Pacato cidadão em dia de fúria
21/01/2017 | 21h35
Não que se vá defender a atitude de quebrar patrimônio alheio, agora, como negar que é bem compreensível sua fúria. Do pacato cidadão exige-se o cumprimento pontual nas obrigações comercias. Em troca, quando este requer qualquer tipo assistência o deixam pendurado, mofando, em uma ligação telefônica que muitas das vezes cai antes que o usuário termine de esclarecer o problema. Não por acaso as companhias de telecomunicação brasileiras figuram no topo das reclamações dos consumidores. Aos fatos Inconformado por não conseguir cancelar sua linha telefônica, um homem teve um ataque de fúria ontem (27) na loja da Nextel da Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, cidade do Rio de Janeiro. Após ser informado que o serviço só poderia ser feito pelo site da operadora (as lojas das operadores servem então para o quê? Só para vender?), o cliente, não identificado, saiu do estabelecimento e voltou com uma marreta na mão, se pôs a quebrar o vidro. Em vídeo do ataque que circula nas redes sociais (muitos internautas se solidarizaram com a revolta do consumidor), o cidadão grita com um empregado da loja. Afirma que, se o serviço não for feito, voltaria para quebrar tudo. Em seguida, escuta-se o barulho de vidro se quebrando. — Vocês não estão lidando com moleque, não. Estão lidando com um homem —  berrava o cliente. A PM foi acionada mas, quando chegou ao local, o cliente já tinha ido embora. De acordo com a nota da corporação, o gerente da loja não se dispôs acompanhar os agentes do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) até a delegacia mais próxima. O caso não foi registrado. Ninguém ficou ferido.
A loja ficou com os vidros da fachada destruídos, nenhum funcionário da empresa foi agredido Foto:  Leandro Gonçalves / Praça Seca News
'Dia de fúria' A expressão "dia de fúria" deu nome ao filme lançado em 1993 ("Falling down", no título original), com Michael Douglas no papel principal. Ele vive William Foster, um homem desempregado e divorciado, que tem reações violentas a problemas cotidianos devido a um colapso mental causado por estresse.
Fonte. G1 e O Dia
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Qual é o cartão-postal de Campos?
21/01/2017 | 21h35
Tenho lido matérias jornalísticas sobre a volta (ainda que restrita) do bondinho de Santa Teresa, motivo de alegria do carioca e de esperanças para o comércio do tradicional bairro da cidade do Rio de Janeiro. Demorou, mas, enfim, volta aos trilhos. O bondinho é um ícone no imaginário dos moradores da cidade, é amálgama de uma identidade; um pedaço do passado integrado à paisagem. E atrai turistas. Me pus a pensar em Campos. Qual seria o nosso cartão-postal? Lembrei-me de alguns que poderiam ter continuado a ser. O Mercado Municipal: entregue aos ratos e à sujeira. O Horto Municipal: sucateado e transformado em depósito de máquinas. O rio Paraíba do Sul: seco pela estupidez e desmandos dos governantes (de todos sem exceção). O Pavilhão de Regatas: demolido a golpe de marreta pela atual administração que se aboleta na prefeitura de Campos como trampolim para interesses particulares. Qualquer cidade em qualquer canto da Terra que tenha governantes com um mínimo de amor pelo seu chão, de gratidão por sua raiz e cultura (ainda que incipiente), embeleza o território com continuado carinho... Alguém poderia lembrar de algum?    
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Onda de colorir chega às cuecas
21/01/2017 | 21h35
Cueca da Trave Underwear: aposta para o dia dos pais Foto: Reprodução/Facebook Febre do mercado editorial brasileiro depois do livro "Jardim Secreto", da ilustradora britânica Johanna Basford, a sugestão de colorir cuecas é lançada pela marca de underwear friburgense "Trave Underwear". A nova coqueluche nacional de colorir livros, criticada por alguns intelectuais como Zuenir Ventura, "Ainda vamos sentir saudades dos edificantes compêndios de autoajuda, por sua profundidade", é mesmo um filão comercial. Segundo o 3º Painel das Vendas de Livros do Brasil, divulgado no mês de junho pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto de Pesquisa Nielsen, o mercado editorial foi salvo pela onda dos livros para colorir, um dos maiores sucessos dos últimos tempos. Sozinhos, eles renderam mais de R$ 25 milhões entre janeiro e maio. A febre das “cores” garantiu um salto de 8,83% no volume de faturamento total.
