expectativa frustrada, podem cair na criminalidade”, disse. Luciane defende que é necessário trabalhar com a inteligência policial para mapear a cidade e realizar um trabalho de acordo com a necessidade de cada localidade.
Outra constatação das estatísticas é confirmada pela prática diária. O maior número de assaltos acontece nas áreas mais nobres da cidade. “Na região da 146ª não há muitos casos deste tipo, pois é justamente na área central onde há maior concentração de renda”, afirmou Luís Maurício Armond, delegado titular da 146º Delegacia de Polícia (Guarus). “Mas se engana quem acredita que apenas aumentar o policiamento nessa parte resolve o problema. Enquanto não começarem a olhar para as áreas periféricas, os crimes vão continuar acontecendo, pois é daqui que sai a mão de obra para o cometimento dessas ações”, falou o delegado, acrescentando que a segurança depende de vários fatores além da ação policial. “Ela é importante, mas trata-se de uma ação de emergência. O tratamento do problema tem que ser realizado por outros meios”, comentou.
Geraldo Rangel, delegado responsável pela 134ª Delegacia de Polícia (Centro), acredita que o aumento dos números de 2016 em relação a 2015 é normal e se dá pelo sucesso que as equipes tiveram no ano anterior. “Esses crimes são cíclicos, essa variação é bastante comum”, ressaltou.
Questionada sobre o número de profissionais em atuação na cidade, a assessoria da Polícia Civil respondeu que “por questões de segurança, não será informado o efetivo de cada unidade. O que podemos informar é que, atualmente, a instituição conta com 10.173 policiais. Esclarecemos ainda que o número previsto para seu efetivo encontra-se disciplinado na Lei Estadual n. 6166/2012”.
Apesar de procurados pessoalmente, por telefone e via e-mail pela assessoria local e estadual da Polícia Militar do Estado de Rio de Janeiro, o comandante da 8º Batalhão, Marco Aurélio Louzada e o Comando Geral da PM não comentaram o assunto.
Assalto no salão Ideale na formosa , 07-10-2016 foto rodrigo Silveira (16) Tentativa roubo frustrada em salão de beleza no Centro Foto: Rodrigo Silveira
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Audiência decide situação da São Salvador na Justiça do Trabalho
21/01/2017 | 11h40
Será realizada hoje, às 14h30, uma audiência na Justiça do Trabalho entre os responsáveis pela empresa São Salvador, pelo Consórcio União, membros do Ministério Público do Trabalho e do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte para tentar resolver o problema da falta de cumprimento dos acordos judiciais que levou a apreensão, nessa quarta-feira, de todos os ônibus da empresa São Salvador. E a situação tem alguns complicadores: 1.    Segundo informações da Superintendência de comunicação do município, muitos dos ônibus levados foram adquiridos com financiamento do Fundo de Desenvolvimento Municipal de Campos, que não foram liquidados pela empresa. 2.    A determinação judicial ocorreu quando a empresa já estava sob intervenção municipal. Para quem não lembra, a prefeita Rosinha Garotinho decretou intervenção no sistema de ônibus de Campos no dia 13 de julho deste ano. A intervenção começou no Lote 02, que atende prioritariamente a Baixada Campista. Este é justamente o realizado pelo Consórcio União, formado pelas empresas São Salvador, Turisguá, Codeiro e Siqueira. Ônibus-Apreendidos,-Patio-N Dívidas – Por decisão da juíza da 4ª Vara do Trabalho (VT) de Campos dos Goytacazes, Fernanda Stipp, todos os ônibus da empresa São Salvador foram apreendidos e encaminhados à Pátio Norte. Na decisão cumprida ontem a juíza ressaltou que a empresa vem reiteradamente realizando acordos trabalhistas e não cumprindo, no valor que chega a quase R$ 2 milhões. Só em processos que tramitam na 4ª VT, a dívida ultrapassa R$ 600 mil. Agentes da Polícia Rodoviária Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Travessão, e no Terminal Rodoviário na Beira Rio, no Centro. Atualização às 20h26: Os ônibus da empresa São Salvador – retirados de circulação nessa quarta-feira (5) – foram liberados nesta quinta-feira por determinação da juíza da 4ª Vara do Trabalho de Campos. A decisão foi tomada após a assinatura do termo de bem à penhora de dois imóveis, por parte dos sócios da São Salvador. Juntos os imóveis, localizados na área Central do município, estão avaliados em R $ 18,5 milhões. 
