Oito estados do Nordeste e Goiás têm 739 casos suspeitos de microcefalia
21/01/2017 | 19h33
O número de casos suspeitos de microcefalia em recém-nascidos de oito estados da Região Nordeste (Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas, Ceará e a Bahia) e de Goiás chegou a 739 neste ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esses estados nordestinos têm registrado aumento significativo no número de casos de microcefalia em relação aos anos anteriores. A notificação de Goiás foi a primeira fora do Nordeste. No ano passado, em todo o país, foram registrados 147 casos de microcefalia.
O maior número de casos está em Pernambuco (487), primeiro estado a identificar aumento de microcefalia na região. Em 2014, Pernambuco registrou 12 casos. Em seguida, estão a Paraíba (96), Sergipe (54), o Rio Grande do Norte (47), o Piauí (27), Alagoas (dez), o Ceará (nove), a Bahia (oito) e Goiás (um). Entre esses casos, há uma morte que pode estar relacionada à microcefalia, de acordo com o ministério. O caso está em investigação.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que, desde o início da notificação do aumento no número de casos de microcefalia, pesquisadores analisam a hipótese de relação da doença com a infecção pelo vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.
“Pesquisadores, desde o início, estão estabelecendo uma correlação positiva entre a microcefalia e o vírus Zika”, disse o ministro, em entrevista a jornalistas. “O que os pesquisadores estão dizendo é que podemos afirmar com segurança que é acima de 90% a probabilidade de ser verdadeiramente o Zika. Há pesquisadores que chegam a dizer que há 99,5% de certeza que é o Zika vírus. Se tivéssemos uma literatura internacional que nos respaldasse, não tinha nenhum problema. O problema é que tudo que está acontecendo no Brasil é inédito. No mundo todo, não há um caso de epidemia de Zika nem de surto de microcefalia como está acontecendo no Brasil”, completou.
Segundo o ministro, a hipótese foi reforçada por análises da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Exames de laboratório constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba cujos fetos foram confirmados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia. O material genético do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico.
O Ministério da Saúde analisa e investiga esse aumento dos casos de microcefalia em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde e instituições nacionais e internacionais.Recentemente, o ministério declarou emergência em saúde pública de importância nacional para dar maior agilidade às investigações sobre a elevação do número de casos.
A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Os bebês nascem com perímetro cefálico menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 centímetros.
Fonte: Agência Brasil
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Família de empreendedores: os negócios dos filhos de Eduardo Cunha
21/01/2017 | 19h33
Na família Cunha, não é só Eduardo que, segundo o Ministério Público, vive em meio a um emaranhado de empresas. Danielle Cunha, uma das filhas de Cunha, investigada na Lava-Jato, é dona de uma intricada rede de CNPJs. Aos 28 anos, tem em seu nome cinco empresas — negócios que vão de serviços de publicidade à consultoria empresarial.
A consultoria, Mola Brasil, controla outro punhado de empresas, duas delas em sociedade com espanhóis e com matrizes na Espanha. Felipe, o filho advogado de Cunha que teve aulas de tênis pagas com o dinheiro do pai no exterior, não fica atrás no empreendedorismo. Aos 22 anos, tem três empresas: de treinamento educacional ao comércio de artigos esportivos.
Fonte: O Globo / Lauro Jardim
PSDB pede saída de Cunha da presidência da Câmara
21/01/2017 | 19h32
O PSDB divulgou nesta quarta-feira (11) uma nota em que pede o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por conta das acusações de o peemedebista ter se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.
Há algumas semanas, o PSDB já havia soltado uma nota conjunta com outros partidos da oposição em que pedia o afastamento, mas evitava fazer cobranças diretas a ele no plenário.
Na nota desta quarta, o partido reitera o posicionamento já manifestado em outubro e acrescenta que as explicações de Cunha para as acusações de que tem contas no exterior foram "insuficientes".
"[O PSDB] Reitera, de forma ainda mais veemente, posição firmada em nota emitida em outubro, logo depois do surgimento de documentos contra Cunha, oportunidade em que defendeu o seu afastamento da Presidência da Câmara face à gravidade das acusações", diz o texto do partido, apresentado pelo líder na Casa, Carlos Sampaio (SP), e deputados da bancada.