Agora, no rastro da tal febre dos livros para colorir a Trave Underwear, de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, investe na "cueca para colorir" como presente para o dia dos pais.
A peça de algodão, nos tamanhos adulto e infantil,  pode ser personalizada com canetas especiais para tecido. Já lançada nas redes sociais da marca, chegará às lojas na próxima semana. O preço será R$ 25.
— A ideia veio do próprio diretor da empresa, que estava colorindo um livro para desestressar. Fizemos um floral bem parecido com o do livro "Jardim Secreto", inserindo outros elementos, e também criamos uma outra estampa, geométrica — conta a estilista da Trave, Paloma Loretti.
Para a estilista, o lançamento não corre o risco de sofrer com o saturamento de produtos para colorir que continua em alta desde o lançamento do livro "Jardim Secreto", da ilustradora britânica Johanna Basford.
— (A moda) pode ser demais dependendo do público. Para o infantil nunca é demais. A ideia é que a criança brinque, personalize a sua cueca e possa dar a outra de presente para o pai — sugere a estilista.
Fonte G1
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Pra valer: consumidor tem direito à agua filtrada
21/01/2017 | 21h35

Negar água filtrada em restaurante, bar ou afins acarretará multa de R$ 542 ao comerciante. Vale a partir desta sexta-feira, em todo o estado do Rio de Janeiro.

Nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro começa a vigorar a lei estadual que obriga restaurantes, bares e similares a fornecerem água filtrada gratuitamente aos clientes. Será multado o estabelecimento que descumprir a norma. O valor da multa inicial é de R$ 542,00. O texto fala em água potável, ou seja, filtrada, não em água mineral.
Autor do texto, o deputado André Ceciliano (PT) explica que, além da multa, os restaurantes serão obrigados a afixar um cartaz em local visível com informações sobre a medida. - A lei de 1995 não estava muito clara, não era conhecida e não tinha penalidade. Esperamos que, com a norma sancionada, esse direito seja efetivado - frisa o deputado.
Antes, os estabelecimentos já eram obrigados a fornecer a água mas o descumprimento não impunha sanções ao comerciantes. O valor da multa poderá aumentar caso o estabelecimento seja reincidente.
O consumidor que queira reclamar o direito e não for atendido, poderá acionar o Procon. E ainda, caso o consumidor tenha desconfiança da procedência da bebida, pode pedir ao estabelecimento para ver o local de onde a água foi tirada. A lei não fala em exigência da água ser refrigerada.
Fica o alerta aos comerciantes de Campos e região. Em tempos em que todos desconfiam de todos e que costumeiramente leis são burladas, olho vivo!
fonte. G1 e O Globo
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Quem é normal?
