Pra pensar
21/01/2017 | 21h33
Os últimos acontecimentos na França, colocam sérias questões para os futuros possíveis que estão por vir (já se anunciaram) e que, de algum modo, repercutirão em todo o mundo. Amanhã, domingo (11/01), assistiremos a uma mega manifestação na capital francesa (Paris), cidade oprimida pelos atos terroristas recentes. Dela participarão, primeiro a população indignada, fiel às liberdades democráticas, aos ideais que fizeram daquela república um baluarte da convivência entre os diferentes, do estado laico, da garantia aos direitos civis. Em segundo, líderes e representantes governamentais de meio planeta, muito deles - por ação ou omissão - corresponsáveis pela radicalização crescente entre Oriente e Ocidente.
As redes sociais foram tomadas por dois virais: "Eu sou Charlie" e "Eu não sou Charlie". Não há como ignorar os acontecimentos. Declararei-me, desde o início da carnificina: Eu sou Charlie, porque no momento trata-se de defender o direito à livre expressão do pensar. O momento é de unidade na defesa da democracia que a duríssimas penas foi conquistada, aqui como lá. Trago o artigo abaixo como uma contribuição, sugiro que leiam.

O terrorismo, a extrema-direita e o suicídio europeu

O ato terrorista contra os jornalistas do Charlie Hebdo é apenas a ponta do iceberg. A Europa inteira está assentada sobre uma bomba-relógio.

 

O ato terrorista contra os jornalistas do Charlie Hebdo francês, em Paris, que também provocou a morte de um funcionário da revista, de dois policiais no ato e possivelmente de mais um em tiroteio posterior, é apenas a ponta de um iceberg.

A Europa inteira está assentada sobre uma bomba-relógio. Não é uma bomba comum, porque casos como o do Charlie Hebdo mostram que ela já está explodindo. Nas pontas da bomba estão duas forças antagônicas, com práticas diferentes, porém com um traço em comum: a intolerância herdeira dos métodos fascistas de antanho. De um lado, estão pessoas e grupos fanatizados que reivindicam uma versão do islamismo incompatível com o próprio Islã e o Corão, mas que agem em nome de ambos. Os contornos e o perfil destes grupos estão passando por uma transformação – o que aconteceu também nos Estados Unidos, no atentado em Boston, durante a maratona, e no Canadá, no ataque ao Parlamento, em Ottawa. Cada vez mais aparecem “iniciativas individuais” nas ações perpetradas. Este tipo de terrorismo se fragmentou em pequenos grupos – muitas vezes de familiares – que agem “à la cria”, como se dizia, em ações que parecem “espontâneas” e até “amalucadas”, mas que obedecem a princípios e uma lógica cuja versão mais elaborada, para além da “franquia” em que a Al-Qaïda se transformou, é o Estado Islâmico que se estruturou graças à desestruturação do Iraque e da Síria. São fanáticos que negam a política consuetudinária como meio de expressão de reivindicações e direitos: negam, no fundo, a própria ideia de “direitos”, inclusive o direito à vida, como fica claro no gesto assassino que vitimou o Charlie Hebdo. Do outro, estão os neofascistas – ou antigos redivivos – que se agarram à bandeira do anti-islamismo também fanático como meio de arregimentar “as massas” em torno de si e de suas propostas. Agem de acordo com as características próprias dos países em que atuam, mobilizando, de acordo com as circunstâncias, as palavras adequadas. No Reino Unido, criaram o United Kingdom Independence Party – UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, nome malandro que oculta e ao mesmo tempo carrega a ojeriza pela União Europeia. Na França têm a Front Nationale da família Le Pen, que mobiliza o velho chauvinismo francês que lateja o tempo todo desde o caso Dreyfus, ainda no século XIX. Na Alemanha é feio ser nacionalista alemão, desde o fim da Segunda Guerra. Então criou-se um movimento – PEGIDA – que se declara de “Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente”, procurando uma fachada pseudamente universalista para seus preconceitos anti-Islã e anti-imigrantes. Esta, aliás, é a bandeira comum destes movimentos: fazer do imigrante ou do refugiado político ou econômico o bode-expiatório da situação de crise que o continente vive, assim como no passado se fez com o judeu e ainda hoje se faz com os roma e sinti(ditos ciganos). Na Itália este fascismo latente se organiza com o nome de “Liga Norte”, mobilizando o preconceito social contra o sul italiano, tradicionalmente mais empobrecido. São movimentos que, embora busquem por vezes o espaço da política partidária, como é o caso do UKIP e da Front Nationale, ou mesmo da Liga Norte, têm como cosmovisão a negação da política como