Barbárie e preconceito
21/01/2017 | 19h17
Não se fala em outra coisa nas rodas de conversa. Até aí normal. De fato o povo brasileiro está em choque diante da tragédia de formato inédito cá nas terras tupiniquins. Nos Estados Unidos, sabe-se lá porque, essa história de atirador entrar nas escolas e sair matando todo mundo, até acertar na própria cabeça, acontece com certa frequência. Mas aqui, nunca antes.
Então, a comoção é mais que compreensível e não dá mesmo para ficar indiferente ao presenciar tantas vidas jovens encerradas desta maneira absurda, ilógica, inexplicável.
Mas o que preocupa no teor das conversas — e longe de mim querer impor uma verdade única, ou encerrar discussão tão complexa — é o sentimento que mais uma vez aflora na sociedade brasileira, o discurso que vem das pessoas de bem, em um comportamento que Lúcia Hippólito já chamou de regressão à barbárie.
Invariavelmente, o que vejo é o infeliz rapaz ser classificado de bandido, o que não é o caso. Quem o conhecia já disse que era um sujeito introspectivo, um tanto estranho e agora foi lá e surtou. Isso não é bandidagem. É doença mental. E mesmo que fosse um bandido, o que rola é o mesmo papo de tortura, morte violenta, justiça com as próprias mãos.
É confortante saber que no Brasil o tema pena de morte é cláusula pétrea da Constituição e nunca teremos a possibilidade de um plebiscito. As leis brandas, mais a corrupção no judiciário e no sistema prisional, estão fazendo um estrago no pensamento coletivo e levando a reações como as que assistimos em mais este episódio. A questão é: se as leis estão ruins, a culpa é nossa, porque não sabemos escolher nem cobrar dos nossos legisladores. Se o sistema prisional é essa coisa desorganizada e por vezes desonesta, também é porque não sabemos escolher nem cobrar dos nossos governantes. Então vamos tirar o sofá da sala? Não temos competência para punir nem tentar ressocializar criminosos e então vamos eliminá-los?
Desde ontem já ouvi gente dizer, e mais de uma vez, que o policial na verdade matou o invasor da escola. Não assumiu porque no Brasil as leis protegem o bandido e ele ainda seria preso por isso e blá-blá-blá. Pouco provável. Na correria, tudo indica que o policial acertou na perna do cara mesmo, que, acuado, cumprida parte da “missão”, deu fim à própria vida, assegurando, na sua cabeça doente, a fama pós-morte. Além do mais, ele deixou carta de despedida. Avisou que iria cometer suicídio.
Não vamos confundir as coisas: o policial pode matar em defesa própria ou de outros inocentes. O que não pode, mas a sociedade tem defendido cada vez mais, é imobilizar o bandido e matá-lo. Isso é assassinato. E isso não vale para ninguém, seja mocinho, bandido ou psicopata. Sem contar que, se truculência policial fosse eficaz, o Brasil seria o paraíso.
Por fim, aquele velho papo irritante de falta de deus no coração. Ora, o cara deixou uma carta pedindo perdão a deus. Pode ter sido de forma confusa, reflexo da sua cabeça confusa, mas revelou a crença em uma entidade espiritual. É possível pedir perdão a alguém em cuja existência não se crê? Quem falou que valores morais e éticos, conduta social, senso de justiça têm a ver com espiritualidade? Até quando essa falta de respeito no estado laico à opção pela não-religião? Dizer que quem comete crimes bárbaros não tem deus é afirmar que ateus vão sair por aí atirando em todo mundo. E essa lógica é o maior equívoco cometido pelos preconceituosos.
Quer ver o estrago que um religioso fanático é capaz de fazer com a reputação dos não-crentes? O vídeo abaixo, que exala ódio e intolerância, já foi divulgado na tv.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=vVu23qCSr-o&feature=related[/youtube]
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Kaká: "Nós não somos mercadoria"
O vereador Carlos Machado da Silva, o Kaká (PDT), desmentiu que o agora G-4 da oposição estaria a um passo de se tornar G-3 e ainda afirmou que no grupo a expectativa é pelo retorno de Alexandre Rosa (PPS) à bancada, mantendo vivo o G-5.
“Eu não acredito que Alexandre vá se aliar ao governo. Nós vimos tudo o que ele passou ao nosso lado e fomos seus amigos o tempo todo. Eu prefiro acreditar no Alexandre que conhecemos em 2008, que jamais nos trairia, jamais tomaria uma atitude como essa. Ele vai voltar atrás e retornar. Não vai permitir que seja colocada em dúvida a moral dele, como chefe de família e como político, não vai querer ficar taxado como mercadoria.”
Kaká disse também que espera uma retratação de Alexandre, por ter usado como argumento a preferência do grupo por Betinho Dauaire:
“Ele vai ter que se retratar. O grupo não tem compromisso com candidatura nenhuma. Quem já tinha ido sozinho a Garotinho foi ele, na época da pré-campanha do governo estadual, e não fomos contra. Inclusive apoiamos, por sabermos da sua pretensão política.”
O pedetista afirmou que fala em nome dele e dos três companheiros de oposição — Zezinho Camarão (PPS), Franquis (PDT) e Gersinho (PMDB):
“Nós não somos mercadoria. Não vamos pular para lugar nenhum. Não adianta tomar essa atitude agora porque ninguém vai acreditar. Ninguém vai achar que alguém foi para Carla Machado porque ela ficou mais bonita, mas porque há um preço. E temos nossa integridade”.
