foto. campos24horas.com.br[/caption]
Saravá!
Campos: da baixada às baixarias
21/01/2017 | 21h34
Se da Baixada Campista tem vindo a invasiva fumaça, da política goytacá tem vindo fenômeno pior. É a baixaria bruta, não lapidada. Faltam mãos de fino manejo e mentes de almas limpas. Em Campos, há décadas, essas almas de encosto nefasto, rastejam pela planície nas costas de um e outro.
Agora, escolheram atacar profissionais da imprensa e da rede de blogs locais. Não toleram o questionamento, menos ainda a independência. Exigem o cerco da corte. Caluniam, difamam, inventam. Mentem acintosamente como se a mentira, repetida como artilharia, pudesse transformar-se em verdade.
Esquecem-se de que a realidade em movimento fala mais alto, dita o ponto e vírgula e confere o ponto final. Um dia, mesmo a aqueles que se enganaram e acreditaram no discurso, o ouvido trava. E tudo o mais dito soa como uma brutal poluição sonora. Distorção em alto grau. Perda de tempo. Bem como a decomposição incômoda da turfa em brasa não é bem-vinda às narinas humanas, esses, por mais processos e ameaças de processos, não mais encontram eco.
[caption id="attachment_8849" align="aligncenter" width="422"]
foto. campos24horas.com.br[/caption]
Saravá!
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Saravá!
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Campos: da fumaça ao fogo ou ao pó
21/01/2017 | 21h34
A Câmara Municipal de Campos preocupada em acelerar a sua Escola Municipal de Gestão Pública do Legislativo (Emugle) já homologou o Pregão 011/2015 cujo objeto é a locação de veículos, incluindo motorista sem fornecimento de combustível para atender às necessidades da Escola do Legislativo. O valor : R$ 66,7 mil (ver aqui). Agora, é aguardar o Pregão do combustível.
Também foi contratada a empresa para prestação de serviços de recepção, zeladoria e portaria, visando atender às necessidades da Emugle. Valor: R$ 71,7 mil. Vigência: 90 dias. Aqui, coloco um ponto de interrogação. Sendo um projeto de atividade continuada, qual razão de ser só por três meses?
Criada no final do ano passado, anunciada pelo autor do projeto de implantação, o vereador Mauro Silva, como "A Escola de Gestão terá como função o aperfeiçoamento da administração pública, através de aulas, cursos, conferências e programas de treinamentos, que servirão não apenas para os que exercem cargos ou funções públicas, mas para toda a comunidade, àqueles que pretendem um dia ser um gestor público. Será de fundamental importância para a melhoria da qualidade da prestação dos serviços para a comunidade”. Aguarda-se a publicação de sua grade de cursos, treinamentos e conferências. Aguarda-se, também, como em qualquer instituição de ensino e de qualificação séria, a divulgação de sua forma de avaliação. Certamente, bem ao gosto de projetos desta natureza, serão confeccionados programas, material didático, certificados e afins. Aguarda-se, então, o Pregão para prestação deste serviço.
Me perdoem os nobres vereadores campistas, a intenção pode ser elevada, mas, morrer como tantos outros programas e projetos brilhantes que a gente vê serem jogados às traças por absoluta falta de continuidade na administração pública de Campos. Constituem-se equipes de planejamento, contratam-se empresas de consultoria, criam-se novas siglas com curiosa sonoridade, grande estardalhaço midiático e de concreto: pouco.
Hoje, no início da tarde...
21/01/2017 | 21h34
Ao final do velório do amigo Kapi, querido por tantos, desprezado por outros, como são os homens de verdade, o colega blogueiro Antunis Clayton me deu esse toque: " Se a gente toda manhã, antes de partir para os nossos afazeres, passasse ao menos 15 minutos em um velório, alguns dos nossos 'problemas' se dissolveriam".
A Cultura de Campos perdeu um sonhador. O Teatro campista sofre uma perda irreparável. Nós perdemos um amigo insubstituível.