espaço universal de manifestação de direitos e reivindicações. Negam a política como campo de manifestação das diferenças, barrando ao que consideram como alteridade o direito à expressão ou mesmo aos direitos comuns da cidadania. O exemplo histórico mais acabado disto foi o próprio nazismo que, chegando ao poder pelas urnas, fechou-as em seguida. O caldo de cultura em que vicejam tais pinças contrárias à vigência dos princípios democráticos é o de uma crise econômico-financeira que se institucionalizou como paisagem social. Na Europa a tradição é a de que crises deste tipo levam a saídas pela direita. O crescimento do UKIP e da Front Nationale, partidos mais votados nas respectivas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2013, é eloquente neste sentido. Na Alemanha as manifestações de rua do PEGIDA vêm crescendo sistematicamente, atingindo o número de 18 mil pessoas na última delas, na cidade de Dresden, reduto tradicional de manifestações nostálgicas em relação ao passado nazismo devido a seu (também criminoso) bombardeio ao fim da Segunda Guerra pelos britânicos. Deve-se notar, como fator de esperança, que manifestações contra estas formas de intolerância – o terrorismo que reinvindica o Islã como inspiração e os movimentos de extrema-direita – têm tomado corpo também. Houve manifestações de solidariedade aos mortos na França em várias cidades europeias e na Alemanha manifestações contra o PEGIDA reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades. Mas pelo lado da exprema-direita cresce a aceitação de suas palavras de ordem na frente institucional (líderes do novo partido alemão Alternative für Deutschland têm acolhido reivindicações do PEGIDA) e junto à opinião pública. Na Alemanha recente pesquisa trouxe à baila o dado preocupante de que 61% dos entrevistados se declararam “anti-islâmicos”. Como ficou feio alegar motivos racistas, o que se alega agora no lado intolerante é a “defesa da religião” ou a “incompatibilidade cultural”. Os assassinos do Charlie Hebdo gritavam – segundo testemunhas – estarem “vingando o profeta”, referência a caricaturas de Maomé consideradas ofensivas. Na outra ponta jovens da Front Nationale, também no ano passado,  recusavam a pecha de racistas e declaravam aceitar o mundo muçulmano – em “seus territórios”, não na Europa agora dita “judaico-cristã”, puxando para seu aprisco a etnia ou religião que a extrema-direita europeia antes condenava ao ostracismo, ao campo de concentração e ao extermínio. Os partidos e políticos tradicionais, em sua maioria, estão brincando com fogo, sem se dar conta, talvez. Não aceitam o reconhecimento, por exemplo, que grupos por eles apoiados na Ucrânia são declaradamente fascistas, homofóbicos e até antissemitas. Preferem exacerbar o sentimento antirrusso e anti-Putin. Durante mais de uma década as duas agências do serviço secreto alemão concentraram-se em esmiuçar a vida dos partidos e grupos de esquerda (além dos possíveis terroristas islâmicos) e negligenciaram criminosamente o controle sobre os grupos e terroristas alemães. No momento o “grande terror” que se alastra no establishment europeu não é o de que a extrema-direita esteja em ascensão, embora isto também preocupe, mas é o provocado pela possibilidade de que um partido de esquerda, o Syriza, vença as eleições na Grécia (marcadas para 25 de janeiro), forme um governo, e assim ponha em risco os sacrossantos pilares dos planos de austeridade. Nega-se o pilar da democracia: contra o Syriza agitam-se as ameaças de expulsão da Grécia da zona do euro e até da União Europeia; ou seja, procura-se castrar a livre manifestação do povo grego através da chantagem política e econômica. Se as coisas continuarem como estão, poderemos estar assistindo o suicídio da Europa que conhecemos. O que nascerá destes escombros ainda se está por ver, mas boa coisa não será, nem para a Europa, nem para o mundo. (*) Originalmente publicado no Blogue do Velho Mundo, na Rede Brasil Atual. Fonte: aqui
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FRANÇA: drama tem fim (aparente)
21/01/2017 | 21h33
Chega ao fim a caçada aos terroristas que nos últimos dois dias investiram contra a república francesa, contra a liberdade de expressão, contra o livre exercício da profissão de informar e opinar. Além dos 12 mortos (!) no ataque inicial ao jornal de humor Charlie Hebdo, durante o dia de hoje, as informações iniciais indicam a morte de pelo menos mais sete mortos no enfrentamento da polícia. Entre esses últimos, estariam os extremistas que desencadearam o terror que dominou a sociedade francesa nas últimas 48 horas.        