21/01/2017 | 19h17
O vereador Carlos Machado da Silva, o Kaká (PDT), desmentiu que o agora G-4 da oposição estaria a um passo de se tornar G-3 e ainda afirmou que no grupo a expectativa é pelo retorno de Alexandre Rosa (PPS) à bancada, mantendo vivo o G-5.
“Eu não acredito que Alexandre vá se aliar ao governo. Nós vimos tudo o que ele passou ao nosso lado e fomos seus amigos o tempo todo. Eu prefiro acreditar no Alexandre que conhecemos em 2008, que jamais nos trairia, jamais tomaria uma atitude como essa. Ele vai voltar atrás e retornar. Não vai permitir que seja colocada em dúvida a moral dele, como chefe de família e como político, não vai querer ficar taxado como mercadoria.”
Kaká disse também que espera uma retratação de Alexandre, por ter usado como argumento a preferência do grupo por Betinho Dauaire:
“Ele vai ter que se retratar. O grupo não tem compromisso com candidatura nenhuma. Quem já tinha ido sozinho a Garotinho foi ele, na época da pré-campanha do governo estadual, e não fomos contra. Inclusive apoiamos, por sabermos da sua pretensão política.”
O pedetista afirmou que fala em nome dele e dos três companheiros de oposição — Zezinho Camarão (PPS), Franquis (PDT) e Gersinho (PMDB):
“Nós não somos mercadoria. Não vamos pular para lugar nenhum. Não adianta tomar essa atitude agora porque ninguém vai acreditar. Ninguém vai achar que alguém foi para Carla Machado porque ela ficou mais bonita, mas porque há um preço. E temos nossa integridade”.
Neco: de fiel escudeiro a prefeitável
21/01/2017 | 19h17
[caption id="attachment_1252" align="aligncenter" width="300" caption="Foto: Folha da Manhã"]
[/caption]
O agricultor José Amaro Martins de Souza, o Neco, é o mais antigo vereador de São João da Barra. Puxador de legenda do PMDB, está no quarto mandato, que abriu mão de exercer para aceitar o desafio de comandar a secretaria municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos. Amigo e fiel escudeiro da prefeita Carla Machado (PMDB), temperamento tranquilo e boa praça, é o preferido dela para a sucessão, mas seu nome não é o único citado entre os governistas.
O blog conversou com Neco na noite de quinta-feira. No mesmo momento, na Câmara, o vereador Alexandre Rosa (PPS) anunciava que estava deixando o G-5 para seguir uma linha independente. A notícia chegou quase no fim da entrevista e Neco falou também sobre o assunto, já prevendo e aprovando a reaproximação do antigo aliado.
Com a novidade, o blog inverteu a pauta e, na mesma noite, já início da madrugada, conversou com Alexandre e postou de frente a entrevista. Segue agora, finalmente, o bate-papo com Neco.
Você é pré-candidato a prefeito?
Sou pré-candidato sim.
Se você é o nome para a sucessão, inclusive com a preferência da prefeita Carla Machado, por que há tantas pré-candidaturas governistas? Por que o martelo não é logo batido para a sua candidatura?
Se a prefeita, como você disse, já declarou a preferência pela minha candidatura, isso não quer dizer que é uma decisão tomada. Somos um grupo, pensamos como grupo. Se outro nome estiver em situação melhor nas pesquisas, estarei de coração aberto para aceitar e apoiar. Eu faço o meu trabalho.
E como estão as pesquisas?
Eu não sei agora. Não estou preocupado com pesquisas agora. Estou trabalhando na secretaria, estou contribuindo com o governo.
Mas essa demora na definição do nome não gera desgaste?
Não, de jeito nenhum. O grupo da prefeita é unido. Ela sempre se coloca muito bem com sua liderança. Todos vão aceitar muito bem o que for melhor.
Os críticos à sua candidatura dizem que a prefeita prefere você porque será uma continuidade e seu mandato não terá independência. Isso procede?
Sempre fui independente e nunca vou deixar de ser. A prefeita Carla confia muito em mim. Eu já provei muitas vezes que nunca vou trair sua confiança. Somos amigos desde quando ela não estava no poder. Contei com ela, sou grato. Mas tenho minhas próprias ideias e agirei com independência.
O G-5 surgiu por sua insistência em se manter na presidência da Câmara. Você ficou dois biênios e quis o terceiro, levando Alexandre Rosa (PPS) e Gersinho (PMDB) para a oposição. Você não se sente culpado pelo fato de a prefeita ter perdido a maioria?
Não vejo desta forma. Não estava cuidando da mesa diretora. Nem Carla. Estávamos na campanha de Rosinha em Campos no segundo turno. Enquanto isso o G-5 foi se reunindo, se formando. Até aí eu não tinha me lançado. Só depois foi que me lancei na esperança de reverter o quadro, porque Alexandre foi eleito no nosso palanque, Gersinho também e a gente esperava que pelo menos um ficasse com a gente. Mas não teve jeito. Não fui eu que antecipei o processo da mesa, foram eles. Eu já tinha o apoio dos três e só faltava mais um.
Carla não esconde a preferência por você, mas não fecha a questão de uma vez no grupo e o processo da sucessão pelo lado governista continua solto. Diante deste quadro, quem seria seu maior adversário hoje: Alexandre, Gersinho, Betinho Dauaire ou os adversários internos, o fogo amigo?
Hoje seria o vereador Alexandre, porque mora na sede do município, está junto da população diretamente. É o nome mais forte. Mas quem for lançado pelo governo será o mais forte e Alexandre o segundo.