No mês passado, o Ministério Público da Suíça enviou a autoridades brasileiras documentos que, segundo as investigações, apontavam que Cunha possuía conta no exterior alimentada com dinheiro ilegal.
Na última sexta, o presidente da Câmara explicou em entrevista ao G1 e à TV Globo que não é titular das contas, mas sim "usufrutuário".
"Ele não se explicou, não convenceu a bancada do PSDB nem o país, fez alegações soltas, sem o necessário respaldo e provas”, disse Sampaio na entrevista coletiva em que o PSDB apresentou a nota.
Fonte: G1
Rolling Stones anuncia quatro shows no Brasil em 2016
O Rolling Stones anunciou nesta quinta-feira (5) que fará uma turnê pela América Latina, que começará em Santiago, no Chile, no dia 3 de fevereiro de 2016. A banda virá ao Brasil, passando pelo Rio, no estádio do Maracanã dia 20 de fevereiro; São Paulo, no estádio do Morumbi dias 24 e 27 de fevereiro; e Porto Alegre, no estádio Beira-Rio dia 2 de março.
Informações sobre venda de ingressos serão divulgadas em breve. "Adoramos tocar na América Latina e estamos animados em visitar algumas cidades pela primeira vez! Os públicos estão entre os melhores do mundo, eles trazem uma energia incrível!", disse Mick Jagger, em comunicado.
A turnê, a primeira do grupo na América Latina em dez anos, também passará por Buenos Aires, Montevideo, Lima, Bogotá, terminando no dia 14 de março na Cidade do México. Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood devem tocar clássicos dos Stones como "Gimme Shelter”, "(I Can’t Get No) Satisfaction", "Jumpin' Jack Flash", "Sympathy For The Devil", "Start Me Up" e "Miss You".
Segundo a produtora Time for Fun, o palco terá um novo visual, customizado especialmente para os fãs latino-americanos.
Fonte: G1
21/01/2017 | 19h32
O Rolling Stones anunciou nesta quinta-feira (5) que fará uma turnê pela América Latina, que começará em Santiago, no Chile, no dia 3 de fevereiro de 2016. A banda virá ao Brasil, passando pelo Rio, no estádio do Maracanã dia 20 de fevereiro; São Paulo, no estádio do Morumbi dias 24 e 27 de fevereiro; e Porto Alegre, no estádio Beira-Rio dia 2 de março.
Informações sobre venda de ingressos serão divulgadas em breve. "Adoramos tocar na América Latina e estamos animados em visitar algumas cidades pela primeira vez! Os públicos estão entre os melhores do mundo, eles trazem uma energia incrível!", disse Mick Jagger, em comunicado.
A turnê, a primeira do grupo na América Latina em dez anos, também passará por Buenos Aires, Montevideo, Lima, Bogotá, terminando no dia 14 de março na Cidade do México. Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood devem tocar clássicos dos Stones como "Gimme Shelter”, "(I Can’t Get No) Satisfaction", "Jumpin' Jack Flash", "Sympathy For The Devil", "Start Me Up" e "Miss You".
Segundo a produtora Time for Fun, o palco terá um novo visual, customizado especialmente para os fãs latino-americanos.
Fonte: G1
A greve geral de mulheres que tornou Islândia o país 'mais feminista do mundo'
21/01/2017 | 19h32
Há 40 anos, as mulheres islandesas entraram em greve – recusaram-se a trabalhar, cozinhar e cuidar das crianças por um dia. O momento mudou a forma como as mulheres eram vistas no país e ajudou a colocar a Islândia na vanguarda da luta pela igualdade.
O movimento também abriu espaço para que, cinco anos depois, em 1980, Vigdis Finnbogadottir, uma mãe solteira divorciada, conquistasse a Presidência do país, tornando-se a primeira mulher presidente da Europa, e a primeira mulher no mundo a ser eleita democraticamente como chefe de Estado.
Finnbogadottir ocupou o cargo por 16 anos – período que ajudou a fazer a fama da Islândia como "país mais feminista do mundo". Mas ela diz que nunca teria sido presidente se não fosse o que aconteceu naquele ensolarado 24 de outubro de 1975, quando 90% das mulheres do país decidiram demonstrar sua importância entrando em greve.