Fica o sorriso, o carinho, o reconhecimento ao genial Kapi.
Fica a certeza de que ficamos ainda mais pobres!
Aposta: Brasília assa novo escândalo
21/01/2017 | 21h34
A compulsão fala mais alto. Li e reli com o máximo de isenção a matéria intitulada "Câmara lança projeto que permite criação de shopping", publicada no sábado (28/03), no jornal O Globo. Nela, a notícia de que a Câmara dos Deputados, oficialmente divulgou, a intenção de construir 3 novos prédios, uma praça de serviços, um estacionamento com 4.400 vagas e a reforma de prédio de gabinetes já existentes. Desejam os nobres parlamentares ampliar os seus gabinetes de 40 metros quadrados para 60 metros quadrados cada. Desejam ter melhores condições de trabalho. Desejam também ampliar o auditório para 700 pessoas, o plenário atual não acomoda os 513 nobres deputados sentados ( mas, qual arquiteto, por mais inteligente que fosse, poderia supor que o Brasil precisaria de 513 deputados para (não) funcionar?).
A obra de 332.000 metros quadrados, é promessa de campanha do presidente do legislativo, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para começar, estimada em R$ 1 bilhão. Nada diferente das demais obras públicas país afora, vão buscar uma "Parceria Público Privada", daquelas que vemos aos montes inacabadas, ou envolvidas em escândalos de supostos superfaturamentos, por serem mal planejadas e menos ainda executadas. Futuro elefante branco da República?
Nota da blogueira: quantas não são as famílias brasileiras que se dariam mais do que satisfeitas, quantas não são as famílias brasileiras que se endividam pela vida inteira para poder acomodar os seus em 60m²? Já não bastam todos os proventos, direto e indiretos, para que os nobres deputados cumpram a sua função e trabalhem?! Qual exemplo pretendem legar ao país?!
Nota da blogueira: quantas não são as famílias brasileiras que se dariam mais do que satisfeitas, quantas não são as famílias brasileiras que se endividam pela vida inteira para poder acomodar os seus em 60m²? Já não bastam todos os proventos, direto e indiretos, para que os nobres deputados cumpram a sua função e trabalhem?! Qual exemplo pretendem legar ao país?!
MÃOS AO ALTO
21/01/2017 | 21h34
Na imagem compartilhada pela fotojornalista Nadia Abu Shaban no Twitter, uma pequena síria de quatro anos levanta as mãos para o alto. A menina se "rende", como se estivesse com uma arma apontada para si. Era uma câmera fotográfica.
[caption id="attachment_8825" align="aligncenter" width="601"]
Menina síria ergueu as mãos ao confundir câmera fotográfica como arma (Foto: Reprodução/Twitter/Nadia AbuShaban )[/caption]
Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas.
Guerra civil
A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes.
Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza. Ver matéria no G1, aqui
Menina síria ergueu as mãos ao confundir câmera fotográfica como arma (Foto: Reprodução/Twitter/Nadia AbuShaban )[/caption]
Na legenda da foto, Nadia diz que a criança pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. Compartilhada no Imgur (site de hospedagem de fotos), a imagem foi visualizada por mais de 1,8 milhão de pessoas.
Guerra civil
A guerra na Síria completou neste mês quatro anos e sem uma perspectiva de fim, com um balanço humanitário dramático. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), o conflito provocou mais de 215 mil mortes.
Quase quatro milhões de pessoas fugiram da Síria, incluindo um milhão que buscara refúgio no vizinho Líbano. No país, mais de sete milhões de sírios abandonaram suas casas e quase 60% da população vive na pobreza. Ver matéria no G1, aqui
"Ponha-se no lugar de Dilma: o que você faria?"
O título acima é inspirado no livro Ah, se eu fosse presidente _ O Brasil ideal na opinião de grandes brasileiros famosos e anônimos, organizado pelo jornalista Sidney Rezende, que acaba de ser lançado pela Alta Books Editora.
Ponha-se no lugar de Dilma: o que você, caro leitor, faria se fosse presidente?