Como agricultor, como você está vendo o processo de desapropriações no quinto distrito?
A minha opinião é que as empresas ou até a Codin marquem reuniões com os proprietários do quinto distrito. Eu jamais seria contra o complexo portuário. Eu vim do corte de cana e vi a dificuldade do povo do quinto distrito com a questão do emprego. Hoje tem muita gente trabalhando no porto. Mas quem quiser viver da agricultura, tem área para isso. O distrito industrial não é todo o quinto. O que está faltando, na minha opinião, é mais informação. Na área industrial o valor mínimo pelo alqueire é R$ 60 mil e isso é só areia. Pode chegar até R$ 130 mil se for uma terra produtiva. Fora os benefícios da lavoura, do gado. Isso é bom. Quanto valiam antes as terras? Um terreno no Açu custava R$ 2,3 mil e agora custa R$ 20,3 mil. Mas o que eu acho é que precisa mais diálogo, uma conversa mais clara. Já pedi isso à Codin. Pedi que procurem a população do quinto e conversem. Muitas pessoas de fora ficam colocando terror. Isso confunde.
Falando nisso, como você a participação de Garotinho em defesa dos produtores do quinto distrito?
Nessa briga nós já estamos há muito tempo. Se ele está chegando agora parabéns para ele. A prefeita Carla fez várias reuniões explicando a situação, colocou advogados à disposição. Quer vir agora? Beleza. É um deputado federal, se quer somar vem somar, mas já estamos nisso não é de hoje. Agora, eu não creio que o deputado seja contra as obras do porto do Açu.
Na última eleição da mesa diretora da Câmara todos fecharam com Gersinho e apenas seu voto destoou. O que aconteceu? Você votou errado?
O que aconteceu foi que eu fui para a sessão brincando o tempo todo com Franquis que votaria nele. Não seria para presidente, mas para secretário. Então eu esqueci e votei para presidente. Foi só isso. Mas fiz questão de me justificar. Eu poderia deixar quieto e provocar uma dúvida entre eles. Mas fui verdadeiro.
Voltando à sua pretensão de ser prefeito, o que você faria no governo igual e diferente do governo Carla?
Igual seria a dedicação com o município. Carla é uma pessoa que mora em São João da Barra, está próxima da população e tem feito muito, trabalha com muito carinho. Diferente seria o horário. Ela acorda mais tarde e eu gosto de levantar mais cedo. Ela dobra a noite trabalhando e eu não tenho esse pique de ficar a noite sem dormir. Vou para a cama 21h30, 22h, no máximo, e acordo às 5h. Serei um prefeito mais do dia.
Mas o que hoje ainda não está bom?
A saúde precisa melhorar. Quando tinha o Inbesps, até a decisão jurídica, a situação era melhor, inclusive com alta complexidade. Depois que terminou a saúde piorou. Teve que ter o concurso e o problema é que muitos médicos não vão trabalhar. Não são todos, claro, é um minoria, mas que afeta toda a estrutura. Tem médico que faz quatro plantões por mês, então pega dois atestados, falta mais um e pronto, praticamente falta o mês todo. Depois do concurso piorou. Mas a partir deste ano a saúde vai estar melhor.
E a educação também não precisa melhorar? Os índices estão ruins.
Tem que melhorar, mas já avançou muito. Quantas pessoas hoje podem cursar faculdade por causa das bolsas? O jovem do quinto distrito, que tinha essa realidade distante, está indo para a faculdade. Saem dois ônibus todo dia do quinto.
Você está falando do ensino superior, mas a questão é o ensino básico.
Sim, mas vai melhorar. Temos que nos concentrar nessas áreas.
Com tantas pré-candidaturas colocadas e tanta reviravolta você espera uma disputa ainda mais acirrada em 2012?
Acho que não. Há muitas candidaturas sendo lançadas.
Mas na hora H não ficam dois?
Se ficar será melhor. Eu gosto muito de desafios.
Com você vê a decisão de deixar o G-5, que o vereador Alexandre acaba de tomar? Ele poderia ser o candidato do grupo de situação?
Todos que estão no grupo têm chance.
Mas não seria complicado o processo de aceitação, de reaproximação?
Não sei. Existem muitas pessoas no governo que sempre gostaram de Alexandre. Ele que se afastou.
Ele merece uma segunda chance?
Com certeza. Ele está chegando como o salvador da pátria. O verão foi muito ruim. O G-5 enfrentou desgaste com o corte nos recursos dos shows. E não foi só o verão. Não foi possível aumentar o cartão cidadão também e outras coisas. Alexandre está retornando à casa dele, que é o governo.
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O agricultor José Amaro Martins de Souza, o Neco, é o mais antigo vereador de São João da Barra. Puxador de legenda do PMDB, está no quarto mandato, que abriu mão de exercer para aceitar o desafio de comandar a secretaria municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos. Amigo e fiel escudeiro da prefeita Carla Machado (PMDB), temperamento tranquilo e boa praça, é o preferido dela para a sucessão, mas seu nome não é o único citado entre os governistas.
O blog conversou com Neco na noite de quinta-feira. No mesmo momento, na Câmara, o vereador Alexandre Rosa (PPS) anunciava que estava deixando o G-5 para seguir uma linha independente. A notícia chegou quase no fim da entrevista e Neco falou também sobre o assunto, já prevendo e aprovando a reaproximação do antigo aliado.
