Romário em Campos
21/01/2017 | 19h11
Quem quiser ver de perto o craque Romário é só dar uma passadinha agora à tarde por Goitacazes. Ele está por lá pedindo votos para deputado federal. É candidato pelo PSB. De manhã, o jogador caminhou pelo Centro e à noite inaugura comitê e faz comício no Parque Nova Brasília. Sempre acompanhado do deputado estadual Wilson Cabral, seu colega de partido, que é candidato à reeleição.
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Falando da aula
21/01/2017 | 19h11
Vejam só que ideia bacana: um professor de Sociologia e Filosofia, que leciona para turmas do ensino médio no Cefa, resolveu criar uma extensão da sala de aula na internet. O blog “libera” a cola, propondo o debate e o estímulo à criatividade no lugar do famoso Ctrl+C, Ctrl+V, e permite a inserção de charges, vídeos e reportagens, o que aproxima o conteúdo teórico da realidade que faz parte do cotidiano dos adolescentes.
O blog, explica o jovem professor Daniel Damasceno — que é graduado em Ciência da Educação, tem mestrado em Sociologia Política e cursa doutorado também em Sociologia Política na Uenf —, não repete o conteúdo da aula. “O que faço no blog são comentários a respeito do que foi conversado em sala”, conta.
Está aí uma ideia para ser copiada. Com tantas ferramentas tecnológicas atraindo a atenção da garotada, é preciso mesmo navegar nas mesmas ondas para conseguir despertar o interesse pelas aulas.
Viagem barulhenta 2
21/01/2017 | 19h11
Agora a Campostur botou frente. Circulam pela linha Campos-São João da Barra ônibus tinindo de novos — e não aquelas sucatas reformadas. Poltronas super confortáveis, ar condicionado... um luxo. Até na imagem a empresa resolveu investir. Criou uma logomarca mais moderna, mudou a cor dos veículos e o uniforme dos motoristas e cobradores está uma graça.
Mesmo sabendo que não é mais que obrigação para quem cobra passagens tão caras, não custa agradecer, lógico. A viagem fica bem mais agradável e segura com ônibus decentes.
Tudo lindo, maravilhoso, mas o velho problema do barulho continua. Já abordei o assunto aqui, focando na mea culpa dos passageiros.
Nos ônibus novos o “serviço” foi sofisticado e agora a Campostur oferece som e imagem. A pequena tela exibe clipes musicais durante todo o trajeto.
Eu já viajei duas vezes no novo busão. Em ambas, com todo respeito a quem curte o estilo e o cantor, tive que suportar um show inteirinho do “sertanejo” Leonardo. E alto. Nem ligando o MP3 no último volume, quase estourando os tímpanos através do fone de ouvido, dá jeito. Ler, nem pensar.
Não custa repetir: aparelho sonoro em ônibus é proibido por lei. O passageiro não é cliente, que a empresa pode se recusar a atender, se quiser. É usuário de um serviço essencial que depende de concessão pública. Não pode ser ao gosto do freguês — no caso o motorista, o cobrador, ou um ou mais passageiros que gostem do sonzinho durante a viagem.
Eu, sinceramente, sinto como se tivesse sido obrigada a desembolsar R$ 7 por um ingresso para ver Leonardo. Pode ser uma promoção e tanto, mas, na boa, nem menos eu pagaria. Além do mais, ônibus é serviço de transporte e não balada, que você entra com a intenção de ouvir música.
Portanto, fica combinado assim: a empresa cumpre a lei e retira o som. Os passageiros escolhem: quem quiser ouvir música, leva seu próprio MP3, MP4 ou o que for, o fone de ouvido, e curte o som de sua preferência; quem não quiser, tem assegurado o seu direito.
Tudo igual
21/01/2017 | 19h11
Enfim, começou a propaganda política na tv. E a regra se confirma: não havia mesmo motivo para tanta expectativa. É tudo muito igual, personagens e discursos. Tudo bem que eleição é importante, que devemos festejar o fato de vivermos em um regime democrático, que não podemos colocar todo mundo no mesmo saco porque tem gente boa no processo e blá blá blá. Mas que o cenário anda desanimando, anda.