Em vez de ir aos seus escritórios, fazer tarefas domésticas ou cuidar de crianças, elas foram às ruas, aos milhares, para reivindicar direitos iguais aos dos homens. O movimento ficou conhecido como o "Dia de Folga das Mulheres", e a ex-presidente o vê como um divisor de águas.
"O que aconteceu naquele dia foi o primeiro passo para a emancipação das mulheres na Islândia", disse. "Ele paralisou o país completamente e abriu os olhos de muitos homens".
Bancos, fábricas e algumas lojas tiveram que fechar, assim como escolas e creches – deixando muitos pais sem escolha a não ser levar seus filhos para o trabalho.
Houve relatos de homens se armando com doces e lápis de cor para entreter a multidão de crianças superexcitadas em seus locais de trabalho. Salsichas, fáceis de serem preparadas e populares entre crianças, sumiram rapidamente dos supermercados.
Foi um batismo de fogo para alguns pais, o que pode explicar o outro nome que o dia recebeu: "Sexta-feira longa".
"Ouvíamos crianças brincando enquanto os apresentadores liam as notícias no rádio. Foi uma coisa boa de se ouvir e saber que os homens tinham que tomar conta de tudo", relembra a ex-presidente.
Homens em casa
Apresentadores de rádio ligavam para casas em áreas remotas do país para avaliar como muitas mulheres da zona rural estavam passando o dia, mas o telefone era frequentemente atendido por maridos que haviam ficado em casa para tomar conta das crianças.
Durante a entrevista para a BBC em Reykjavik, Vigdis Finnbogadottir tinha em seu colo uma fotografia em preto e branco emoldurada do comício numa praça central na capital –o maior dos mais de 20 que foram registrados em todo o país.
Finnbogadottir, sua mãe e sua filha de três anos estavam entre as mais de 25 mil mulheres que se reuniram para cantar, ouvir discursos e falar sobre o que poderia ser feito para mudar o país. Foi uma participação enorme para uma ilha de apenas 220 mil habitantes.
Na época, ela era diretora artística da Companhia de Teatro de Reykjavik e havia abandonado os ensaios gerais para participar da manifestação, ao lado de outras colegas.
"Havia um grande poder nisso tudo e um grande sentimento de solidariedade e força entre todas aquelas mulheres que estavam na praça sob o sol", afirma.
Uma banda tocava a música tema do programa Shoulder to Shoulder, uma série da BBC sobre o movimento sufragista que havia sido transmitida na Islândia no início daquele ano.
As mulheres islandesas obtiveram o direito de votar há 100 anos, em 1915 –depois de Nova Zelândia, Austrália, Finlândia e Noruega. Mas nos 60 anos seguintes, apenas nove mulheres conquistaram assentos no Parlamento.
Em 1975, havia apenas três parlamentares mulheres, ou apenas 5% do Parlamento, em comparação com entre 16% e 23% nos outros países nórdicos, o que era uma grande fonte de frustração para a população feminina.
Novo nome
A ideia de uma greve foi proposta pela primeira vez por um movimento radical criado em 1970, o Red Stockings, mas algumas mulheres acreditavam que a ideia era muito agressiva.
"O movimento Red Stockings causou uma grande agitação pelo ataque que fazia às visões tradicionais das mulheres –especialmente entre as gerações mais velhas de mulheres que haviam tentado dominar a arte de ser donas de casa perfeitas", diz Ragnheidur Kristjansdottir, professora de História na Universidade da Islândia.
Mas quando a greve foi rebatizada de "Dia de Folga das Mulheres" teve apoio quase total, incluindo dos sindicatos.
Membros do comitê que organizou greve das mulheres em 1975
Entre as oradoras do comício de Reykjavik estavam uma dona de casa, duas parlamentares, uma representante do movimento de mulheres e uma trabalhadora.
O discurso final foi feito por Adalheidur Bjarnfredsdottir, chefe do sindicato de mulheres que trabalhavam em serviços de limpeza, cozinhas, lavanderias de hospitais e escolas.