Com a novidade, o blog inverteu a pauta e, na mesma noite, já início da madrugada, conversou com Alexandre e postou de frente a entrevista. Segue agora, finalmente, o bate-papo com Neco.
Você é pré-candidato a prefeito?
Sou pré-candidato sim.
Se você é o nome para a sucessão, inclusive com a preferência da prefeita Carla Machado, por que há tantas pré-candidaturas governistas? Por que o martelo não é logo batido para a sua candidatura?
Se a prefeita, como você disse, já declarou a preferência pela minha candidatura, isso não quer dizer que é uma decisão tomada. Somos um grupo, pensamos como grupo. Se outro nome estiver em situação melhor nas pesquisas, estarei de coração aberto para aceitar e apoiar. Eu faço o meu trabalho.
E como estão as pesquisas?
Eu não sei agora. Não estou preocupado com pesquisas agora. Estou trabalhando na secretaria, estou contribuindo com o governo.
Mas essa demora na definição do nome não gera desgaste?
Não, de jeito nenhum. O grupo da prefeita é unido. Ela sempre se coloca muito bem com sua liderança. Todos vão aceitar muito bem o que for melhor.
Os críticos à sua candidatura dizem que a prefeita prefere você porque será uma continuidade e seu mandato não terá independência. Isso procede?
Sempre fui independente e nunca vou deixar de ser. A prefeita Carla confia muito em mim. Eu já provei muitas vezes que nunca vou trair sua confiança. Somos amigos desde quando ela não estava no poder. Contei com ela, sou grato. Mas tenho minhas próprias ideias e agirei com independência.
O G-5 surgiu por sua insistência em se manter na presidência da Câmara. Você ficou dois biênios e quis o terceiro, levando Alexandre Rosa (PPS) e Gersinho (PMDB) para a oposição. Você não se sente culpado pelo fato de a prefeita ter perdido a maioria?
Não vejo desta forma. Não estava cuidando da mesa diretora. Nem Carla. Estávamos na campanha de Rosinha em Campos no segundo turno. Enquanto isso o G-5 foi se reunindo, se formando. Até aí eu não tinha me lançado. Só depois foi que me lancei na esperança de reverter o quadro, porque Alexandre foi eleito no nosso palanque, Gersinho também e a gente esperava que pelo menos um ficasse com a gente. Mas não teve jeito. Não fui eu que antecipei o processo da mesa, foram eles. Eu já tinha o apoio dos três e só faltava mais um.
Carla não esconde a preferência por você, mas não fecha a questão de uma vez no grupo e o processo da sucessão pelo lado governista continua solto. Diante deste quadro, quem seria seu maior adversário hoje: Alexandre, Gersinho, Betinho Dauaire ou os adversários internos, o fogo amigo?
Hoje seria o vereador Alexandre, porque mora na sede do município, está junto da população diretamente. É o nome mais forte. Mas quem for lançado pelo governo será o mais forte e Alexandre o segundo.
Como agricultor, como você está vendo o processo de desapropriações no quinto distrito?
A minha opinião é que as empresas ou até a Codin marquem reuniões com os proprietários do quinto distrito. Eu jamais seria contra o complexo portuário. Eu vim do corte de cana e vi a dificuldade do povo do quinto distrito com a questão do emprego. Hoje tem muita gente trabalhando no porto. Mas quem quiser viver da agricultura, tem área para isso. O distrito industrial não é todo o quinto. O que está faltando, na minha opinião, é mais informação. Na área industrial o valor mínimo pelo alqueire é R$ 60 mil e isso é só areia. Pode chegar até R$ 130 mil se for uma terra produtiva. Fora os benefícios da lavoura, do gado. Isso é bom. Quanto valiam antes as terras? Um terreno no Açu custava R$ 2,3 mil e agora custa R$ 20,3 mil. Mas o que eu acho é que precisa mais diálogo, uma conversa mais clara. Já pedi isso à Codin. Pedi que procurem a população do quinto e conversem. Muitas pessoas de fora ficam colocando terror. Isso confunde.
Falando nisso, como você a participação de Garotinho em defesa dos produtores do quinto distrito?
Nessa briga nós já estamos há muito tempo. Se ele está chegando agora parabéns para ele. A prefeita Carla fez várias reuniões explicando a situação, colocou advogados à disposição. Quer vir agora? Beleza. É um deputado federal, se quer somar vem somar, mas já estamos nisso não é de hoje. Agora, eu não creio que o deputado seja contra as obras do porto do Açu.
Na última eleição da mesa diretora da Câmara todos fecharam com Gersinho e apenas seu voto destoou. O que aconteceu? Você votou errado?
O que aconteceu foi que eu fui para a sessão brincando o tempo todo com Franquis que votaria nele. Não seria para presidente, mas para secretário. Então eu esqueci e votei para presidente. Foi só isso. Mas fiz questão de me justificar. Eu poderia deixar quieto e provocar uma dúvida entre eles. Mas fui verdadeiro.
Voltando à sua pretensão de ser prefeito, o que você faria no governo igual e diferente do governo Carla?
Igual seria a dedicação com o município. Carla é uma pessoa que mora em São João da Barra, está próxima da população e tem feito muito, trabalha com muito carinho. Diferente seria o horário. Ela acorda mais tarde e eu gosto de levantar mais cedo. Ela dobra a noite trabalhando e eu não tenho esse pique de ficar a noite sem dormir. Vou para a cama 21h30, 22h, no máximo, e acordo às 5h. Serei um prefeito mais do dia.
Mas o que hoje ainda não está bom?
