Funesto
21/01/2017 | 21h34

Em manifestação com 50 pessoas na Paulista, Lobão ataca FHC e tucanos

Símbolo dos manifestantes anti-PT, o cantor Lobão atribuiu a posição contrária ao impeachment de Dilma Rousseff do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um "conluio histórico" de tucanos e petistas. [caption id="attachment_9006" align="alignleft" width="300"]Lobao foto. catracalivre.com.br[/caption] "Isso é típico do PSDB. O PSDB tem um conluio histórico com o PT. O social-democrata sempre foi uma escadinha para o socialista desde os mencheviques", disse Lobão, pouco depois de chegar ao vão do Masp, onde uma manifestação pró-impeachment reuniu cerca de 50 pessoas, neste domingo (17). O Partido Social-Democrata Russo, que iniciou a Revolução de 1917, era dividido nas correntes bolchevique e menchevique. A primeira, liderada por Lênin, era favorável à ditadura do proletariado e a segunda pregava a negociação com a burguesia. Todo social-democrata é um comunistinha lustroso. São mais bem letrados, mas não só toleram os comunistas como admiram mesmo os comunistas", completou. Lobão foi a estrela da manifestação. Assediado para tirar fotos em celulares, posou batendo uma panela e depois minimizou o fato da manifestação de hoje ter reunido apenas uns "poucos e barulhentos". "Se está diminuindo o povo, não interessa. Qualquer manifestação é saudável, legítima e necessária. O impeachment é uma questão de tempo. Essa massa surgiu espontaneamente, sem organização nenhuma e tem o intuito de reforçar a marcha que vai chegar em Brasília no dia 27". Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes batiam panelas e gritavam slogans como "Lula cachaceiro, devolve o meu dinheiro" ou "O PT roubou", mimetizando o grito das arquibancadas "o campeão voltou".
 Publicado na Folha de São Paulo em 17/05/15
 
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Nosso crescente mal estar
21/01/2017 | 21h34

Nosso crescente mal estar

Zuenir Ventura é jornalista   zuenir

O ex-presidente FH não afasta a necessidade de ‘algum grau de entendimento’ para que o país saia da crise econômica e política. Talvez só falte combinar com Lula