"Ela não estava acostumada a falar em público, mas ficou conhecida com esse discurso, porque foi muito forte e inspirador", diz Audur Styrkarsdottir, diretora do Arquivo Histórico das Mulheres da Islândia. "Mais tarde, ela se tornou parlamentar."
Na preparação para o evento, os organizadores conseguiram que emissoras de rádio, de televisão e jornais nacionais fizessem reportagens sobre salários baixos de mulheres e discriminação de gênero. A greve também atraiu a atenção da imprensa internacional.
Mas como os homens se sentiram?
"Acho que no início eles pensaram que era algo engraçado, mas não me lembro de nenhum deles ficar com raiva", relembra a ex-presidente Finnbogadottir. "Os homens perceberam que, se eles fossem contra isso, perderiam popularidade."
'Acontecimento positivo'
Há relatos de que um colega de trabalho teria perguntado ao marido de uma das principais oradoras do comício: "Por que você deixa sua mulher gritar assim em lugares públicos? Eu nunca deixaria minha mulher fazer essas coisas". Ao que ele respondeu: "Ela não é o tipo de mulher que se casaria com um homem como você".
Styrmir Gunnarsson era na época o editor-chefe de um jornal conservador, o Morgunbladid, mas não era contra a ideia. "Eu acho que nunca apoiei uma greve, mas não vi essa ação como uma greve. Era uma demanda por direitos iguais... foi um acontecimento positivo", afirma.
Nenhuma das funcionárias do jornal trabalhou naquele dia. Gunnarsson diz que nenhuma delas teve o dia descontado do salário ou do saldo de folgas, e elas voltaram à meia-noite para ajudar a finalizar a edição, que foi menor do que a habitual: 16 páginas em vez de 24.
"A maioria das pessoas provavelmente subestimou o impacto deste dia naquela época –mais tarde, homens e mulheres começaram a perceber que tinha sido um divisor de águas", diz.
Cinco anos mais tarde, Vigdis Finnbogadottir derrotou três candidatos para a Presidência. Ela se tornou tão popular que foi reeleita sem oposição em duas das três eleições realizadas depois.
Outras conquistas se seguiram. Listas apenas com mulheres começaram a aparecer nas eleições parlamentares de 1983 e um novo partido, a Aliança das Mulheres, conquistou suas primeiros cadeiras no Parlamento. Hoje, o país tem 28 mulheres no Parlamento, o equivalente a 44% dos assentos.
Em 2000, a licença paternidade paga foi introduzida para os homens e, em 2010, o país elegeu sua primeira primeira-ministra, Johanna Sigurdardottir –a primeira chefe de Estado abertamente gay no mundo. Clubes de striptease foram proibidos no mesmo ano.
A Islândia lidera o Índice Global de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial desde 2009, o que significa que é o país do mundo onde há mais igualdade entre homens e mulheres.
No entanto, para a chefe de Iniciativas de Gênero do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), Saadia Zahidi, ainda há trabalho a fazer.
"A presença de mulheres e homens na força de trabalho é quase igual – na verdade, as mulheres são maioria em todos os trabalhos mais qualificados –, mas elas ocupam cerca de 40% dos cargos de liderança e ganham menos do que homens nos mesmos cargos."
Mesmo assim, o impacto da greve e da eleição da primeira presidente foi rapidamente assimilado pelas novas gerações.
Quando Ronald Reagan tornou-se presidente dos Estados Unidos, em 1981, conta-se que um garoto islandês ficou indignado. "Ele não pode ser presidente – ele é homem!", disse ele à sua mãe ao ver a notícia na televisão. Muitas outras crianças do país cresceram acreditando que ser presidente era o trabalho de uma mulher.
Fonte: G1
Polícia investiga se crime contra Taís Araújo foi racismo ou injúria racial
O delegado Alessandro Thiers, responsável pela investigação de ofensas racistas contra a atriz Taís Araújo em redes sociais, afirmou que irá iniciar nesta terça-feira (3) a coleta de dados para descobrir se a pessoa responsável pela publicação irá responder por injúria racial ou racismo.