A saúde precisa melhorar. Quando tinha o Inbesps, até a decisão jurídica, a situação era melhor, inclusive com alta complexidade. Depois que terminou a saúde piorou. Teve que ter o concurso e o problema é que muitos médicos não vão trabalhar. Não são todos, claro, é um minoria, mas que afeta toda a estrutura. Tem médico que faz quatro plantões por mês, então pega dois atestados, falta mais um e pronto, praticamente falta o mês todo. Depois do concurso piorou. Mas a partir deste ano a saúde vai estar melhor.
E a educação também não precisa melhorar? Os índices estão ruins.
Tem que melhorar, mas já avançou muito. Quantas pessoas hoje podem cursar faculdade por causa das bolsas? O jovem do quinto distrito, que tinha essa realidade distante, está indo para a faculdade. Saem dois ônibus todo dia do quinto.
Você está falando do ensino superior, mas a questão é o ensino básico.
Sim, mas vai melhorar. Temos que nos concentrar nessas áreas.
Com tantas pré-candidaturas colocadas e tanta reviravolta você espera uma disputa ainda mais acirrada em 2012?
Acho que não. Há muitas candidaturas sendo lançadas.
Mas na hora H não ficam dois?
Se ficar será melhor. Eu gosto muito de desafios.
Com você vê a decisão de deixar o G-5, que o vereador Alexandre acaba de tomar? Ele poderia ser o candidato do grupo de situação?
Todos que estão no grupo têm chance.
Mas não seria complicado o processo de aceitação, de reaproximação?
Não sei. Existem muitas pessoas no governo que sempre gostaram de Alexandre. Ele que se afastou.
Ele merece uma segunda chance?
Com certeza. Ele está chegando como o salvador da pátria. O verão foi muito ruim. O G-5 enfrentou desgaste com o corte nos recursos dos shows. E não foi só o verão. Não foi possível aumentar o cartão cidadão também e outras coisas. Alexandre está retornando à casa dele, que é o governo.
Alexandre: "Não aceitarei votar pressionado por executivo ou legislativo"
Já estava na agenda do blog publicar hoje um bate-bola e o formato de fato foi mantido, mas o personagem mudou. Pois justamente no momento em que eu entrevistava o vereador Neco (PMDB), secretário municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, pré-candidato à sucessão da prefeita Carla Machado (PMDB), chegou a notícia que balançou 9.0 na escala Richter o tabuleiro da política sanjoanense.
O post com a entrevista de Neco, cujo conteúdo traz também declarações interessantes — inclusive sobre a notícia fresquinha —, não vai tardar. Mas o blog procurou logo saber do vereador Alexandre Rosa (PPS) o que o levou a abandonar o até então indissolúvel G-5.
O que motivou sua decisão?
Foi uma decisão política. Nós tínhamos um acordo político no grupo, o G-5, como intitulado pela mídia, mas desde o verão, o carnaval, eu venho fazendo uma reflexão com minha família, meus amigos. Venho sentindo uma frieza da população comigo, por tudo o que foi feito por setores da mídia, me colocando o tempo todo como testa de ferro de tudo, de colocar tudo na minha conta. Acontece que mesmo eu não concordando com muitas coisas propostas pelo governo, reconheço que houve perdas para parte da população, como os ambulantes, por exemplo, que clamaram por apoio. E eu não atendi por uma questão de grupo.
Isso é uma confissão de arrependimento?
Não, mas vejo que pode haver outras formas de fiscalizar. O dinheiro é destinado, a Câmara aprova e após o evento feito, a obra feita, depois do recurso utilizado, temos que fiscalizar onde foi empregado, como foi. Não tivemos este plano B.
Você sugeriu isso ao grupo?
Mais de uma vez. E nada. Tinha que manter a palavra, ser firme, seguir adiante, doa a quem doer. Parte deste setor, os ambulantes, acabou, não sei se sendo manipulado, fazendo todas as manifestações e isso criou um desgaste. Desde o verão todo esse episódio vem caindo na minha conta. É um desgaste muito grande político e pessoal.
Caiu na sua conta por quê?
Porque eu era o presidente, por ser sido líder. Não me vejo com pretensões de ser candidato futuramente atravancando as ações do governo. E vejo que eu tenho que fazer uma política de propostas e dizer que, com a experiência administrativa que tenho, mais a experiência política hoje e de administração pública pela presidência, além da condição de sanjoanense nato, eu poderia usar o discurso de que poderia fazer muito mais do que foi feito. Eu sempre pensei dessa forma, que as coisas devem acontecer assim. Lá na frente, se for ou não candidato, trabalhar em cima de propostas e não de retaliações.
E por que não agiu assim antes? Você diria que foi usado?
Não posso dizer usado, mas que muitas vezes votei porque era o compromisso do grupo e essa situação chegou no limite.
O grupo ficou mais radical?
Eu não quis a presidência para colocar barreira, eu queria o diálogo institucional.
Você não está fazendo um discurso de vereador governista?
Não estou dizendo que o certo é votar em tudo e depois fiscalizar. A postura que assumo é de independência. Se vierem propostas que não trarão ganho para a população e sim para atender a determinados interesses não posso votar. Porém, quando me reporto a festas, ao verão, que envolvem vários setores da sociedade, como ambulantes, comerciantes, quando vêm aí as festas religiosas, que a tradição do município exige que aconteçam, não posso não aprovar. Quer esse recurso? É para o ano inteiro? Não gasta só no verão. E também vamos considerar que temos outras prioridades, como a saúde, a educação, com índices que não são os melhores. Ou seja, e a independência de voto na câmara. Não aceitarei votar pressionado por legislativo ou executivo. Votarei com a minha consciência no que julgar bom para a população. Fui eleito para isso. Represento mais de mil eleitores e todo o município, porque não sou vereador só de quem votou em mim.