Fantástico em Atafona
Uma equipe do Fantástico, da TV Globo, está em Atafona neste final de semana produzindo reportagem sobre o avanço do mar. Desta vez, o fato curioso é o recuo. O fenômeno não chega a ser novidade para quem acompanha o processo, mas eu, sinceramente, não lembro de nenhum tempo em que o mar tenha afastado tanto. A foto abaixo foi feita no começo desta tarde, quando a maré já começava a subir. Mesmo assim, mostra claramente o quanto se formou de praia desde a queda do prédio do Julinho, em abril de 2008. Se o mar vai voltar com força total ou não, ninguém é capaz de prever.
21/01/2017 | 19h11
Uma equipe do Fantástico, da TV Globo, está em Atafona neste final de semana produzindo reportagem sobre o avanço do mar. Desta vez, o fato curioso é o recuo. O fenômeno não chega a ser novidade para quem acompanha o processo, mas eu, sinceramente, não lembro de nenhum tempo em que o mar tenha afastado tanto. A foto abaixo foi feita no começo desta tarde, quando a maré já começava a subir. Mesmo assim, mostra claramente o quanto se formou de praia desde a queda do prédio do Julinho, em abril de 2008. Se o mar vai voltar com força total ou não, ninguém é capaz de prever.
Gigantes
21/01/2017 | 19h11
O empresário Eike Batista contratou ninguém menos que o arquiteto Jaime Lerner para planejar a Cidade X, em São João da Barra. O complexo vai servir de moradia para 250 mil pessoas. Leia (aqui).
Como ficar rico
Não precisa estudar para conseguir trabalho melhor, nem puxar o saco do chefe de olho no aumento, nem tentar a sorte na mega sena. O negócio é ajudar a Igreja Universal a construir uma réplica do templo de Salomão em São Paulo.
Quem chegar junto com algum, prometeu o bispo Macedo — aliás, profetizou, como ele mesmo disse agora de manhã na tv —, vai ficar rico. E não é riqueza espiritual. O próprio bispo deixou claro: é rico de dinheiro mesmo.
O prédio gigante vai custar entre R$ 300 e 350 milhões. Amanhã lançam a pedra fundamental. E começa a corrida pelos envelopes recheados de ofertas templos afora. Depósito bancário também está valendo.
Ah, e eles liberaram geral. Até os católicos, se quiserem, podem dar uma forcinha.
Não é intolerância não, gente. Eu juro. É indignação.
21/01/2017 | 19h11
Não precisa estudar para conseguir trabalho melhor, nem puxar o saco do chefe de olho no aumento, nem tentar a sorte na mega sena. O negócio é ajudar a Igreja Universal a construir uma réplica do templo de Salomão em São Paulo.
Quem chegar junto com algum, prometeu o bispo Macedo — aliás, profetizou, como ele mesmo disse agora de manhã na tv —, vai ficar rico. E não é riqueza espiritual. O próprio bispo deixou claro: é rico de dinheiro mesmo.
O prédio gigante vai custar entre R$ 300 e 350 milhões. Amanhã lançam a pedra fundamental. E começa a corrida pelos envelopes recheados de ofertas templos afora. Depósito bancário também está valendo.
Ah, e eles liberaram geral. Até os católicos, se quiserem, podem dar uma forcinha.
Não é intolerância não, gente. Eu juro. É indignação.
Polêmica das desapropriações longe do fim
Pelo visto, as promessas feitas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) não foram suficientes para acalmar os ânimos dos produtores rurais do quinto distrito sanjoanense, inconformados com a desapropriação de terras na região para dar lugar ao distrito industrial do complexo logístico do Açu.
Ontem um grupo 30 produtores fretou um ônibus e foi ao Rio em busca de apoio. Na Alerj, recebidos pelo deputado Paulo Ramos (PDT), os proprietários de terras conseguiram a realização de audiência pública na Câmara de São João da Barra, em data a ser confirmada. Ontem mesmo o deputado protocolou projeto de decreto legislativo revogando dois decretos do governo estadual referentes à alteração dos limites da área e de concessão de utilidade pública para fins de desapropriação, que tiveram respaldo na lei municipal de macrozoneamento. “Eu entendo que estamos diante de muitas ilegalidades, os interesses econômicos estão prevalecendo em detrimento dos interesses da população”, argumentou Paulo Ramos.
O grupo, liderado pelo vereador pedetista Franquis Areas — que viajou representando o G-5, bancada majoritária de oposição no município —, voltou da capital animado. E não descartou a possibilidade de novas manifestações, como a que fechou um trecho da BR 356 no início do mês passado, para mostrar que há produtores que não querem ser removidos ou reassentados.