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Terror investe contra a liberdade de expressão
21/01/2017 | 21h33
O dia começou sangrento na capital da França. Quatro homens mascarados atacaram a redação da revista de humor Charlie Hebdo, em Paris. Invadiram a reunião de redação , aos gritos de “vingamos o profeta” e fuzilaram 11 pessoas. Depois, na rua, mataram mais um, dessa vez um policial. Em um  vídeo, filmado por um dos ocupantes do edifício que se refugiou num telhado, divulgado no site da televisão pública France Télévisions, pode-se ouvir entre disparos a voz de um deles gritar: “Allahu Akbar” (Alá é grande). Eram 11h30 (hora local), quando teve início a carnificina. Dois homens armados com um fuzil automático kalashnikov e um lança-foguetes entraram na sede do Charlie Hebdo. Houve troca de tiros com as forças de segurança, relatou uma fonte próxima da investigação à agência France Presse. Na fuga, os atacantes ainda feriram um policial a tiro. Entre os mortos quatro reconhecidos cartunistas franceses:  Georges Wolinski, o editor da publicação, Stephane Charbonnier, o "Charb"; Jean Cabut, o "Cabu"; e Tignous. Wolinski era uma lenda internacional do cartum, um dos símbolos vivos do Maio de 68. [caption id="attachment_8629" align="aligncenter" width="620"]cartunistas mortos Fotos de arquivo mostram cartunistas da equipe da revista 'Charlie Hebdo' mortos no ataque. Da esquerda para a direita: Georges Wolinski (em 2006), Jean Cabut - o Cabu (em 2012), Stephane Charbonnier - o Charb (em 2012) e Tignous (em 2008) (Foto: Bertrand Guay, François Guillot, Guillaume Baptiste/AFP)[/caption] Ao Jornal Hoje, Ziraldo declarou: "A gente é amigo de longe. Mas toda vez que eu vou à França, encontro com ele. Ele já veio ao Brasil. A gente tem uma relação muito fraterna, muito agradável. Ele era muito combativo. Aquele francês bem irreverente e bravo. O 'Charlie Hebdo' fazia um humor muito agressivo. Acho que eles tinham muita coragem." O presidente francês, François Hollande, já no local,  descreveu a ação como um “ataque terrorista” de “extrema barbárie”. O jornal Charlie Hebdo tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar charges do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polêmica em vários países muçulmanos. Em 2011, a sede do semanário foi destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islamita Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redator principal”. No mundo todo, além da manifestações oficiais, a população solidária se organiza para ir às ruas. Pelas redes sociais, estampam em seus perfis, Je suis Charlie. Daqui, contra toda forma de opressão e restrição da liberdade de expressão, Eu sou Charlie! Dia de triste memória. Image-1 Fontes: Agência Brasil, G1, Folha da Manhã
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Sufocado em Campos, como no Afeganistão
21/01/2017 | 21h33
O final do ano de 2014 anuncia a criação do mostrengo em pleno centro da cidade de Campos. De quem a paternidade? Pasmem, é da PMCG que se esmerou em elaborar um projeto bem caro que sepulta de vez com a bela arquitetura do quase centenário Mercado Municipal de Campos. O mais incrível é que o dito “projeto de revitalização do Mercado Municipal de Campos”, vai assinado por um arquiteto campista. Sei não, cada um tem o livre arbítrio de fazer o que bem entende com a sua carreira profissional, mas, na minha opinião, é triste ver a iniciativa desastrosa de ocultação