Audiência pública da Alerj sobre educação em Campos
Na próxima sexta-feira, 24, às 14h, na Câmara Municipal de Campos, acontece audiência pública da Comissão Permanente de Educação da Alerj, presidida pelo deputado Comte Bittencourt. A audiência foi solicitada pela Federação dos Estudantes de Campos (FEC), que tem como atual presidente Maycon Maciel. Na pauta, a situação das escolas estaduais na cidade.
Meninas de Guarus: audiência pública da Alerj nesta sexta em Campos

Eu já havia postado aqui sobre a audiência pública do caso “Meninas de Guarus”, que acontece em Campos sexta-feira, e prometi voltar ao assunto por perguntas que surgiram nos comentários da primeira postagem. O evento é, sim, aberto a quem quiser assistir. É uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, cujo espaço, a Câmara Municipal de Campos, foi gentilmente cedido pelo presidente, vereador Edson Batista. Aliás, não só os Direitos Humanos, que tem na presidência o deputado estadual Marcelo Freixo, mas participam também da audiência pública outras duas comissões permanentes da Alerj: da Mulher e da Criança, Adolescente e Idoso.
Normalmente as audiências públicas ocorrem na própria Alerj, no Rio de Janeiro, mas o deputado estadual Roberto Henriques, autor do requerimento para a audiência “Meninas de Guarus”, escolheu Campos por ser um assunto local. Outras duas audiências públicas solicitadas por ele, da 1001 e da Ampla, acontecerão na Alerj justamente pelo fato de, nos dois casos, ter a ver com a vida dos moradores de vários municípios.
Errado é errado e pronto
A pessoa tem uma moto, não regulariza, passeia pelas ruas sem habilitação, sem capacete, transportando bebês (quando não é um menor pilotando) e aquela coisa toda que a gente cansa de ver e quando a polícia resolve fazer seu trabalho, o ilegal ainda tem a cara de pau de resmungar que é falta de serviço da PM, que tem ladrão solto por aí e ninguém prende e aquele papo todo sofrível e equivocado sobre prioridades. Ora, ora, então não nos preocupemos em prender os ladrões porque há assassinos soltos — e assassino é pior que ladrão. Pior muito mais do que quem não cumpre as leis de trânsito.
Lei é lei e transgredi-la é contravenção ou crime, dependendo das normas de que se trata a ocorrência. O que acontece é que tem gente por aí tão acostumada com o jeitinho, com a impunidade dos “delitos menores”, que se transforma em um péssimo cidadão. No caso do motociclista inabilitado, mais que isso, um perigo ambulante.
Não tem essa de andar errado de forma mais ou menos grave. Esse discurso de meio termo é fajuto e típico de quem acha que lei existe para ser burlada — se for do seu próprio interesse, lógico.
Já passou da hora de pegar pesado com essa turma que não sabe nada sobre viver em sociedade, cada um fazendo seu papel de forma correta. Todos conhecem a lei, bem ou mal, mas conhecem. Por isso esse papo de conscientização já deu. É registrar, doer no bolso e aprender a lição. Aí sim rola o respeito ao próximo e a noção de civilidade, aquelas coisinhas, sabe, que se todo mundo tivesse nem de lei a gente precisava.
O carro na frente dos bois e a fixação pela boquinha
No dia 3 de maio acontece a primeira audiência da Operação Machadada, deflagrada pela Polícia Federal às vésperas da eleição do ano passado e que levou à prisão, por algumas horas, a então prefeita de São João da Barra, Carla Machado, e o então candidato a vice-prefeito Alexandre Rosa, hoje empossado no cargo. Ambos foram soltos após pagamento de fiança. Há outros processos baseados na mesma operação, do Ministério Público e do PR, partido do candidato Betinho Dauaire. Ou seja, muita água ainda para rolar.
Mas daí, como sempre na cidade, tem a turminha que adora colocar o carro na frente dos bois, por vários motivos, dentre eles a militância apaixonada e a falta de informação. Então quem é governo fica dizendo que isso tudo não dá em nada e quem é oposição já fica prevendo o afastamento do prefeito Neco no próprio dia 3, com a posse de Betinho, na condição de segundo colocado, ou a convocação de novas eleições. Quem está errado? Todo mundo.