É crescente o nosso mal estar — ou mau humor — e a culpa pode ser mais uma vez atribuída à presidente Dilma. Uma pesquisa que acaba de ser publicada pela repórter Érica Fraga revela que há nove anos o brasileiro não era tão infeliz quanto nesse primeiro trimestre de 2015. Ao resultado, conhecido como “índice de infelicidade”, se chega numericamente pela soma das taxas de inflação e desemprego, o que provocou nesse indicador, também chamado de “índice de miséria”, um salto de 13,5 para 15,5 pontos nos primeiros meses do ano, o maior desde o fim de 2005. A pior notícia é que a situação não vai continuar assim. Como os dados são consequência da crise econômica, cuja tendência é permanecer ou se agravar, a previsão é que a insatisfação da população vá crescer na mesma proporção em que aumentar a impopularidade do governo, que é das mais altas. A rejeição já impede Dilma de se apresentar em público numa simples cerimônia de casamento, como madrinha, sem ruidosas manifestações de vaias e panelaços. Assim, ela terá mais problemas com que se preocupar, além dos que oferecem o deputado Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros, aliados insaciáveis que dispensam inimigos, pois vivem criando-lhe dificuldades com exigências e cobranças. Agora, por exemplo, esperavam da presidente represália contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que incluiu o nome deles no parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal como suspeitos nas investigações da Operação Lava-Jato (no caso do deputado, o procurador afirmou ter encontrado ”elementos muito fortes” para investigá-lo). Derrotada frequentemente no Congresso e tropeçando muitas vezes na governabilidade, Dilma vive uma melancólica solidão. Curiosamente, um dos poucos lugares onde não é hostilizada, mas até compreendida, é junto a alguns tucanos. Ainda esta semana, por exemplo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falando para uma platéia de investidores em Nova York, evitou criticá-la. “Esses malfeitos”, disse, usando uma palavra que foi popularizada por Dilma, “vêm de outro governo, isso deve ficar bem claro. Vêm do governo Lula”. Também o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, evitou fazer críticas diretas à presidente e a tratou tão bem que precisou desmentir que ele e FHC façam parte de uma ala moderada que estaria buscando uma conciliação com o governo do PT. Eles negam essa hipótese, mas o ex-presidente não afasta a necessidade de “algum grau de entendimento” para que o país saia da crise econômica e política. Talvez só falte combinar com Lula.
Publicado no jornal O Globo em 16/05/15
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A ÚLTIMA ESTAÇÃO
21/01/2017 | 21h34
No momento em que se discute acaloradamente o estabelecimento, ou não,  de "cotas" de refugiados por países da União Europeia (tal a quantidade deles que mesmo com riscos e mortes se lançam, em condições precárias,  no Mar Mediterrâneo em busca de uma nova chance de vida), o Cineclube Goitacá promove a 1ª Mostra Líbano-Goytaca de Cinema. O evento é em parceira com a Associação Cultural Líbano Goitacá e o Centro de Memória do Campus Campos - Guarus IFF. Será amanhã, quarta-feira (20),  às 19h, no auditório do IFF Guarus com o filme "A Última Estação". Trata da vinda dos emigrantes Libaneses para o Brasil. A entrada é franca, aberta a todos interessados pelo assunto. Após a exibição haverá debate. Um bom programa! mostra cineclube
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Uma sobrevivente
21/01/2017 | 21h34
Nascida em área nobre da ventilada Orla de Guarus, vizinha do Rio Paraíba do Sul, no Jardim Carioca. A coitada faz de tudo para resistir à praga que a sufoca,mas, está difícil! IMG_5396 Brincadeirinha à parte, esta é apenas uma, de tantas, das escassas árvores da cidade de Campos. Em outras partes do planeta o poder público já acordou para a necessidade de preservá-las para o bem do Homem como, por exemplo, em Berlim (Alemanha) onde cada pé de árvore é identificado. Cada uma tem um plaquinha afixada, como se fosse um registro geral com espécie, data de plantio e intervenções fitossanitárias praticadas.  Esses dados são digitalizados em programa específico de controle. E assim a cidade é verde.
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Ossos do (gigante) ofício
21/01/2017 | 21h34
Estive no mês passado na Galeria Scenarium, Rio de Janeiro. Fica em um sobrado, daqueles antigos de um Rio passado: provavelmente erguido em 1874. Faz parte, com orgulho, dos bens protegidos da cidade. Este prédio encantador com fachada azul de ladrilhos esmaltados foi restaurado e fica na Rua do Lavradio. Queria ver a exposição " TRAÇO LIVRE do Limite do Humor à Liberdade de Expressão". Lindo espaço, impecável no cuidado e apresentação dos trabalhos. Exposição concisa, finamente disposta por todo o piso térreo. Dá gosto ver a arte tratada de forma profissional. No final, nós da assistência nos sentimos respeitados e valorizados. Bom, trago uma primeira seleção do que vi para vocês. É do genial humorista brasileiro Miguel Paiva. Nos desenhos,  a dificuldade histórica que o humor enfrenta para existir e cumprir o seu quinhão na criação, ao não se curvar aos poderes e poderosos, sejam eles quais foram. São corajosos os que desafiam o status quo. Em mim, despertam profunda admiração. Nos ensinam. FullSizeRender(21) FullSizeRender(22) FullSizeRender(23) FullSizeRender(24) FullSizeRender(25) FullSizeRender(26) FullSizeRender(27)          
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Ainda sobre o Mercado Municipal
21/01/2017 | 21h34
No início deste ano (2015), o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão responsável pela proteção do patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro, enviou solicitação ao Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam), ao promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa, e à prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, recomendando a interrupção das obras em curso pela PMCG no entorno do Mercado Municipal de Campos (ver aqui). Além disso,  o Inepac comunicou a abertura do processo de tombamento do prédio do Mercado, tendo em vista o interesse cultural do prédio a nível estadual. [caption id="attachment_8957" align="aligncenter" width="390"]mercado inepac Foto Valmir Oliveira[/caption] Na mesma época, setores da sociedade civil criaram uma petição online na Avaaz , dirigida ao MPE/sede regional de Campos, requerendo a suspensão das obras. A petição indicava que as tais obras (apresentadas pela PMCG como de "revitalização") sufocam e descaracterizam o Mercado, ferem o artigo nº6 da lei nº8.487, de 2013. — A lei nº8.487, de 2013, diz que nada pode interferir na visualização, na ambiência e na qualidade urbanística de um bem que seja tombado como patrimônio histórico. E o projeto aprovado pelo Coppam deixa como visíveis apenas a fachada do Mercado (a parte voltada para a Rua Formosa) e a parte de cima da torre do relógio. Essas obras emparedam o Mercado — comentou o arquiteto Renato Siqueira, um dos membros da sociedade civil que assinaram a petição da Avaaz. Renato é membro do Observatório Social. Em artigo publicado na Folha da Manhã assim se pronunciou: “Ratificamos o descaso e falta de interesse em oferecer o melhor à população, ao prédio histórico tombado, ao ambiente urbano do principal equipamento do Centro Histórico, bem como aos permissionários, que merecem respeito e locais adequados para desempenharem as suas funções, cujos projetos existem e estão nos arquivos da própria Prefeitura, secretaria de Obras, desde 2003, mas completamente ignorados.”