Em entrevista ao Bom Dia Rio, o delegado explicou a diferença entre os dois crimes. "Nós pretendemos ouvir todos os envolvidos para saber, de fato, o que ocorreu. A injúria racial é com relação a uma pessoa, é individual. O racismo já é contra uma coletividade. Por exemplo, no caso de você impedir que a pessoal frequente um lugar por uma questão racial.
Acusados de injúria racial podem pegar até três anos de prisão. O racismo é considerado mais grave e pode dar pena de até cinco anos.
Notificação
Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, destacou a importância de as pessoas denunciarem esse tipo de crime. "Tudo o que é feito pela internet deixa rastro e a polícia tem condições de chegar até a pessoa, mas, para isso, as pessoas precisam ir até a delegacia e efetuar o registro".
Ainda segundo o delegado, é importante que qualquer vítima de ofensas raciais procure a delegacia para que este tipo de crime não fique impune.
"A internet não é uma página em branco, você não pode publicar qualquer coisa de maneira irresponsável. Tudo o que é pulicado na internet gera uma responsabilidade. A pessoa pode responder não só pelo crime, mas por um dano moral ou qualquer outra coisa", disse.
A foto da atriz que passou a receber comentários preconceituosos de diferentes perfis foi publicada no início de outubro. A hashtag #SomosTodosTaísAraújo, em defesa da artista, virou trending topic no Twitter na manhã deste domingo (1).
Desabafo
Taís desabafou na mesma rede onde foi ofendida e antecipou que vai recorrer à Polícia Federal. No Twitter, reproduziu o texto junto a hashtag "Não Passarão".
"É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça", escreveu.
Outros casos
Em julho, a jornalista Maria Júlia Coutinho também foi alvo de internautas. Na ocasião, oMinistério Público solicitou à Promotoria de Investigação Penal que acompanhasse o caso, com rigor, junto à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).
Injúria
O crime de injúria está previsto no artigo 140 do Código Penal e consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém “na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A pena pode chegar a três anos de reclusão.
Racismo
Já para o crime de racismo, é preciso que um promotor abra um processo contra o autor das ofensas. Os acusados podem responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989. Há várias penas possíveis para racismo, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não tem direito à fiança. A pena varia entre dois e cinco anos de prisão.
Fonte: G1
21/01/2017 | 19h32
O delegado Alessandro Thiers, responsável pela investigação de ofensas racistas contra a atriz Taís Araújo em redes sociais, afirmou que irá iniciar nesta terça-feira (3) a coleta de dados para descobrir se a pessoa responsável pela publicação irá responder por injúria racial ou racismo.
Em entrevista ao Bom Dia Rio, o delegado explicou a diferença entre os dois crimes. "Nós pretendemos ouvir todos os envolvidos para saber, de fato, o que ocorreu. A injúria racial é com relação a uma pessoa, é individual. O racismo já é contra uma coletividade. Por exemplo, no caso de você impedir que a pessoal frequente um lugar por uma questão racial.
Acusados de injúria racial podem pegar até três anos de prisão. O racismo é considerado mais grave e pode dar pena de até cinco anos.
Notificação
Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, destacou a importância de as pessoas denunciarem esse tipo de crime. "Tudo o que é feito pela internet deixa rastro e a polícia tem condições de chegar até a pessoa, mas, para isso, as pessoas precisam ir até a delegacia e efetuar o registro".
Ainda segundo o delegado, é importante que qualquer vítima de ofensas raciais procure a delegacia para que este tipo de crime não fique impune.
"A internet não é uma página em branco, você não pode publicar qualquer coisa de maneira irresponsável. Tudo o que é pulicado na internet gera uma responsabilidade. A pessoa pode responder não só pelo crime, mas por um dano moral ou qualquer outra coisa", disse.
A foto da atriz que passou a receber comentários preconceituosos de diferentes perfis foi publicada no início de outubro. A hashtag #SomosTodosTaísAraújo, em defesa da artista, virou trending topic no Twitter na manhã deste domingo (1).
Desabafo
Taís desabafou na mesma rede onde foi ofendida e antecipou que vai recorrer à Polícia Federal. No Twitter, reproduziu o texto junto a hashtag "Não Passarão".