do nosso patrimônio histórico com a chancela de um respeitado arquiteto. Se em décadas passadas, fizeram a estupidez de colar na construção do Mercado aquele trambolho, para instalar a feira e anos depois outra arataca para instalação do camelódromo, é mesmo lamentável que com os recursos dos royalties, tendo oportunidade de reparar a besteira, a PMCG queira tapar de vez uma das peças mais delicadas do patrimônio histórico campista. Ninguém em sã consciência pode desejar criar dificuldades, mas, aqui, a lei do menor esforço ainda prevalece. Basta ver a incompetência da prefeitura na gestão da mobilidade urbana, expressa na incapacidade de uma licitação para o transporte público que aponte solução nova no ir e vir da população. Buscar alternativa racional que contemple interesses distintos requer negociação exaustiva e visão de futuro, algo impensável para uma administração pública que se move exclusivamente por interesses eleitorais de curtíssimo prazo. Como diz o bordão, “cada eleição é um flash”. Perde-se a oportunidade histórica de devolver ao campista uma área totalmente reurbanizada, democratizada, aprazível e integrada ao que de bonito possui a cidade. Resta-nos protestar e tentar via petição online na Avaaz, dirigida ao Ministério Público Estadual deter as obras. A petição foi uma iniciativa cidadã do arquiteto Renato Siqueira e demais membros da sociedade civil. Segundo Renato, tais obras são ilegais; ferem o artigo nº6, da Lei nº 8.487, de 2013. Renato lembra que o artigo nº6 da Lei nº 8.487/2013 afirma que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. Segundo ele, do projeto - aprovado pela maioria do Coppam - sobrarão visíveis apenas a fachada do Mercado voltada para a Rua Formosa e a parte de cima da torre do relógio (ou seja, nada). As obras propostas pela PMCG são no Shopping Popular Miguel Haddad (o Camelódromo) e na Feira Livre (a feira de frutas e verduras) - obras que, como defende a petição, “sufocam e descaracterizam” o Mercado. Ao estilo de um regime Talibã, a prefeitura de Campos enfia uma burca no precioso Mercado Municipal de estilo francês! Eu já assinei. E você?! Caso queira se somar assine aqui. Fontes: http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/mercado-em-debate, http://www.fmanha.com.br/cultura-lazer/coppam-deixa-sufocar. burca  
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Entre as melhores: Uenf e Faculdade Redentor
21/01/2017 | 21h33
Saiu a classificação geral com as melhores instituições de ensino superior do país para o ano de 2014. A avaliação é do MEC. Entre as cem melhores, figura o nosso orgulho local, que veio dar uma virada na estagnação universitária de Campos desde que foi criada. Falo da universidade bolada pelo educador Darcy Ribeiro, a Uenf,  esta aparece como a primeira colocada do estado do Rio de Janeiro, em 11º lugar. Desbancando instituições mais tradicionais do RJ, que atingiram: 12º UFRJ, 16º PUC/RJ,  54º UFF e  74º Uerj. Na relação das faculdades do país, a jovem Faculdade Redentor, de Itaperuna, confirma  - com 10 cursos avaliados - a 53º colocação e pelo Índice Geral de Cursos (IGC) a pontuação de 4, em uma escala de 1 a 5. Com maior número de cursos, a  Faculdade Redentor se afirma como a melhor faculdade do RJ. Atualização às 19:o2h. Fonte: Revista Exame, aqui . Anteriormente (20/12), o blog Em Tempo, do colega Cilênio Tavares já tinha postado matéria sobre a classificação da Uenf, ver aqui.