O caso é de fato sério. Gravações mostram que houve sim a tentativa — e o sucesso — de influência do poder no resultado eleitoral, tanto na majoritária como na proporcional. A formação da nova Câmara, quase em sua totalidade, se fez como se pretendia mesmo, segundo as provas. Isso quer dizer que os processos vão dar em alguma coisa? Pode até ser. Pode haver alguma decisão judicial que mexa com a realidade política do município tal como é hoje? Quem sabe? O prefeito Neco pode ser afastado do cargo? Tudo pode acontecer, apesar de pouco provável.
O fato é que não dá para parar o mundo e viver de especulações. A Justiça está fazendo o que tem que fazer. Situações semelhantes Brasil afora já deram em alguma coisa e não deram em nada.
O problema é que tem um grupo, dos dois lados, que vive em função dessas possibilidades de reviravolta no cenário político e não corre atrás para tocar a vida. E ela está aí, cobrando cada vez mais competência de todo mundo.
Quem ganhou um carguinho ou contratinho na Prefeitura e na Câmara como consolação por ganhar tendinite de tanto levantar bandeirinha em comício tem mais é que trabalhar e prestar um bom serviço público para todos os cidadãos, eleitores da situação ou não, porque é do bolso de todos nós que sai o dinheiro para pagar seus salários. Quem é oposição e por ainda não ter conquistado uma carreira profissional contava com uma ocupação no governo para ganhar a vida tem é que buscar as oportunidades na iniciativa privada. Ela também existe, sabiam? E, por sinal, por conta do empreendimento no Açu, está com a demanda aquecida. Se não for em São João da Barra, que seja nos municípios vizinhos. Cruzar os braços e cobrar dos “seus” políticos é que não dá.
Cada um enxerga a forma de se fazer justiça de acordo com suas convicções ou interesses. E todos têm o direito de acompanhar o que acontece e torcer da forma que quiser. Mas daí a viver de especulações politiqueiras já é uma outra história.
Vamos trabalhar minha gente, porque o céu nasceu para todos, mas nada cai dele a não ser chuva.
Vacinação contra a gripe prorrogada até 10 de maio
O baixo comparecimento da população aos postos de saúde levou o ministério da Saúde a prorrogar por mais duas semanas a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. A vacinação que estava prevista para terminar nesta sexta-feira, 26, foi prorrogada até o dia 10 de maio.
De acordo com o ministério, até as 18 horas de quarta-feira foram imunizadas 14,9 milhões de pessoas, ou seja, 47,6% da meta prevista pelo governo de imunizar 31,3 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários - incluindo os doentes crônicos e presos. A meta da campanha, que começou dia 15 de abril, é vacinar 80% do público-alvo.
Aos municípios e estados que não atingiram a meta o ministério da Saúde recomendou que intensifiquem a campanha, inclusive com abertura dos postos de vacinação aos sábados. A região Sudeste, por exemplo, vacinou apenas 35,3% do total do público alvo, segundo o ministério.
A vacinação deve ser feita pelos idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados.
Fonte: O Globo On Line
Meninas de Guarus
Não sou de postar assuntos relacionados às pessoas e/ou instituições para as quais eu trabalho com assessoria de imprensa. E estou assessorando o deputado Roberto Henriques. Mas esta é uma exceção que vale fugir à regra. Vem aí a audiência pública do caso "Meninas de Guarus". O deputado Marcelo Freixo, da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, vai estar em Campos especialmente para a audiência. E parece que finalmente o silêncio em torno do assunto, que é tão grave quanto estranho, será quebrado.