É impressionante como agora todo mundo sabe o que a presidente Dilma Rousseff deve fazer para sair da encalacrada em que se meteu, da mesma forma como se comentava o que Felipão deveria fazer com a seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Em lugar do "Fora Felipão", entrou o "Fora Dilma".
O nível das conversas é mais ou menos o mesmo. Nunca os brasileiros falaram tanto de política, a todo momento, em todo lugar, nem mesmo no auge do segundo turno da campanha presidencial do ano passado.
"Eu não quero saber de política, eu não gosto disso", cansei de ouvir até outro dia, quando o assunto surgia numa roda. Pois neste momento está acontecendo exatamente o contrário. Isto tem um lado bom, o interesse em discutir os destinos do país, e revela, ao mesmo tempo, um assustador desconhecimento sobre como funcionam nossas instituições.
Chuta-se para todo lado e qualquer boato ouvido no rádio, espalhado nos táxis ou lido nas redes sociais vira verdade absoluta. Tem gente que se gaba de não pagar mais impostos, "para não entregar meu suado dinheiro aos vagabundos do bolsa família", sem se dar conta de que está confessando um crime. Pelas leis em vigor, afinal, quem sonega pode ir para a cadeia
Este ano, os procuradores da Fazenda Nacional calculam que a sonegação de impostos baterá nos R$ 500 bilhões _ ou seja, pelo menos dez vezes mais do que o governo pretende economizar com o pacote fiscal. E todas as corrupções somadas não chegam nem perto desta sangria incontrolável do Tesouro Nacional, mas ninguém quer falar disso, não dá manchete.
Outros não fazem a menor distinção entre as diferentes responsabilidades constitucionais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, atribuindo todos os nossos males, genericamente, ao "governo do PT", e colocando a culpa em Dilma Rousseff, que, diga-se a bem da verdade, contribuiu bastante para que chegássemos a esta situação.
Discussões histéricas e estéreis se multiplicam em todos os ambientes sociais, misturando ignorância e má-fé, como se o Brasil fosse acabar amanhã. Neste clima, confesso, estou pela primeira vez na vida preocupado com o futuro _ da minha família e do país.
Depois de ficar uma semana fora do Balaio e procurando me manter afastado do noticiário, em defesa da minha saúde mental, bastaram algumas horas na volta a São Paulo para sentir este ar pesado que nem as chuvas dos últimos dias conseguiram levar embora.
Cada um tem sua solução mágica para resolver todas as crises de uma vez, do impeachment da presidente à prisão de todos os políticos, da renúncia à volta dos militares ou a novas eleições, de um grande diálogo nacional ao encolhimento do ministério, do fechamento dos partidos à convocação do papa Francisco para dar um jeito no Brasil.
Além de economistas e técnicos de futebol, viramos agora todos estrategistas políticos, embora a maioria nem saiba do que se trata.
Virou o Samba do Indignado Doido.
Já que dar palpite não custa nada, eu mesmo pensei no que faria se fosse eleito presidente da República (Deus me livre!), atendendo ao pedido do Sidney Rezende para contribuir com o livro citado na abertura deste texto. Escrevi antes das eleições de outubro:
"Antes mesmo de tomar posse, chamaria os lideres de todos os partidos e representantes da sociedade civil para discutir um projeto de reforma política ampla, geral e irrestrita que seria enviado ao Congresso Nacional no primeiro dia do meu mandato. O ideal seria discutir os pontos centrais deste projeto durante a própria campanha eleitoral, o que nenhum candidato fez até agora. Sem isso, qualquer outra proposta de mudança no país seria inútil, mera demagogia, inviável. Com o atual sistema político-partidário-eleitoral, o Brasil é um país ingovernável, seja quem for eleito presidente da República".
Infelizmente, minhas piores premonições se confirmaram, bem mais cedo do que eu esperava.
Vida que segue.