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Natal fraco no varejo
21/01/2017 | 21h33
Com as sucessivas quedas na expectativa de crescimento da economia brasileira - apenas 0,2%, segundo alguns especialistas -, juros mais altos, maior rigor na avaliação do empréstimo bancário e dólar nas alturas, este foi o Natal dos produtos de pequeno valor e redução das compras de um modo geral. Pausa na "gastança" e foco na poupança é a recomendação recorrente dos economistas para 2015. PAPAI NOEL REBELDE
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Os sete erres e um Feliz Natal
21/01/2017 | 21h33
Retorno. Apesar de tê-los comunicado da minha ausência temporária, peço “desculpas”. É que os últimos meses me pegaram pelo pé. Entrei em contramão particular com a enxurrada de más notícias que assolaram o país. Foram tapas repetidos, a blogueira foi a nocaute, emudeceu. Tem horas em que tudo já foi dito, a voz fica fraca, com a sensação de que nada acrescenta. Ler o noticiário entristece qualquer um. Das boas novas, o restabelecimento das relações diplomáticas pelos EUA com a pequenina e frágil Cuba. Reconhecer que a ilha tem o direito de viver do seu jeito, com seus costumes e valores, é esperançoso para que tenha fim o criminoso embargo econômico que por meio século prejudica aquela musical população. Um gol certo do Papa latino-americano, uma marca histórica na gestão do democrata Obama – aliás, um compromisso de campanha que não tinha conseguido cumprir em seu primeiro mandato. Das más velhas, a mixórdia em que nos metemos com o diminuto jeitinho brasileiro de conviver em sociedade, de administrar a coisa pública, de se relacionar com o meio-ambiente, de construir uma NAÇÃO. Se como dizia Guimarães Rosa, “o começo é tudo” (citado hoje pelo antropólogo Roberto Damatta, no artigo Precisamos ser investigados, publicado no O Globo), às vezes o fundo do poço pode ser o começo de um começo novo. Renovar mentalidades. Quem sabe nos levarão também a novas práticas que preservem os sete erres do consumo sustentável: reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar, refletir, recuperar, responsabilidade. É isso. Para todos, sem distinção: Feliz Natal!   charge cuba duke
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Quando 1999 não é igual a 2014
21/01/2017 | 21h32
Corria o ano de 1999 e o outrora jovem governador do estado do Rio de Janeiro, Garotinho, divergia da avaliação feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) quanto ao tamanho da dívida do estado. Afinal,  maior a dívida, maior o montante do empréstimo, maiores possibilidades de caixa e de "aplicações/investimentos". Na época, a pequena diferença girava em torno de R$ 5 bilhões. " Surgiu um impasse para o acordo de renegociação da dívida do Rio com a União. O governador Anthony Garotinho, discordou da conta apresentada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a utilização dos royalties do petróleo na securitização da dívida mobiliária do estado. David Zylbersztajn, da ANP, calculou a dívida em R$ 13,2 bilhões a serem pagos em royalties ao longo de 20 anos. Garotinho calculou R$ 18 bilhões para serem pagos em 30 anos. (pág. 1 e 18)" (aqui) Corre o ano de 2014, o deputado federal Garotinho, em fim de mandato e derrotado ao governo do estado do Rio de Janeiro (amargando uma derrota histórica em 70% das zonas eleitorais de sua própria cidade natal) assiste ser barrada judicialmente a pretensão da prefeita Rosinha Garotinho, sua esposa, de sacar adiantado em cima dos créditos futuros dos royalties municipais.
Conforme a Folha Online informou (aqui), o  juiz Felipe Pinelli, da 2ª Vara Cível de Campos, suspendeu a “venda” dos royalties do petróleo pela Prefeitura de Campos, acatando um pedido de liminar em ação impetrada pelo vereador Rafael Diniz (PPS), através do advogado José Paes Neto. Na sentença, o juiz ressaltou, dentre outras questões, a Lei Complementar 101/2000 que veda a celebração de contrato de crédito destinada a financiar despesas de custeio, “o que torna inviável que a dívida pública seja contraída para pagamento da ‘folha de salários’ e de obrigações contraídas em contratos já celebrados”. ( Blog do Bastos, aqui)
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Especial: programa dos bons!
21/01/2017 | 21h32
Deixo aqui um convite para o leitor antenado ao que de bom acontece em Campos. Recebi dele, via rede social , segue com suas próprias palavras. Cristiano, é uma dessas pessoas movimentadas quando o assunto é criatividade. Inquieto e questionador, não tem prato feito que mentalmente o alimente. Foi uma dessas aquisições culturais (ele é gaúcho de nascimento) que o campista tem a sorte de poder "adotar". Em sua bagagem, veio o principal: o próprio em carne e osso.
cristiano livro
Com enorme satisfação te convido para o lançamento do meu livro "antes os dentes eram brancos". Data: 6 de Dezembro de 2014 Horário: 20 h às 22 h - Entrada franca Local: The Underground Pub (Rua Marcílio Dias, 29/31, Campos dos Goytacazes - RJ. Participação especial da banda Anti Matéria, do amigo Gabriel Formaglio. Te aguardo! Cristiano Pluhar.
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Farrapos
21/01/2017 | 21h32
MuseuJulio11 Enquanto eles brigam/o campista resta aos farrapos. Ai história, ai disputas maiores, ai. Aqui o rombo é rasteiro/ o buraco raso Dos aposentados, o sangue. Das planilhas geométricas, o prejuízo. Da representatividade/ cova rasa. ZERO.
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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