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Justiça do Trabalho determina a apreensão de todos os ônibus da empresa São Salvador
21/01/2017 | 11h40
Todos os ônibus da empresa São Salvador devem ser apreendidos para serem levados a leilão por decisão da juíza da 4ª Vara do Trabalho (VT) de Campos dos Goytacazes, Fernanda Stipp. O cartório da justiça do trabalho informou que a empresa vem reiteradamente realizando acordos trabalhistas e não cumprindo, no valor que chega a quase R$ 2 milhões. Só em processos que tramitam na 4ª VT, a dívida ultrapassa R$ 600 mil. Agentes da Polícia Rodoviária Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Travessão, e no Terminal Rodoviário na Beira Rio, no Centro. A determinação é que os veículos sejam encaminhados a empresa Pátio Norte. A decisão da justiça determina que “os veículos em condição de deslocamento devem ser levados ao Pátio Norte pelos próprios motoristas da empresa São Salvador e/ou das demais empresas do Consórcio. Os que não tiverem condições devem ser rebocados pelas empresas integrantes do Consórcio e, em caso de descumprimento, o Oficial de Justiça está autorizado a retirar dinheiro do caixa das empresas para custeio da diligência (reboque)”. Segundo a juíza, “todos os meses em que a empresa funciona, maior se torna seu débito e mais difícil fica a garantia de cumprimento do passivo trabalhista existente. Portanto, o funcionamento da empresa não colabora para o pagamento das execuções e dos trabalhadores e, ao contrário, pelo que se vê dos autos, prejudica o funcionamento do próprio Consórcio, colocando em risco as demais empresas e, consequentemente seus trabalhadores”. Segundo o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Felipe Mocaiber, o órgão teve ciência que a operação decorrer de uma decisão judicial. Ele esclareceu que o IMTT não foi notificado. “Por essa razão, não temos conhecimento do teor da decisão. Porém, já estamos tomando as providências, junto à Junta Interventora, em remanejar ônibus para atendimento”, informou. À rede InterTV, José Renato Abdu Neme, diretor responsável pela empresa, a decisão foi recebida com surpresa, já que um acordo com a justiça vinha sendo viabilizado, com audiência marcada para esta quinta-feira, para que a empresa apresentasse um projeto com as exigências determinadas pela justiça. No entanto, ele reconheceu que havia um prazo até setembro para que a São Salvador declarasse de que forma pagaria essas dívidas trabalhistas. De acordo com o diretor, as dívidas alegadas são antigas, e os pagamentos atuais estão em dia. Veja mais informações na matéria de hoje da Folha da Manhã, assinada pela jornalista Daniela Abreu. [caption id="attachment_114" align="alignnone" width="640"]SAO-SALVADOR Agentes da Polícia Rodoviária Federal no Terminal Rodoviário na Beira Rio em Campos[/caption]
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Resultado vereadores - Explicação sobre dados oficiais
21/01/2017 | 11h40
Os dados oficiais divulgados no sistema do TSE sobre os candidatos a vereadores da cidade de Campos dos Goytacazes-RJ deixaram muitos eleitores com dúvidas. A listagem parece estar em ordem decrescente pela quantidade de votos dos candidatos. Mas no número sequencial 424 ela chega a 0. A partir do 425 ela recomeça uma nova ordem decrescente. Por causa disso, alguns candidatos com grande quantidade de votos estão no fim da lista. O leitor Alexandre explicou (informação que foi confirmada) que o reinício da ordem decrescente se dá porque na parte final estão os candidatos das coligações que não fizeram nenhum vereador eleito. Como eles não poderão ser suplentes, a Justiça Eleitoral divulga os nomes desses candidatos separado dos demais. Dados-Divulga-TSE O infográfico da pág. 6 da Folha desta segunda foi produzido com base nos dados oficiais. [caption id="attachment_94" align="aligncenter" width="300"]f03c1p06 Infográfico Folha da Manhã - 03-10-2016 - Pág. 6[/caption] Sistema — O DivWeb é o sistema produzido pela Justiça Eleitoral para possibilitar o acompanhamento dos resultados de votação dos candidatos das eleições pela Internet sem necessidade de instalação de qualquer software adicional. Atualizado às 14h.