"É muito chato, em 2015, ainda ter que falar sobre isso, mas não podemos nos calar. Na última noite, recebi uma série de ataques racistas na minha página. Absolutamente tudo está registrado e será enviado à Polícia Federal. Eu não vou apagar nenhum desses comentários. Faço questão que todos sintam o mesmo que eu senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena neste país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça", escreveu.
Outros casos
Em julho, a jornalista Maria Júlia Coutinho também foi alvo de internautas. Na ocasião, oMinistério Público solicitou à Promotoria de Investigação Penal que acompanhasse o caso, com rigor, junto à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).
Injúria
O crime de injúria está previsto no artigo 140 do Código Penal e consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém “na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A pena pode chegar a três anos de reclusão.
Racismo
Já para o crime de racismo, é preciso que um promotor abra um processo contra o autor das ofensas. Os acusados podem responder pelos crimes previstos na Lei 7.716, de 1989. Há várias penas possíveis para racismo, entre elas prisão e multa. O crime de racismo não prescreve e também não tem direito à fiança. A pena varia entre dois e cinco anos de prisão.
Fonte: G1
Pastores de 17 igrejas evangélicas pedem saída de Eduardo Cunha
21/01/2017 | 19h32
Pastores e bispos de 17 igrejas evangélicas criaram um abaixo-assinado pela saída imediata de Eduardo Cunha da presidência da Câmara.
A campanha recolhendo assinaturas continua na internet. Entre as igrejas que assinaram o documento, estão líderes e integrantes da Anglicana, Metodista, Luterana, Batista, Presbiteriana, Congregacional, Sara Nossa Terra, Vyneard, do Nazareno, Cristã de Ipanema, O Brasil para Cristo, Betesda, Aliança Bíblica do Livramento, Capital Augusta, Comunidade Reviver, Rio de Vida, Adventista e Comunidade Gólgota. Representantes do Movimento Jesus Cristo Cura a Homofobia e da Editora Novos Diálogos também já assinaram o pedido.
A propósito, Silas Malafaia também está, aos poucos, pulando fora do barco de Cunha.
Do blog de Lauro Jardim, no O Globo
Brasil precisa investir R$ 63 bi em logística no Sudeste até 2020, diz CNI
21/01/2017 | 19h32
Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mapeou 86 obras consideradas urgentes para garantir o escoamento da produção na região Sudeste do país nos próximos cinco anos. Para que elas fiquem prontas, são necessários investimentos da ordem de R$ 63,2 bilhões.
O valor envolve a modernização e integração do sistema logístico dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A maior parte dos projetos se refere a investimentos em ferrovias (32), seguidos de rodovias (31), portos (22) e duto (1).
A pesquisa mostra que, das 86 obras consideradas prioritárias, apenas 16 estão em andamento. Outras 70 estão em fase de projeto, planejamento ou apenas nos planos do poder público. Para a CNI, é preciso acelerar a execução dos projetos, sob pena de agravar o quadro de saturação já enfrentado por algumas empresas para escoar a produção.
Como exemplo, a entidade cita a BR-116 (Via Dutra), em São Paulo, que opera com quase duas vezes a capacidade em múltiplos trechos da rodovia, e o trajeto da BR-262 entre Bela Vista e Belo Horizonte (MG), que recebe 32% mais carga do que comporta em horários de pico.
As conclusões fazem parte do Projeto Sudeste Competitivo, elaborado pela CNI, em parceria com as federações da indústria da região. O levantamento será apresentado nesta segunda-feira (26), em Belo Horizonte (MG), e encerra uma série de trabalhos que traçam um diagnóstico da malha de transportes nacional.
Economia
A entidade calcula que, uma vez concluídas, as obras consideradas prioritárias vão permitir uma economia anual para o setor produtivo de até R$ 8,9 bilhões com o transporte de cargas. Os benefícios devem chegar a 14 cadeias produtivas, mediante redução no custo de transporte para o recebimento de insumos e para o escoamento da produção.
A fim de identificar os projetos mais urgentes, a pesquisa analisou 337 obras de ampliação e modernização de portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, hidrovias e dutos, cujo investimento total é de R$ 219,1 bilhões até 2020. Neste caso, a CNI estima que a conclusão de todas elas poderia resultar em uma economia anual de R$ 13,4 bilhões na despesa com transporte.