21/01/2017 | 21h35
Por Suzana Herculano-Houzes ( Neurocientista)
Dizem que o cérebro humano é o sistema mais complexo do universo, aquele cuja definição requer a maior quantidade de informações. Parte dessa complexidade –a que cabe em combinações variadas de uns 10 a 20 mil genes, não mais– é definida geneticamente; outra parte, enorme e impossível de se quantificar, é definida ao longo da vida, ao sabor da construção autorregulada do cérebro e do seu próprio uso
Em termos biológicos, é espantoso que mais coisas não deem errado mais vezes. É tão maravilhoso que um sistema tão complexo funcione tão bem na maioria dos casos, e na maior parte do tempo, que seguimos alheios à multiplicidade de bombas por explodir em nossos corpos, acreditando na normalidade da vida. A tal normalidade é um conceito enganoso. Em português comum, ser "normal" significa ser saudável, perfeito. Matematicamente, contudo, "normal" é apenas aquele que cai no centro da distribuição estatística de um parâmetro. E dada a complexidade do cérebro, dificilmente alguém matematicamente normal é também perfeitamente saudável. Duvida? Vejamos. De acordo com as estatísticas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, ao menos 30% dos adultos sofrem, sofreram ou vão sofrer de um transtorno de ansiedade em algum momento da vida; mais de 20%, de depressão, mania ou bipolaridade; quase 20%, de enxaquecas. Dos idosos com mais de 65 anos, 13% tem doença de Alzheimer, e dentre aqueles com mais de 85 anos, 45%. Cerca de 9% dos adolescentes sofrem de algum grau de distúrbio de déficit de atenção, cerca de 9% das crianças e adultos tem algum distúrbio de personalidade (borderline, evitante ou antissocial). Cerca de 4% das pessoas sofrem ao menos um ataque epiléptico ao longo da vida, e 3% sofre ao menos um AVC. Dos jovens adultos, 2% tem transtorno obsessivo-compulsivo; cerca de 1% da população tem algum grau de autismo (ou síndrome de Asperger); outro 1% sofre de esquizofrenia. E um número enorme ainda escolhe destruir o próprio cérebro com drogas variadas. Assim como a pessoa "média" não existe –aquela com exatamente a altura média, o peso médio, a distância entre os olhos, a frequência cardíaca média da população–, a chance de alguém ser normal a vida toda, sem qualquer transtorno neurológico, é ínfima. De perto, ninguém é normal. Nem deveria ser: porque normal, afinal, é não ser normal. Ainda bem que a medicina está aí para isso.
Artigo publicado na Folha de São Paulo
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Filosofias do Planalto Central
21/01/2017 | 21h35
  Collor-solta-ameaça
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Abaixo do volume morto: existe vida?
21/01/2017 | 21h35
Na política brasileira sim. É sabido que morte, neste ambiente quase irreal, não é como acontece na vida dos comuns. Morre-se e quando todos pensam que o defunto está bem morrido, eis que ressurge para espanto geral de todos e azar da população. Hoje, acompanhava o noticiário do rompante do presidente da Câmara Federal,  o nobilíssimo deputado Eduardo Cunha, com o governo federal quando topei com a foto abaixo no O Globo. Não contive o riso com a cena dos dois representantes maiores do Congresso Federal, o deputado Eduardo Cunha adentrando o que parece ser o gabinete do senador Renan Calheiros. No centro, ao fundo, o mordomo, na beca, com bandeja na mão, meio que surpreso mirando os dois parlamentares. Genial! Foi enorme a minha vontade de saber o que se passou, naquele momento, na mente do mordomo. FullSizeRender(15) A causa do rompimento, todos vocês conhecem, dispensa esclarecimentos. O esdrúxulo é assistir o deputado afirmar que rompia pessoalmente com a presidente Dilma. Ou seja, quem rompeu não foi o presidente da Câmara Federal e sim o ser físico Eduardo Cunha. Deu para entender? É risível e trágico. O nobre deputado, finge não saber que enquanto estiver investido da função de presidente da Câmara, não mais fala em nome próprio. Quer partir para a briga pessoal larga o cargo! IMG_6490    
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Casas da Mãe
21/01/2017 | 21h35