Por enquanto, a polêmica, contada (aqui), parece estar longe do final feliz. Na semana passada, a prefeita Carla Machado (PMDB) reuniu-se com o governador e com dirigentes da Codin para tratar de assuntos relacionados ao porto do Açu. Ouviu da Codin duas promessas: que vai ser instalado um escritório no município para negociar, caso a caso, a situação dos produtores e que o projeto de reassentamento será modelo para o Brasil, oferecendo aos produtores rurais escola, creche, praça, centro comercial, além de máquinas e equipamentos agrícolas e assistência técnica.
Para Franquis, isso não basta. “O problema é quando envolve grandes propriedades de terras, a negociação dos investidores é direto com os produtores, mas para os pequenos é imposta a desapropriação. Não se trata só do valor comercial da terras, mas do valor sentimental, cultural, que não estão levando em conta. Tem gente que não quer deixar o lugar onde morou a vida toda. O progresso é bem vindo, mas não pode chegar atropelando esses valores”, defende o vereador, que alfinetou a promessa da Codin: “Essa conversa de instalar escritório em São João da Barra vem sendo feita desde o ano passado e até agora, de concreto, nada”.
Tudo indica que a história vai mesmo render. E só o tempo vai dizer se vão conseguir fazer a omelete sem quebrar os ovos.
21/01/2017 | 19h11
Pelo visto, as promessas feitas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) não foram suficientes para acalmar os ânimos dos produtores rurais do quinto distrito sanjoanense, inconformados com a desapropriação de terras na região para dar lugar ao distrito industrial do complexo logístico do Açu.
Ontem um grupo 30 produtores fretou um ônibus e foi ao Rio em busca de apoio. Na Alerj, recebidos pelo deputado Paulo Ramos (PDT), os proprietários de terras conseguiram a realização de audiência pública na Câmara de São João da Barra, em data a ser confirmada. Ontem mesmo o deputado protocolou projeto de decreto legislativo revogando dois decretos do governo estadual referentes à alteração dos limites da área e de concessão de utilidade pública para fins de desapropriação, que tiveram respaldo na lei municipal de macrozoneamento. “Eu entendo que estamos diante de muitas ilegalidades, os interesses econômicos estão prevalecendo em detrimento dos interesses da população”, argumentou Paulo Ramos.
O grupo, liderado pelo vereador pedetista Franquis Areas — que viajou representando o G-5, bancada majoritária de oposição no município —, voltou da capital animado. E não descartou a possibilidade de novas manifestações, como a que fechou um trecho da BR 356 no início do mês passado, para mostrar que há produtores que não querem ser removidos ou reassentados.
Por enquanto, a polêmica, contada (aqui), parece estar longe do final feliz. Na semana passada, a prefeita Carla Machado (PMDB) reuniu-se com o governador e com dirigentes da Codin para tratar de assuntos relacionados ao porto do Açu. Ouviu da Codin duas promessas: que vai ser instalado um escritório no município para negociar, caso a caso, a situação dos produtores e que o projeto de reassentamento será modelo para o Brasil, oferecendo aos produtores rurais escola, creche, praça, centro comercial, além de máquinas e equipamentos agrícolas e assistência técnica.
Para Franquis, isso não basta. “O problema é quando envolve grandes propriedades de terras, a negociação dos investidores é direto com os produtores, mas para os pequenos é imposta a desapropriação. Não se trata só do valor comercial da terras, mas do valor sentimental, cultural, que não estão levando em conta. Tem gente que não quer deixar o lugar onde morou a vida toda. O progresso é bem vindo, mas não pode chegar atropelando esses valores”, defende o vereador, que alfinetou a promessa da Codin: “Essa conversa de instalar escritório em São João da Barra vem sendo feita desde o ano passado e até agora, de concreto, nada”.
Tudo indica que a história vai mesmo render. E só o tempo vai dizer se vão conseguir fazer a omelete sem quebrar os ovos.
Registro indeferido
21/01/2017 | 19h11
Perturbação do sossego dá multa
21/01/2017 | 19h11
Foi no Distrito Federal. O vizinho barulhento, dono de um bar, vai ter que pagar R$ 32 mil. A notícia está em O Globo Online (aqui). Se a moda pega cá na planície, vai ter muita gente levando prejuízo.
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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