Feito esta pequena introdução, leio hoje no blog Opiniões (aqui), o posicionamento público do promotor de Justiça de Tutela Coletiva/Núcleo Campos, Marcelo Lessa. Na prática referenda a decisão da PMCG em tocar a obra no entorno do Mercado Municipal. Com respeito à função que exerce na 2ª Promotoria de Justiça/MPE, nem por isso, (ou até mesmo por isso) esta blogueira traz algumas considerações ao impasse que a tantos angustía.

[caption id="attachment_8956" align="alignleft" width="300"]mercado bagunça Foto. Valmir Oliveira[/caption]

É notório que a imundice que toma conta do mercado, com ratos, dejetos e sujeira mesmo, vem de algum tempo, por absoluta falta de manutenção rotineira do prédio, cuidado e higiene. Em Campos, tornou-se hábito do poder público municipal deixar os espaços públicos se deteriorarem a tal ponto em que só uma nova obra é capaz de "revitalizar" o desfeito. Também o atual emparedamento do Mercado Municipal, é resultado de políticas locais imediatistas, não aconteceu por acaso.

Que o problema é complexo, todos concordam. Que envolve interesses distintos, idem. Penso ser da natureza do poder público negociar conflitos, construir o bem estar coletivo (não de grupos), projetar o presente com olhos de perspectiva futura. Campos cresce, nada indica que estancará; cada vez mais o que é de todos, me refiro aos espaços e bens públicos, ganhará importância no cotidiano da sua população.

Qualquer intervenção humana no espaço gera "satisfeitos e insatisfeitos". Assim é com a criação/duplicação das estradas, assim é com a retirada de rodovias que atravessam cidades (caso da vizinha Itaperuna) em que comerciantes se beneficiam, mas que atravancam o deslocamento dos moradores.