Existem casas e casas. Ontem o Brasil inteiro lembrou-se daquela famosa. A Casa da Dinda que é delle, não é dos brasileiros, volta ao noticiário 23 anos após figurar em toda mídia por conta do processo do impeachment do dono da casa, o ex-presidente, hoje senador Fernando Collor. Andava ausente do imaginário brasileiro. Pois está lá ela, de plaquinha nova, desenho de letras bem delicado. O espaço é como cartola de coelho, faz aparecer o impensável. Dela, ontem (14)  foram retirados três automóveis de bacana: um Porsche, uma Ferrari, além de um modelo quase exclusivo da Lamborghini. [caption id="" align="aligncenter" width="550"]Lamborghini de Collor é avaliado hoje em mais de R$ 3,2 milhões e é mais exclusivo que o modelo de Eike Batista por causa da cor e do teto removível Pedro Ladeira/Folhapress[/caption] Pelo olhar do dono, não esperava por essa. Aliás, os nobilíssimos congressistas que estavam no camarote assistindo a operação da Lava Jato surrar o governo e o partido do governo, como se só esses representassem a mixórdia da política nacional, desceram do camarote. FullSizeRender(14)      
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Números não mentem
21/01/2017 | 21h35
No Brasil, a cada dia são assassinados 28 crianças ou adolescentes, a maioria negra, duas vezes mais do que há 25 anos a despeito das leis que protegem os direitos da crianças e adolescentes, denunciou hoje a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). O relatório divulgado por este organismo internacional de proteção à infância destaca o contraste entre o embate travado no Congresso Nacional que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos e os 10.500 homicídios de menores registrados em 2013 (último ano com dado oficial disponível), número bem superior a muitos países em guerra. “Pode-se observar um movimento na sociedade brasileira que responsabiliza os adolescentes pela violência. Na realidade, sentenças de morte recaem todos os dias sobre os adolescentes, essencialmente negros, em todo o país”, afirma a Unicef. “Esta situação perturbadora classifica o Brasil como o segundo país com o maior número de jovens de até 19 anos mortos, somente atrás da Nigéria”, acrescentou a Unicef. (negrito nosso) A porcentagem de homicídios (vítimas de 19 anos ou menos) no seio da população negra - geralmente pobre e que vive na periferia das grandes cidades - é quase quatro vezes superior à verificada na população branca: 36,9 contra 9,6 por cada 100.000 habitantes. Em sua maioria os crimes restam impunes, segundo o mesmo relatório elaborado quando se comemora os 25 anos da adoção do Estatuto da Criança e do Adolescente, criado para garantir o direito desses no Brasil. Ressalvas A Unicef lembra que decorridos 25 anos, 60% dos brasileiros melhoraram seus proventos, 39 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, enquanto a economia do nosso país (emergente) de 202 milhões de habitantes ( 51,2% negros ou mestiços) passava da 13ª para a 7ª posição mundial. O Brasil progrediu também em aspectos como educação, má nutrição, trabalho e mortalidade infantil, no entanto, nas comunidades indígenas, em relação ao restante da população, é duas vezes maior o risco dos bebes morrerem antes de completar um ano. Em 2010, o Brasil tinha 59,7 milhões de crianças e adolescentes, ou seja, representavam 33% da população total, enquanto que em 1991 eles representavam 45%. Fonte: Le Figaro (tradução nossa). Também sobre o assunto, ver o blog Entrelinhas (aqui).
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"Influencer"?
21/01/2017 | 21h35
Eu não! Mais um modismo daqueles bem chatos na praça. Li hoje em um blog que formador de opinião agora é isso. Tô fora. Li nesta semana que o rio Paraíba do Sul ( o pior é que existem outros rios nas mesmas condições no Brasil ) quase não mais consegue desaguar no oceano. Secou. Li na semana passada que os outrora esbeltos e pequenos chineses estão cada vez maiores e obesos. Em dez anos cresceram em média meio centímetro e engordaram três e meio quilogramas. Tenho lido nas últimas duas semanas da mudança de lado "rompimento" do deputado Pudim com seu mestre Garotinho. Por toda a história passada, sinceramente não creio. Como escreveu o poeta Waly Salomão: "Estou exatamente na esquina da Rua Walk com a Rua Don't Walk". Um ótimo domingo para todos! [caption id="attachment_9125" align="aligncenter" width="560"]IMG_6421 Paraty, RJ[/caption]  
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Luciana Portinho

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