Rodoviária Roberto Silveira saturada
A Rodoviária Roberto Silveira, a famosa “rodoviária velha”, de onde saem e chegam os ônibus interdistritais e intermunicipais ligando Campos às cidades mais próximas e vice-versa, já não comporta mais o aumento do número de linhas. Depois de uma obra de maquiagem que demorou duas novelas e meia, por aí, no período de mais um troca-troca de prefeitos da cidade, os terminais ficaram mais bonitinhos, os banquinhos, que só apareceram bem depois, também são mais ajeitados — e o que está ruim de novo não é culpa só do poder público que não faz manutenção, mas dos vândalos burros que jogam fora seu próprio dinheiro —, os quiosques deram uma cara de mais organização, mas o mais importante não mudou, que foi o tamanho da estrutura. Os ônibus que chegam não têm onde parar. Ou encostam no ponto de ônibus, atrapalhando os das linhas locais que circulam pela beira-valão, ou param no meio da rua, próximo à Praça da República, embolando o trânsito, que já não anda legal, e sem qualquer conforto ou segurança para os passageiros que desembarcam. Se estiver chovendo é um problema, pois não há cobertura, sem contar os riscos de atropelamentos.
O fato é que com a chegada do Super Porto do Açu e, na carona, outros grandes empreendimentos não só em São João da Barra e Campos, mas outros municípios próximos, o número de passageiros aumentou, o de linhas também, e o de terminais continua o mesmo. Os ônibus da Campostur não conseguem encostar todos ao mesmo tempo e é preciso sair um no mesmo horário do outro, para o outro encostar e embarcar os usuários, causando atrasos e confusões, porque ninguém nunca sabe qual a sua plataforma. Assim, fica difícil mesmo que a Codemca exija a compra de passagens nos guichês, com a taxa da rodoviária incluída, porque o passageiro não recebe um serviço adequado.
Tem é que crescer a rodoviária. Talvez repensar o espaço da Praça da República, que pode ser reduzida e melhorada (está precisando mesmo) dando vez à ampliação da Roberto Silveira.
É hora de alguém planejar e executar um projeto novo, já prevendo que a demanda crescerá ainda mais em médio prazo. Do jeito que está é que não pode continuar.
Prioridades e prioridades
Aquela velha historinha que tira dinheiro público de uma coisa para colocar em outra menos importante é, na maior parte das vezes, balela. Ora, o poder público tem várias coisas para cuidar, e não há uma só prioridade. Então não patrocina um evento porque tem que ter um pronto socorro melhor, não faz uma urbanização de praça porque ainda estamos longe de ter em São João da Barra, com tão farto orçamento, uma educação pública de qualidade, não faz a porque tem b para fazer e mais todo aquele bla bla bla dos reclamões? Não é bem assim.
Dá para fazer tudo e muito mais, mas o problema é equilibrar e hierarquizar as situações. Eu, particularmente, acho um show ou outro bancado com dinheiro público interessante para atrair visitantes, mas acho um exagero sempre a programação de verão, já há tempos e, mais recentemente, a do circuito junino. Aí sim, a gente pode dizer que na saúde dava para empregar muito e muito mais dinheiro.
O problema não são os investimentos. Tem dinheiro para isso. Os problemas são outros: primeiro, o custeio exagerado, ou seja, a máquina pública gigante, cara, e nem sempre eficiente; segundo, definir não prioridades, mas o que é urgente e o que é importante, o que pode esperar, o que pode segurar, o que pode investir com mais entusiasmo, o que deve segurar no freio. Sinônimo: planejamento.
Não estou dizendo para tirar dinheiro de nada, a não ser de irregularidades, obviamente, se existirem. Quer dizer, estou pedindo para usarem melhor e com honestidade o dinheiro dos meus impostos. Mas, sobretudo, o objetivo aqui é sugerir bom senso e equilíbrio nos gastos públicos e investimentos.
Mas além do que a gente já sabe da saúde, da educação, dos preços surreais dos contratos e tudo o mais, são dois os meus principais sonhos que este governo consiga concretizar em São João da Barra: calçadas planas e alinhadas, proporcionando acessibilidade de verdade, e internet wi-fi em todo o município.
Será que o dinheiro não dá?
Especulação também é um crime covarde
Triste com a morte do radialista sanjoanense Renato Machado, tão brutal, tão chocante. Trabalhamos juntos muitas vezes. E tivemos muitos papos legais em incontáveis oportunidades. Um cara pra cima, daqueles apaixonados pela vida e, no que se refere à nossa profissão, um cara apaixonado pela notícia. Gosto de gente assim, com alma de comunicador.
Mas não só triste, estou também indignada com a especulação, a falta de responsabilidade e mesmo de respeito de algumas pessoas, que saem por aí desvendando o crime, cuja investigação até para a polícia pode não ser fácil, dada a circunstância de como tudo ocorreu.