E lembro aqui, não se trata apenas de deleite pela preservação do aspecto histórico-arquitetônico, este nos confere identidade. Oscar Niemeyer, dizia que uma obra arquitetônica não vale por suas qualidades funcionais, mas por suas propriedades estéticas: em vez de ser "boa para morar", "boa para trabalhar", ela é "boa para pensar", "boa para integrar". Beleza e funcionalidade não são idênticas, quiçá por isso admiramos construções que há muito perderam qualquer utilidade material (Partenon, Coliseu, Pirâmides...). Penso que é chegado o momento, com tantos já desperdiçados, de só nos movermos em busca das "soluções ideais". [caption id="attachment_8958" align="aligncenter" width="452"]mercado como era foto. autor desconhecido[/caption]  
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E em Campos....O que é isso 'companheiro'?
21/01/2017 | 21h34
Cassar arbitrariamente o direito legítimo de um vereador de discutir e votar matérias do legislativo campista é atitude que arrepia os verdadeiros democratas. Ameaçar com força de segurança (sic) o plenário da Câmara Municipal em qualquer manifestação - no caso em questão foram palmas, simples e finas palmas - é pura arrogância. Imaginem o nobre presidente do legislativo goytacá no papel de presidente da Câmara Federal, requisitaria, pelo andar da carruagem, a presença do Exército. Isso é o resultado da contínua prática apequenada de se fazer política em Campos. É aquela velha história do uso do cachimbo e da boca torta. Democracia não se restringe às eleições, mais do que isso, democracia se define pela forma como é exercido o poder obtido pelo voto. Sugiro que assistam ao vídeo e tirem as suas conclusões.
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'FRISSON' NO VELHO CONTINENTE
21/01/2017 | 21h34
Em uma visita histórica, o presidente da França François Hollande, chegou a Cuba no último domingo (10). É a primeira de um presidente francês desde 1898, final do século XIX, quando da independência de Cuba da Espanha. Desde os anos 1980, é a primeira visita oficial de um chefe de Estado europeu. Neste momento em que Cuba e Estados Unidos reataram as relações diplomáticas, a França quer ser pioneira, de olho em possíveis relações comerciais, apostar na renovação cubana. Ontem (11), Hollande fez um apelo para o fim do embargo dos EUA a Cuba, afirmou que a França fará de tudo para que "a abertura possa se confirmar" e que "as medidas que tanto prejudicaram a ilha possam enfim ser eliminadas". Desde 1991, a França vota a favor da resolução que exige o levantamento do embargo na Assembleia Geral da ONU.
É uma visita de oportunidades. Hollande foi acompanhado de 30 empresários franceses , a delegação incluiu sete ministros e vice-ministros. Como o décimo parceiro econômico da ilha, a França busca expandir sua presença no mercado cubano.
O deslocamento de François Hollande a Cuba suscitou certa excitação na França. O jornal Libération (de gozação) estampou na primeira página uma mistura do retrato do presidente com o do Che Guevara, morto há 48 anos. O fascínio, apesar de enfrentar na atualidade forte contestação ao regime político cubano, data de longe: intelectuais de esquerda alimentavam a esperança de que Cuba ofereceria solução à espinhosa equação entre socialismo e liberdade. Até 1968 este entusiasmo persistiu e mesmo setores da direita vibravam com a atitude de Fidel Castro de "bater pé" frente aos Estados Unidos, aos quais os franceses de um modo geral menosprezam culturalmente.
Francois-Hollande-en-Une-de-Liberation-le-11-mai-2015_exact1024x768_pO presidente francês também se reuniu com o ex-presidente cubano, Fidel Castro, a conversa durou cerca de uma hora.
— Tive diante de mim um homem que fez História. Há um debate sobre qual será seu lugar e quais serão suas responsabilidades na História. Mas, ao vir a Cuba, queria conhecer Fidel Castro, esclareceu Hollande. Fontes. Le Figaro, O Globo  
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Dois destinos
21/01/2017 | 21h34
Desde de garota pensava como ele. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, criada na Zona Sul, cercada pelas favelas nos morros, olhava para cima e vinha a certeza: se no altos tivesse nascida seria outra pessoa. Só não sabia, com precisão, qual a extensão da diferença. Mas, que ela existiria, dúvida não tinha.
Sugiro a leitura do artigo do Luís Fernando Veríssimo, publicado no jornal O Globo, em 07/5/15.
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Luís Fernando Veríssimo                 verissimo

Sua biografia já foi decidida, antes de você nascer. Quem a decidiu você nunca soube quem foi. Seu destino está fixado nas estrelas, mas as estrelas se movem