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Onde estão 900 casas do Morar Feliz?
21/01/2017 | 11h40
900 casas. Esse é número que não fecha na campanha eleitoral de Dr. Chicão. O Morar Feliz entregou, segundo dados oficiais da Prefeitura de Campos, 7,1 mil casas até junho de 2016. Mas em vídeo, o candidato da situação informa que o “maior programa habitacional do interior do Brasil” entregou 8 mil residências. [caption id="attachment_75" align="aligncenter" width="513"]morar feliz Foto: Reprodução[/caption] O número de 6,5 mil foi fornecido em resposta a matéria Morar Feliz longe de atingir meta publicada na Folha da Manhã de 3 de julho deste ano. Ontem, a assessoria do município encaminhou a informação que além das casas construídas, também foram contabilizadas as que a prefeitura assumiu as prestações do Programa Minha Casa Minha Vida. Que são: As 600 casas do Santa Rosa, que foram entregue no 5 de maio, e 896 no Jardim Aeroporto. O Blog teve o cuidado de verificar todas as matérias publicadas no site oficial do município para ver se, após dia 30 de junho, algum lançamento no programa foi realizado. Depois de 60 páginas, não havia nenhuma informação sobre o assunto. Após nova demanda, a prefeitura informou que as casas do Jardim Aeroporto “estão praticamente prontas e serão entregues em breve”. Enfim, foram contabilizadas casas que ainda não têm previsão de data para a entrega. A construção do projeto foi iniciada pela construtora Odebrecht, que é investigada na operação Lava Jato por suposto pagamento de propina, identificado em planilhas apreendidas na casa do presidente de um dos braços da Odebrecht, em fevereiro. O contrato com a Prefeitura foi suspenso em janeiro de 2016. Esse foi o maior contrato já realizado no município — cerca de R$ 1 bilhão já com aditivos — e a promessa é construir 10 mil residências. Observação: O post foi atualizado em duas oportunidades.  Nessa quinta (8), às 18h30, e nesta sexta (9), às 9h. As mudanças ocorreram no título e no texto. A resposta da prefeitura fez com que o número de casas não entregues caísse de 1500 para 900 casas. *colaboração do jornalista Marcus Pinheiro
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CCZ e a falta de respostas
21/01/2017 | 11h40
Um grupo de pessoas, que trabalhava como agente de endemia no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) desde 2014 e foi dispensado em março deste ano, se queixa de suposta falta de pagamentos. De acordo com uma das ex-agentes, que preferiu ter a identidade preservada, eles não teriam recebido valores referentes às férias do período entre julho de 2015 e março de 2016 e ao 13º relativo ao período entre janeiro e março deste ano. Seriam cerca de 200 pessoas nessa situação. Diante da denúncia, a Folha da Manhã tentou contato com a Superintendência de Comunicação do município por três vezes no último mês e não recebeu nenhuma resposta sobre o caso. [caption id="attachment_59" align="aligncenter" width="555"]CCZ Foto: Divulgação[/caption] Quando um denunciante, manifestante ou requerente procura um jornal, lhe interessa tornar pública sua demanda. Mas além disso, lhe interessa ouvir uma resposta oficial. O jornalista procura uma assessoria para dar oportunidade de dizer sua versão sobre o fato e também para lembrar ao assessorado que este deve uma satisfação coletiva, sobretudo quando se trata do manejo da coisa pública. Não se pronunciar sobre algo que lhe constrange como gestor, administrador ou autoridade é muito comum. Tão comum que deve dar início a uma coluna semanal deste blog. A partir da próxima sexta-feira  (16), pretendo reunir em um post todas as demandas que não foram retornadas pelos setores das diversas assessorias com a qual os jornalistas da Folha tentaram contato. Todo o respeito aos profissionais desta pasta, mas precisamos não nos acostumar com o “até o fechamento desta edição não obtivemos respostas”. Neste caso específico, trata-se de pessoas que trabalharam e merecem receber seus direitos. Elas precisam de uma resposta. Atualização - 08/09/16 - às 10h: Na edição dessa quarta-feira (7), novamente foi publicada matéria sobre o caso dos ex-agentes do CCZ. A Prefeitura de Campos não enviou nenhum posicionamento.