Mapeamento será levado ao governo
Conforme o gerente-executivo de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, os dados da pesquisa serão discutidos nos próximos dias com integrantes do governo federal. A ideia é que o mapeamento sirva de subsídio para a definição de políticas governamentais na região.
“É uma contribuição dessas entidades ao governo para que o Brasil tenha matriz logística mais competitiva. Tem muita obra do governo em andamento nesses eixos e a gente faz uma hierarquia para que as coisas sejam feitas no tempo hábil, priorizando as obras de interesse da indústria”, explicou.
Estão previstas reuniões com representantes do Ministério dos Transportes, Ministério do Planejamento, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Empresa de Planejamento e Logística (EPL).
Participação da iniciativa privada
Para Cardoso, o cenário atual, de crise econômica e redução de investimentos, exige ainda mais planejamento para que as obras efetivamente saiam do papel. “Nessa hora, você tem que pensar mais no futuro, para quando sair da crise ter um planejamento bem feito”, defende.
O gerente-executivo de Infraestrutura da CNI acredita que a saída para viabilizar os investimentos passa pela maior participação da iniciativa privada nos projetos, por meio de concessões. “Lógico que agora está tudo mais difícil, mas tem demanda [para as concessões]”, pondera.
Em junho, o governo federal lançou um pacote de concessões à iniciativa privada, com foco em aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. A promessa da nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) é investir R$ 198,4 bilhões nos próximos anos, por meio das concessões.
Veja os oito eixos logísticos considerados prioritários no Sudeste:
Existentes
- BR-153 Sul: Goiás via Ourinhos (SP)
- Ferrovia ALL: Mato Grosso - Santos (SP)
- BR-050: Brasília (DF) - Santos (SP)
- BR-116 Sul-Nordeste: Via Dutra e Rio de Janeiro
Novos
- Ferrovia EF 354: Anápolis (GO) - Ipatinga (MG) - Açu/Central (RJ)
- Mineroduto Ferro: Morro do Pilar (MG) - Naque (MG) - Linhares (ES)
- Ferrovia: Grão Mogol (MG) - São Mateus (ES)
- Ferrovia MRS e Estrada de Ferro 118: Suzano (SP) - Vitória (ES)
Fonte: G1 com dados da CNI
Em 2018, 70% dos brasileiros terão acesso à banda larga
21/01/2017 | 19h32
O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) tem como meta atingir 70% do Brasil até o final de 2018, destacou o ministro das Comunicações André Figueiredo. "O avanço da Banda Larga, que já alcança 94 milhões de brasileiros, foi impulsionada nos últimos anos, principalmente, pelos acessos móveis. Os smartphones se tornaram nossos inseparáveis computadores de bolso e têm se mostrado indispensáveis instrumentos de inclusão social por meio da tecnologia", disse o ministro.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (21) por André Figueiredo durante a primeira reunião dos ministros das Comunicações dos BRICS, bloco que agrupo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, em Moscou, na Rússia, Também de acordo com Figueiredo, o governo acredita "que a expansão do uso da internet, observada com a massificação dos dispositivos pessoais, se repetirá, em maior escala".
Fonte: governo federal
Fecomércio RJ lança Mapa Estratégico
21/01/2017 | 19h32
O Sistema Fecomércio RJ lança na próxima segunda-feira, dia 26, a partir das 18h30, no Copacabana Palace, o Mapa Estratégico do Comércio do Rio de Janeiro 2015-2020.
O lançamento terá a presença ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, convidado para falar sobre Segurança e Educação. O evento será aberto pelo presidente do Sistema Fecomércio RJ, Orlando Diniz, que debaterá os diferentes aspectos do Mapa com os economistas Fábio Giambiagi e Samuel Pessoa.
O estudo, formulado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, reúne dados inéditos do Estado do Rio de Janeiro e aborda temas que afetam o desempenho do setor, além de embasar propostas para o crescimento sustentável do comércio e da economia no Estado do Rio de Janeiro no período de 2016 a 2020. O Mapa será um instrumento estratégico, ainda, para a atuação do Senac RJ, braço de Educação Profissional do Sistema Fecomércio RJ.
Fonte: Senac/RJ
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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