Para um pré-candidato a prefeito, não é uma postura de isolamento?
Não estou me isolando do legislativo ou do executivo. Como presidente de mais de uma comissão na Câmara, membro também, tenho que analisar e ver se realmente o que está sendo apreciado é importante para a população, para o município. É o meu papel de vereador. Politicamente estarei buscando meu espaço com o partido, com possíveis aliados.
Quais seriam os possíveis aliados?
Lideranças comunitárias principalmente, Os maiores cabos eleitorais do candidato a prefeito são os candidatos a vereador. Aliás, o PPS terá uma assembléia no Rio segunda-feira e depois de muito tempo como oposição vai discutir uma possível aliança com o PMDB no nível estadual.
Isso aproximaria você de Carla Machado?
Não sei em nível municipal como serão as alianças. Lembrando também que tem eleição para o PPS em abril e eu sou candidato a presidente.
O vereador Gersinho, em entrevista recente ao blog, disse o que G-5 só se dissolveria se um dos vereadores morresse. Havia um pacto?
Nunca houve pacto de sangue no grupo, nem nada disso. Era um compromisso mesmo de palavra que foi honrado. No primeiro biênio eu seria presidente, no segundo seria Gersinho. Hoje mesmo (na sessão dessa quinta) aprovei a nova estrutura da Câmara que dará a Gersinho governabilidade no legislativo municipal. Porém, vejo que maior do que o compromisso com o grupo é o compromisso com o povo. Hoje o que se retrata não é o mesmo compromisso. Sempre tive a preocupação de, enquanto presidente, não melindrar os integrantes do grupo, por haver outros prefeitáveis.
É uma crítica a Gersinho?
Pode ser. Sabendo que Gersinho tinha pretensão eu não me colocava, não escondia, mas não impunha. Nunca afrontei Betinho por saber que dentro do grupo existia um nome, que é o Franquis, que possui ligação estreita com ele.
Ter tomado a decisão agora tem a ver com a aproximação de parte do G-5 com Betinho e Garotinho, no episódio das desapropriações do quinto distrito?
Tudo pesa. É um conjunto de fatores.
Existe a possibilidade de uma reaproximação com o grupo da prefeita?
Não está descartada a possibilidade de haver uma aproximação.
É um convite a ela?
Não é um convite. Estou reafirmando que assumo uma postura independente e, desta forma, não fecho nenhuma porta. A política em São João da Barra é sempre muito polarizada.
Você foi vereador governista, reeleito no palanque governista e virou oposição. Acha que seria bem aceito novamente no grupo?
Não sei como seria a adesão das pessoas, depois de tantos embates. Mas não estamos falando de nada concreto. São conjecturas, são possibilidades. A decisão que tomei hoje foi uma decisão política em relação ao meu posicionamento no legislativo. Mas é claro que isso terá reflexos na política eleitoral. Não fecho portas. Meu compromisso é com o município. É no compromisso com São João da Barra que eu estou focado.
Com a sua saída do G-5 podemos contabilizar cinco pré-candidaturas: Betinho, com apoio de Garotinho, o nome que vai sair do governo, com apoio da máquina, Gersinho, com o poder no legislativo, padre Francisco, que ainda alinhava apoios e você, agora independente. Qual será o motor do seu projeto de ser prefeito?
Vou fazer assim como fiz na minha campanha de vereador, conversando com a população, buscando parceiros, lideranças. Não cheguei agora. É um caminho já começado e que vai somando forças, avançando.
21/01/2017 | 19h17
Já estava na agenda do blog publicar hoje um bate-bola e o formato de fato foi mantido, mas o personagem mudou. Pois justamente no momento em que eu entrevistava o vereador Neco (PMDB), secretário municipal de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, pré-candidato à sucessão da prefeita Carla Machado (PMDB), chegou a notícia que balançou 9.0 na escala Richter o tabuleiro da política sanjoanense.
O post com a entrevista de Neco, cujo conteúdo traz também declarações interessantes — inclusive sobre a notícia fresquinha —, não vai tardar. Mas o blog procurou logo saber do vereador Alexandre Rosa (PPS) o que o levou a abandonar o até então indissolúvel G-5.
O que motivou sua decisão?
Foi uma decisão política. Nós tínhamos um acordo político no grupo, o G-5, como intitulado pela mídia, mas desde o verão, o carnaval, eu venho fazendo uma reflexão com minha família, meus amigos. Venho sentindo uma frieza da população comigo, por tudo o que foi feito por setores da mídia, me colocando o tempo todo como testa de ferro de tudo, de colocar tudo na minha conta. Acontece que mesmo eu não concordando com muitas coisas propostas pelo governo, reconheço que houve perdas para parte da população, como os ambulantes, por exemplo, que clamaram por apoio. E eu não atendi por uma questão de grupo.
Isso é uma confissão de arrependimento?
Não, mas vejo que pode haver outras formas de fiscalizar. O dinheiro é destinado, a Câmara aprova e após o evento feito, a obra feita, depois do recurso utilizado, temos que fiscalizar onde foi empregado, como foi. Não tivemos este plano B.
Você sugeriu isso ao grupo?