Você nasceu num vilarejo da África Equatorial. Não importa o seu nome, você é uma entre milhares. Além das outras desgraças que a esperavam, você nasceu mulher. Sobreviver ao parto já foi uma vitória sobre as estatísticas. Chegar viva à sua idade sem sofrer qualquer tipo de mutilação foi um milagre. Sua mãe morreu de uma epidemia, você mal a conheceu. Seu pai você nunca soube quem foi. E seu destino está fixado nas estrelas. Deve haver uma palavra na sua língua para “destino”. Talvez seja a mesma palavra para “danação”. Sua biografia já foi decidida, antes de você nascer. Quem a decidiu você também nunca soube quem foi. Seu destino está fixado nas estrelas — mas as estrelas se movem. Não estão fixadas no mesmo lugar todas as noites. E algumas fogem. Você vê os riscos que deixam no céu as estrelas que fogem. E você decide fugir também. Fugir do seu destino. Fugir da danação. É pouco provável que exista o termo “livre arbítrio” na sua língua. Você o descobre em você. Você inventa sua própria liberdade. E você foge da sua biografia. Com outros do seu vilarejo, caminha para o Norte, para o Mediterrâneo. Não morre no caminho — outro milagre! Não morre sufocada no barco abarrotado de fugitivos que atravessa o Mediterrâneo. Não morre afogada antes de chegar ao seu outro destino, o destino que você escolheu. E começar outra biografia. Ou: Você nasce numa cidade chamada Londres. Seu nome não só importa como é sujeito de uma especulação nacional, até ser escolhido. Sua mãe é linda, seu pai é rico e tem emprego garantido, sua foto provoca êxtases, você já é uma celebridade internacional. Ah, e um detalhe: você é a quarta na linha de sucessão ao trono da Inglaterra. Dependendo da disposição das estrelas, pode acabar rainha. Nada lhe faltará. Mas mesmo que queira, jamais poderá fugir da biografia que prepararam para você. Danação.
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Política de enganar trouxas
21/01/2017 | 21h34
Ontem (06) finalmente a Câmara Federal aprovou - por 252 votos a 227 - o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy como sendo necessário para dar um tranco nas despesas do governo e certo alento à economia. Foi aprovado em parte. A sessão foi longa; entrou noite adentro e deve terminar na tarde de hoje, quinta-feira. Foi como se esperava: tumultuada, barulhenta e hipócrita. Vitória de quem? Difícil dizer. Quem leu o noticiário da grande imprensa, deve ter percebido as inúmeras manobras para que pelo menos o texto-base da principal medida do ajuste fiscal fosse sacramentado. O PMDB cobrou da bancada do PT que votasse a favor Medida Provisória 665 do governo do PT. O PSDB, evidente, jogou pra galera e votou contra, não sem fazer alarde. Mesmo o menor analista político sabe que o PSDB, se eleito tivesse sido, teria sugerido medidas ainda mais rígidas e restrições maiores nos direitos e benefícios sociais dos trabalhadores. Saiu dedo em riste entre os deputados Jandira Feghali (PC d0 B) e Roberto Freire (PPS). O deputado Alberto Braga (DEM), integrante da "bancada da bala" (isso mesmo, na Câmara Federal existe a "bancada da bala") se meteu no conflito dos dois ao se dirigir à Jandira, “mulher que bate como homem tem que apanhar como homem” e ainda chamou “os mais valentes” para brigar após da sessão. Das galerias choveram dólares, falsos naturalmente. E teve panelaço...rs. [caption id="attachment_8922" align="aligncenter" width="590"]hove dolar foto. www.em.com.br[/caption] E os bastidores da política deixaram extravasar: os nobres deputados, mais uma vez, de olho gordo nos cargos do segundo escalão da máquina federal, votaram a favor. Fazem alvoroço com a Lava Jato (desde que não os atinja, porque aí é perseguição), no entanto, se comportam exigindo do mesmo, FAVORES E MAIS FAVORES! Para semana que vem tem a votação da MP 664. Os parlamentares que deram um “voto de confiança” na MP 665 já avisaram: sem a publicação das tais nomeações, votarão contra. Tempos rasos nesse Brasil varonil.  
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Sobre o autor

Luciana Portinho

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