21/01/2017 | 21h34
O título acima é inspirado no livro Ah, se eu fosse presidente _ O Brasil ideal na opinião de grandes brasileiros famosos e anônimos, organizado pelo jornalista Sidney Rezende, que acaba de ser lançado pela Alta Books Editora.
Ponha-se no lugar de Dilma: o que você, caro leitor, faria se fosse presidente?
É impressionante como agora todo mundo sabe o que a presidente Dilma Rousseff deve fazer para sair da encalacrada em que se meteu, da mesma forma como se comentava o que Felipão deveria fazer com a seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Em lugar do "Fora Felipão", entrou o "Fora Dilma".
O nível das conversas é mais ou menos o mesmo. Nunca os brasileiros falaram tanto de política, a todo momento, em todo lugar, nem mesmo no auge do segundo turno da campanha presidencial do ano passado.
"Eu não quero saber de política, eu não gosto disso", cansei de ouvir até outro dia, quando o assunto surgia numa roda. Pois neste momento está acontecendo exatamente o contrário. Isto tem um lado bom, o interesse em discutir os destinos do país, e revela, ao mesmo tempo, um assustador desconhecimento sobre como funcionam nossas instituições.
Chuta-se para todo lado e qualquer boato ouvido no rádio, espalhado nos táxis ou lido nas redes sociais vira verdade absoluta. Tem gente que se gaba de não pagar mais impostos, "para não entregar meu suado dinheiro aos vagabundos do bolsa família", sem se dar conta de que está confessando um crime. Pelas leis em vigor, afinal, quem sonega pode ir para a cadeia
Este ano, os procuradores da Fazenda Nacional calculam que a sonegação de impostos baterá nos R$ 500 bilhões _ ou seja, pelo menos dez vezes mais do que o governo pretende economizar com o pacote fiscal. E todas as corrupções somadas não chegam nem perto desta sangria incontrolável do Tesouro Nacional, mas ninguém quer falar disso, não dá manchete.
Outros não fazem a menor distinção entre as diferentes responsabilidades constitucionais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, atribuindo todos os nossos males, genericamente, ao "governo do PT", e colocando a culpa em Dilma Rousseff, que, diga-se a bem da verdade, contribuiu bastante para que chegássemos a esta situação.
Discussões histéricas e estéreis se multiplicam em todos os ambientes sociais, misturando ignorância e má-fé, como se o Brasil fosse acabar amanhã. Neste clima, confesso, estou pela primeira vez na vida preocupado com o futuro _ da minha família e do país.
Depois de ficar uma semana fora do Balaio e procurando me manter afastado do noticiário, em defesa da minha saúde mental, bastaram algumas horas na volta a São Paulo para sentir este ar pesado que nem as chuvas dos últimos dias conseguiram levar embora.
Cada um tem sua solução mágica para resolver todas as crises de uma vez, do impeachment da presidente à prisão de todos os políticos, da renúncia à volta dos militares ou a novas eleições, de um grande diálogo nacional ao encolhimento do ministério, do fechamento dos partidos à convocação do papa Francisco para dar um jeito no Brasil.
Além de economistas e técnicos de futebol, viramos agora todos estrategistas políticos, embora a maioria nem saiba do que se trata.
Virou o Samba do Indignado Doido.
Já que dar palpite não custa nada, eu mesmo pensei no que faria se fosse eleito presidente da República (Deus me livre!), atendendo ao pedido do Sidney Rezende para contribuir com o livro citado na abertura deste texto. Escrevi antes das eleições de outubro:
"Antes mesmo de tomar posse, chamaria os lideres de todos os partidos e representantes da sociedade civil para discutir um projeto de reforma política ampla, geral e irrestrita que seria enviado ao Congresso Nacional no primeiro dia do meu mandato. O ideal seria discutir os pontos centrais deste projeto durante a própria campanha eleitoral, o que nenhum candidato fez até agora. Sem isso, qualquer outra proposta de mudança no país seria inútil, mera demagogia, inviável. Com o atual sistema político-partidário-eleitoral, o Brasil é um país ingovernável, seja quem for eleito presidente da República".