Mais de uma vez. E nada. Tinha que manter a palavra, ser firme, seguir adiante, doa a quem doer. Parte deste setor, os ambulantes, acabou, não sei se sendo manipulado, fazendo todas as manifestações e isso criou um desgaste. Desde o verão todo esse episódio vem caindo na minha conta. É um desgaste muito grande político e pessoal.
Caiu na sua conta por quê?
Porque eu era o presidente, por ser sido líder. Não me vejo com pretensões de ser candidato futuramente atravancando as ações do governo. E vejo que eu tenho que fazer uma política de propostas e dizer que, com a experiência administrativa que tenho, mais a experiência política hoje e de administração pública pela presidência, além da condição de sanjoanense nato, eu poderia usar o discurso de que poderia fazer muito mais do que foi feito. Eu sempre pensei dessa forma, que as coisas devem acontecer assim. Lá na frente, se for ou não candidato, trabalhar em cima de propostas e não de retaliações.
E por que não agiu assim antes? Você diria que foi usado?
Não posso dizer usado, mas que muitas vezes votei porque era o compromisso do grupo e essa situação chegou no limite.
O grupo ficou mais radical?
Eu não quis a presidência para colocar barreira, eu queria o diálogo institucional.
Você não está fazendo um discurso de vereador governista?
Não estou dizendo que o certo é votar em tudo e depois fiscalizar. A postura que assumo é de independência. Se vierem propostas que não trarão ganho para a população e sim para atender a determinados interesses não posso votar. Porém, quando me reporto a festas, ao verão, que envolvem vários setores da sociedade, como ambulantes, comerciantes, quando vêm aí as festas religiosas, que a tradição do município exige que aconteçam, não posso não aprovar. Quer esse recurso? É para o ano inteiro? Não gasta só no verão. E também vamos considerar que temos outras prioridades, como a saúde, a educação, com índices que não são os melhores. Ou seja, e a independência de voto na câmara. Não aceitarei votar pressionado por legislativo ou executivo. Votarei com a minha consciência no que julgar bom para a população. Fui eleito para isso. Represento mais de mil eleitores e todo o município, porque não sou vereador só de quem votou em mim.
Para um pré-candidato a prefeito, não é uma postura de isolamento?
Não estou me isolando do legislativo ou do executivo. Como presidente de mais de uma comissão na Câmara, membro também, tenho que analisar e ver se realmente o que está sendo apreciado é importante para a população, para o município. É o meu papel de vereador. Politicamente estarei buscando meu espaço com o partido, com possíveis aliados.
Quais seriam os possíveis aliados?
Lideranças comunitárias principalmente, Os maiores cabos eleitorais do candidato a prefeito são os candidatos a vereador. Aliás, o PPS terá uma assembléia no Rio segunda-feira e depois de muito tempo como oposição vai discutir uma possível aliança com o PMDB no nível estadual.
Isso aproximaria você de Carla Machado?
Não sei em nível municipal como serão as alianças. Lembrando também que tem eleição para o PPS em abril e eu sou candidato a presidente.
O vereador Gersinho, em entrevista recente ao blog, disse o que G-5 só se dissolveria se um dos vereadores morresse. Havia um pacto?
Nunca houve pacto de sangue no grupo, nem nada disso. Era um compromisso mesmo de palavra que foi honrado. No primeiro biênio eu seria presidente, no segundo seria Gersinho. Hoje mesmo (na sessão dessa quinta) aprovei a nova estrutura da Câmara que dará a Gersinho governabilidade no legislativo municipal. Porém, vejo que maior do que o compromisso com o grupo é o compromisso com o povo. Hoje o que se retrata não é o mesmo compromisso. Sempre tive a preocupação de, enquanto presidente, não melindrar os integrantes do grupo, por haver outros prefeitáveis.
É uma crítica a Gersinho?
Pode ser. Sabendo que Gersinho tinha pretensão eu não me colocava, não escondia, mas não impunha. Nunca afrontei Betinho por saber que dentro do grupo existia um nome, que é o Franquis, que possui ligação estreita com ele.
Ter tomado a decisão agora tem a ver com a aproximação de parte do G-5 com Betinho e Garotinho, no episódio das desapropriações do quinto distrito?
Tudo pesa. É um conjunto de fatores.
Existe a possibilidade de uma reaproximação com o grupo da prefeita?
Não está descartada a possibilidade de haver uma aproximação.
É um convite a ela?
Não é um convite. Estou reafirmando que assumo uma postura independente e, desta forma, não fecho nenhuma porta. A política em São João da Barra é sempre muito polarizada.
Você foi vereador governista, reeleito no palanque governista e virou oposição. Acha que seria bem aceito novamente no grupo?
Não sei como seria a adesão das pessoas, depois de tantos embates. Mas não estamos falando de nada concreto. São conjecturas, são possibilidades. A decisão que tomei hoje foi uma decisão política em relação ao meu posicionamento no legislativo. Mas é claro que isso terá reflexos na política eleitoral. Não fecho portas. Meu compromisso é com o município. É no compromisso com São João da Barra que eu estou focado.
Com a sua saída do G-5 podemos contabilizar cinco pré-candidaturas: Betinho, com apoio de Garotinho, o nome que vai sair do governo, com apoio da máquina, Gersinho, com o poder no legislativo, padre Francisco, que ainda alinhava apoios e você, agora independente. Qual será o motor do seu projeto de ser prefeito?
Vou fazer assim como fiz na minha campanha de vereador, conversando com a população, buscando parceiros, lideranças. Não cheguei agora. É um caminho já começado e que vai somando forças, avançando.