Eu lamento a morte de Renato e espero que os culpados sejam identificados e punidos conforme a lei. Só não especulo. Seja o motivo passional ou outro qualquer, que a polícia investigue e descubra.
Já basta ter ocorrido uma covardia. Outras cometidas por oportunismo são inadmissíveis. É hora de falar menos e respeitar mais a dor das pessoas. Cada um no seu quadrado.
Previsível, mas nem tanto; tudo tranquilo, mas nem tanto
Neco venceu. Será o próximo prefeito a partir de janeiro. Comemorem, militantes da situação, vocês têm todo o direito. O sabor da vitória é fantástico. Eu já o senti em algumas campanhas. Mas não tripudiem sobre os militantes do candidato que perdeu. Eles também exerceram um direito legítimo da democracia e devem ser respeitados por isso. A oposição é o que equilibra o jogo, que torna justo o debate. Sem ela, voltaríamos aos tempos da ditadura, onde havia uma só voz da razão, uma só versão legitimada. E isso não queremos de volta nunca mais, não é?
Mostrem que têm civilidade e que o município não cresceu somente com a chegada do porto, mas seu povo amadureceu junto politicamente. Já senti também algumas vezes o sabor da derrota. Ele é amargo. Mas não tem nada de indigno.
Mais uma “coça de votos” (termo horrível, aliás, tão usado por alguns fanáticos), exatamente como alardeada pelos militantes mais empolgados — normalmente coincidindo com os mais agressivos e debochados. Mas seja o termo educado ou não, civilizado ou não, são os números. Discutir o quê? Pelo menos desta vez, mesmo sendo pior que em 2008, a derrota não foi em todas as urnas — o que não quer dizer muita coisa, no final das contas.
Betinho tem uma pendência no TSE, que nem causa tanta preocupação — em virtude da vitória unânime no TRE, por não ter sido provado dolo e sim questões burocráticas — quanto causam preocupação as últimas denúncias envolvendo o grupo governista na operação deflagrada há poucos dias pela Polícia Federal. Neste caso, o grupo da situação foi tão competente para blindar o problema arranjando motivos, criando teorias conspiratórias e contra-atacando, quanto o grupo da oposição foi incompetente para tornar público o que de fato interessava, que era o teor das denúncias. São sérias e há provas irrefutáveis do uso da máquina pública no favorecimento da candidatura governista e na tentativa de tomar conta na Câmara por meio de uma série de crimes eleitorais e tantas outras irregularidades que são de deixar qualquer cidadão sério estupefato.
Ou seja, os governistas, hoje campeões do pleito, têm mais do que tratar com seu jurídico do que a oposição. De qualquer forma, nada disso quer dizer que alguma coisa vai mudar. Provavelmente Neco e Alexandre assumem em janeiro e governam por quatro anos, mais quatro se o povo quiser — e se a Justiça deixar. Que façam o melhor por São João da Barra.
E esperemos não mais que poucos meses para conhecer a nova subdivisão do grupo vencedor, de onde sairá um líder de oposição, como tem sido praxe nos últimos anos.
É, São João da Barra, eleição comprada e viciada, como denunciou mais de uma vez o candidato Betinho, e eis o resultado. Haverá reviravolta? Pode até ser que sim, mas provavelmente não. E se houver há prazos, etapas, derrotas e vitórias jurídicas parciais, uma novela sem previsão de quando será o último capítulo nem como se dará seu desfecho. E alimentar esperança agora não seria justo com os militantes que ainda sofrem a derrota.
Por ora, é o que é. E temos o dever de respeitar isso. Boa sorte, juízo e muita ética aos novos governantes. Ah, e como cidadãos independentes e interessados no bom uso do dinheiro público do município, estaremos atentos. Sempre alertas e de olhos bem abertos. Isso não é pegar no pé de quem governa, não é criar caso, nem ficar se metendo. Nada disso. É fazer o papel que nos permite a democracia. O governo que termina em dezembro odeia liberdade de expressão, mesmo que seja exercida com toda a responsabilidade. Tomara que Neco seja diferente.