Infelizmente, minhas piores premonições se confirmaram, bem mais cedo do que eu esperava.
Vida que segue.
Perfil que consta na primeira página do blog:
Lava Lento
21/01/2017 | 21h34
Enquanto o país estanca para assistir ao espetáculo da apuração da Lava Jato iniciada há um ano e com previsão de durar por mais de um par de anos, o país vem sendo lavado de forma bem lenta. Obras públicas, antes consideradas como necessárias, são interrompidas pelos poderes públicos sem nenhuma explicação plausível, caso de Campos e demais municípios fluminenses. Aposentados e pensionistas, entram no acordo político entre o executivo nacional e o legislativo federal, são retirados do texto que garantiria ganhos reais nos proventos. É a chamada escolha de Sofia: ou ganham os assalariados da ativa ou ganham os trabalhadores, hoje aposentados, que até aqui construiram a nação.
Enquanto isso, o desperdício com a perda por água equivale a "uma perda financeira de R$ 8,015 bilhões ao ano, aponta estudo do Instituto Trata Brasil. Tais perdas correspondem a cerca de 80% dos investimentos em água e esgoto realizados em 2013, de acordo com a entidade". ver aqui
Conglomerado de crises
21/01/2017 | 21h33
Este o termo cunhado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso na entrevista de ontem (19/03), com o jornalista Mario Sergio Conti - GloboNews -, ao se reportar às crises política, econômica, fiscal, cambial e moral do país. Como de costume, cauteloso e inspirado, FHC discorreu sobre a conjuntura atual do Brasil.
Destacando que não se pode administrar um país olhando para o dia a dia, sob pena de perder oportunidades por não vislumbrar o cenário global, FHC foi duro com o poder executivo nacional, leia-se Dilma, Lula e o PT. Vê um governo que aceleradamente esbanjou da popularidade, deixou escapar a credibilidade. Apesar de distinguir morte natural da morte política (esta teria um desfecho mais lento), permitiu a montagem de uma engenharia da corrupção, classificada por ele como diferente da corrupção endêmica comum em vigor, até então, na vida nacional. A razão desta engenharia que envolve empresas e política estaria na necessidade da sustentação de uma faminta base aliada no Congresso, nominada por ele, não mais como um sistema de coalizão exigido pelo presidencialismo, mas, sim, de aberta cooptação. Acresceu ainda que 39 ministérios, 30 partidos políticos (20 no Congresso) fermentaram a atual ingovernabilidade, lastreada pela distribuição das tais emendas parlamentares que implodem com qualquer governança.
Para FHC, não existe, no atual governo da Dilma, um projeto para o país. Se no primeiro mandato da presidente o crédito uniu o povão, a classe média e o empresariado, agora, quando se torna insustentável, a cobrança vem. E o pior, para FHC não há saída em curto prazo. O modelo político nacional exauriu-se. Vencidos esses 30 anos de república democrática é preciso ir além.
Recado dado: pingo nos is
21/01/2017 | 21h33
Do recente lido, do dito, mais do não dito, das máscaras impolutas que infestam o noticiário nacional, hoje no Congresso Nacional baixou a realidade pelo discurso do Ministro da Educação, Cid Gomes: "— Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque", disse o agora ex-ministro.
Depois de ser pressionada pelo presidente da Câmara - com aquela máxima dos casais não tão bem casados, 'ou eu ou ele' -, a presidente Dilma Rousseff, aceitou o pedido de demissão do Cid Gomes. Na tarde, Cid estivera no Plenário da Câmara, onde foi chamado para explicar declaração de que haveria “300 ou 400 achacadores no Congresso”.
Ao discursar, mais uma vez, ele deu o recado que todos os brasileiros, ou pelo menos esta blogueira, queria dar: LARGUEM OS OSSOS!
Fonte: G1, blog Opiniões, blog Eu Penso Que...
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'Utilidade Pública'
21/01/2017 | 21h33
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