Greve no porto do Açu em destaque
21/01/2017 | 19h17
Jair Bolsonoro em mais um patético show
21/01/2017 | 19h17
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) é daquelas figuras que dificilmente gente de bem ia querer como amigo. Mas desta vez ele se superou e só falou absurdos no "Povo quer saber", do CQC. O pior é saber que a criatura está lá em Brasília, nos representando, porque teve o mandato legitimado pelo voto.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=HyaqwdYOzQk[/youtube]
O distrito industrial na visão do economista
21/01/2017 | 19h17
Aproveitando o gancho da greve dos operários do porto do Açu, o economista Alcimar Chagas explica porque não concorda com a utilização do termo distrito industrial dentro da realidade do quinto distrito sanjoanense. Confira aqui.
E a Delegacia Legal de São João da Barra?
21/01/2017 | 19h17
Passou o verão e a inauguração da 145ª Delegacia Legal de São João da Barra continua na promessa. A obra está pronta há mais de seis meses. Primeiro foi a Ampla, depois a Cedae e agora não tem mais nenhuma desculpa. Até equipado o prédio já está e faz tempo.
Semana passada a Câmara aprovou requerimentos do vereador Franquis Areas (PDT) cobrando da secretaria estadual de Segurança Pública que agende finalmente a data. Seguiu cópia para o gabinete do governador Sérgio Cabral.
O blog já reclamou duas vezes da demora: em setembro e em janeiro. Da segunda vez chegou a fazer contato com a secretaria de Segurança, que prometeu inaugurar em fevereiro, mas abril já está chegando e nada.
Que mistério é esse que faz a DP do município continuar funcionando em um prédio alugado, com localização totalmente inadequada, se há um prédio bonito, novinho em folha, esperando para ser ocupado?
A trilha sonora da conquista
Anda rolando na net uma divertidíssima análise sobre a evolução da conquista através das músicas que marcaram época. Confiram só como é engraçado e, ao mesmo tempo, lamentável:
Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...".
Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua,
tem os olhos onde a lua,
costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho,
vai claridade buscar".
Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar".
Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito
não é maior que o meu amor, nem mais bonito.
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar,
como é grande o meu amor por você...".
Década de 70:
Ele chega em seu Fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas Roadstar:
"Foi assim, como ver o mar,
a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar...
Quando eu mergulhei no azul do mar,
sabia que era amor e vinha pra ficar...".
Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara.
Choque entre o azul e o cacho de acácias,
luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...".
Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz.
Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?".
Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim!
Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim!
Vou aparar pela rabiola!
Vou sim, vou sim!".
Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:
"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!".
Em 2003:
Ele oferece uma música no "baile":
"Pocotó, pocotó, pocotó... minha éguinha pocotó!".
Em 2004:
Ele a chama pra dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas!
Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada, elas estão descontroladas!".
Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lelê!".
Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!!
Piriri, piriri, piriri, alguém ligou pra mim!".
Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:
"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au!
Eu sou o lobo mau, au, au!
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer".
Só faltou acrescentar 2011 com mais uma pérola de duplo sentido:
"Liga da Justiça toda dominada,
Agora só tem uma saída!
Foge! Foge Mulher Maravilha.
Foge! Foge! Com Super-Man".
21/01/2017 | 19h17
Anda rolando na net uma divertidíssima análise sobre a evolução da conquista através das músicas que marcaram época. Confiram só como é engraçado e, ao mesmo tempo, lamentável:
Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:
"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor,
de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...".
Década de 40:
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:
"A deusa da minha rua,
tem os olhos onde a lua,
costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho,
que o sol num dourado sonho,
vai claridade buscar".
Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:
"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar".
Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:
"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito
não é maior que o meu amor, nem mais bonito.
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar,
como é grande o meu amor por você...".
Década de 70:
Ele chega em seu Fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas Roadstar:
"Foi assim, como ver o mar,
a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar...
Quando eu mergulhei no azul do mar,
sabia que era amor e vinha pra ficar...".
Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:
"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara.
Choque entre o azul e o cacho de acácias,
luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...".
Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:
"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz.
Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?".
Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:
"Tchutchuca! Vem aqui com o teu tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim!
Eu vou te cortar na mão!
Vou sim, vou sim!
Vou aparar pela rabiola!
Vou sim, vou sim!".
Em 2002:
Ele manda um e-mail oferecendo uma música:
"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!".
Em 2003:
Ele oferece uma música no "baile":
"Pocotó, pocotó, pocotó... minha éguinha pocotó!".
Em 2004:
Ele a chama pra dançar no meio da pista:
"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas!
Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas!
Ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada, elas estão descontroladas!".
Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:
"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lelê!".
Em 2006:
Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:
"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!
Calma, calma foguetinha!!!
Piriri, piriri, piriri, alguém ligou pra mim!".
Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:
"Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au!
Eu sou o lobo mau, au, au!
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer".
Só faltou acrescentar 2011 com mais uma pérola de duplo sentido:
"Liga da Justiça toda dominada,
Agora só tem uma saída!
Foge! Foge Mulher Maravilha.
Foge! Foge! Com Super-Man".
Feliz aniversário, Campos!
21/01/2017 | 19h17
Hoje tem festa na intrépida e formosa Campos dos Goytacazes. E campista emprestada que sou, peço licença aos nativos para me juntar ao brinde.
Parabéns, Campos! Muita saúde, educação, riqueza (para o povo) e justiça!
Sobre o autor
Júlia Maria de Assis
[email protected]
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