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8º BPM: Duas estatísticas diferentes
21/01/2017 | 11h40
Na última segunda-feira, o setor de comunicação do 6º Comando de Policiamento de Área da Polícia Militar (que abrange o 8º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelos municípios de Campos, São João da Barra, São Francisco e São Fidélis) comemorou o estudo que mostra que Campos está fora da lista das 150 cidades mais violentas do país. A notícia é contraposta a um estudo que concluiu que a cidade era uma das 50 mais violentas do mundo. O avanço seria magnífico, porém, falso. [caption id="attachment_43" align="alignnone" width="960"]13244857_1014569885290073_3489613757404137621_n Foto: Tércio Teixeira/Folha da Manhã[/caption] Na verdade a confusão se deu porque comparou dois estudos com metodologias completamente diferentes. O Mapa da Violência do Brasil, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, trabalhou com dados de 2012 a 2014 colhidos em cidades brasileiras com mais de 10 mil habitantes. A publicação da ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, do México, fez o estudo com cidades com mais de 300 mil habitantes de todo o mundo e teve por base dados colhidos no ano de 2015. Por isso a incoerência dos resultados. Segundo um medidor, Campos não está entre os 150 municípios brasileiros com piores indicadores. Segundo o outro, é a 39ª cidade mais violenta do mundo. Nenhum dos dois é mentiroso, eles só têm recortes diferentes. O fato é que o objeto utilizado por ambos — o número de homicídios dolosos — teve pouca variação. Em 2012, foram 188. Em 2013, 176. Em 2014, 184. Já 2015, teve 175 casos registrados. E o resultado de 2016 não deve ser muito diferente. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, já foram registrados 152 homicídios dolosos até o mês de julho, e o número de casos deve superar 2015.
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Opinião e argumentos
21/01/2017 | 11h39
A nossa opinião pode ter inumeráveis tons de cinza. Nós podemos defendê-la com todos os argumentos que tivermos. Os argumentos podem ser variados, às vezes, até antagônicos e inteiramente válidos. Eles só não podem ser falsos. O blog Preto no Branco nasceu com a intenção de desfazer boatos, mentiras criadas e difundidas, respostas duvidosas de assessorias, entre outros. É bem certo que verificar informações é a função básica do jornalismo. O blog é, portanto, apenas uma extensão do trabalho da redação de todos os dias. A ideia é que ele também tenha um espaço para opinião, devidamente identificado. Para começar e inspirar a missão fica a lição da jornalista e professora da UFF Sylvia Debossan Moretzsohn: “Mudam as tecnologias, não os fundamentos. O jornalismo não precisa se reinventar: precisa corresponder ao ideal que o justifica e o legitima socialmente. Já se disse inúmeras vezes que o imediatismo e a cacofonia das redes tornam o jornalismo ainda mais necessário para filtrar, em meio à profusão de banalidades, boatos, falsidades e incorreções, o que é informação confiável e relevante. É, além de tudo, uma tarefa que exige compromissos éticos fundamentais, e isto não é retórica vazia: ética diz respeito a princípios e finalidades”. O suicídio do jornalismo, em 21/04/2015 na edição 847 do Observatório da Imprensa É isso, obrigada Folha da Manhã pelo espaço. Vamos ao trabalho!
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Sobre o autor

Camilla Silva

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