Só nove países terão pior resultado do PIB que o Brasil em 2015, estima FMI
21/01/2017 | 19h29
A economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre de 2015. Apesar do recuo o país não entrou na chamada "recessão técnica" — para isso, é preciso que haja queda por dois trimestres consecutivos. A expectativa, no entanto, é que o país não esteja longe disso: o FMI estima que o PIB do Brasil tenha uma redução de 1% em 2015, com inflação de 7,8%. Além do Brasil, o Fundo também prevê o encolhimento na economia de outros 15 países este ano. O relatório do FMI traz expectativas para o PIB de mais de 200 países. Desses, nove têm estimativa de um desempenho pior que o do Brasil: Guiné Equatorial (-15,4%), Serra Leoa (-12,8%), Venezuela (-7%), Ucrânia (-5,5%), Vanuatu (-4%), Rússia (-3,8%), Belarus (-2,3), Iêmen (-2,2%) e Libéria (-1,4%). A Armênia e a Moldávia têm previsão de retração de 1% do PIB, como o Brasil. Os outros 4 países da lista têm previsão de queda menos acentuadas. São eles: Brunei (-0,5%), Sérvia (-0,5%), Argentina (-0,3%) e Guiné (-,03%). Em relatório publicado em abril, o FMI estima que a retração de 1% do PIB brasileiro será puxada por uma política fiscal e monetária mais rígida e pelos cortes de investimentos na Petrobras, em um momento de queda na atividade econômica. Fonte: G1
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Justiça autoriza mulher a fazer aborto de gêmeos siameses que sofrem de grave enfermidade
21/01/2017 | 19h29
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) autorizou uma mulher, no sexto mês de gestação, a interromper a gravidez de gêmeos siameses. A paciente pediu permissão para abortar por causa do grave estado em que se encontram os fetos. Segundo os médicos, os gêmeos sofrem de dicefalia. Isso significa que apresentam duplicação da coluna vertebral, quatro membros e coração único. Tal condição os impedirá, irremediavelmente, de viver depois do nascimento. Na decisão, os desembargadores entenderam que a enfermidade, por impossibilitar a vida dos bebês fora do útero, se assemelha aos casos de fetos anencéfalos (sem cérebro), cujo aborto é autorizado pela Justiça. De acordo com laudos médicos, além da improbabilidade de as crianças resistirem ao parto, há também os riscos que envolvem a gestação, como polidramnia (excesso de líquido amniótico), hipertensão, complicações relacionadas ao procedimento de parto e a possibilidade de a paciente se tornar estéril para o resto da vida. Os magistrados consideraram ainda os transtornos psíquicos sofridos pela paciente, já que manutenção da gestação “configura em uma verdadeira tortura psicológica”. A paciente, agora, poderá decidir se prossegue com a gestação ou antecipa o parto, desde que haja viabilidade médica para o procedimento, sem que isso se configure em ilegalidade contra a vida dos bebês. Caso opte pela interrupção da gravidez, a paciente será submetida à cirurgia na Unidade de Medicina Fetal do Departamento de Genética Médica do Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz). Fonte: G1
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Novo relator da reforma política propõe fim do voto obrigatório
21/01/2017 | 19h28
O novo relator dos projetos da reforma política, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), apresentou nesta terça-feira (26) o texto que deverá ser votado no plenário da Câmara em substituição ao relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI). As propostas de Maia – que presidia a comissão especial cancelada nesta segunda-feira (25) por decisão dos líderes partidários – prevêem, entre outros pontos, o fim do voto obrigatório, a adoção do "distritão" como sistema eleitoral e a manutenção do financiamento público e privado de campanhas eleitorais. O deputado do DEM fez diversas alterações em relação ao parecer do relator anterior, que acabou não sendo votado na comissão especial depois que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou publicamente o texto elaborado pelo colega de partido. Em vez da duração de cinco anos para os mandatos de todos os cargos eletivos, conforme havia proposto Marcelo Castro, o novo relator manteve os atuais quatro anos. O texto de Rodrigo Maia não menciona o prazo de duração dos mandatos de senador, um dos pontos do projeto anterior que gerou divergência com o presidente da Casa. Castro defendia que o mandato dos senadores tivesse a mesma duração que ele havia proposto para os demais cargos eletivos: cinco anos. Pressionado pelo PMDB, o antigo relator chegou a elevar em seu texto o prazo para dez anos, mas, menos de 24 horas depois, se arrependeu e voltou a defender que os mandatos no Senado durassem cinco anos. A alteração no relatório deflagrou uma crise entre Marcelo Castro e Eduardo Cunha. Contrariado, o presidente da Câmara, desde então, passou a defender que a reforma política fosse votada diretamente no plenário da Casa, em vez de ser analisado pela comissão especial. No relatório apresentado nesta terça, Rodrigo Maia manteve a proposta do antigo relator que sugeria a coincidência das eleições para presidente, governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores no mesmo ano a partir de 2022. O parlamentar do DEM, entretanto, propôs em seu parecer que os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2020 seja de apenas dois anos. Castro defendia que os eleitos em 2016 ficassem seis anos nos cargos eletivos. Cláusula de barreira Rodrigo Maia também flexibilizou a cláusula de barreira. Se seu relatório for aprovado pela Câmara e pelo Senado, terão direito aos recursos do fundo partidário e à propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV somente os partidos que tenham eleito, pelo menos, um representante para qualquer uma das duas casas legislativas do Congresso Nacional. Antes, Castro defendia que só teriam acesso aos benefícios as legendas que obtivessem, no mínimo, 2% dos votos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em, pelo menos, um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1% do total de cada uma delas. Fonte: G1
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Gasto de brasileiros no exterior é o menor para abril em 5 anos
21/01/2017 | 19h28
As despesas de brasileiros no exterior continuaram em queda no mês de abril, quando somaram US$ 1,64 bilhão, informou o Banco Central nesta terça-feira (26). Trata-se do menor valor para meses de abril desde 2010, quando totalizaram US$ 1,22 bilhão. A queda de despesas no exterior acontece em um ano no qual o dólar tem registrado alta, apesar da queda em abril. No mês passado, a moeda norte-americana recuou 5,57%, para R$ 3,01. Na parcial dos quatro primeiros meses de 2015, porém, o dólar teve alta de 13,33%. O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também encarece os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%. Nos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo informações da autoridade monetária, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 6,87 bilhões. Com isso, registraram queda de 16% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 8,18 bilhões). De acordo com o Banco Central, os gastos de brasileiros no exterior são os menores, para o primeiro quadrimestre de um ano, desde 2011 - quando somaram US$ 6,7 bilhões. Em 2014, os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 25,6 bilhões - recorde para um ano fechado. No ano anterior, haviam somado US$ 24,98 bilhões, contra US$ 22,2 bilhões em 2013. Em 2011, as despesas dos nossos turistas lá fora haviam totalizado US$ 21,2 bilhões. Até 1994, quando foi criado o Plano Real para conter a hiperinflação no país, os gastos de brasileiros no exterior não tinham atingido a barreira dos US$ 2 bilhões. Mas, naquele ano, quando o real foi ao equiparado ao dólar, as despesas somaram US$ 2,23 bilhões. Entre 1996 e 1998, elas oscilaram entre US$ 4 bilhões e US$ 5,7 bilhões. Com a maxidesvalorização cambial de 1999 e o dólar ultrapassando R$ 3 em um primeiro momento, as despesas lá fora também ficaram mais caras. Os gastos voltaram a recuar e ficaram, naquele ano, próximo de US$ 3 bilhões. Fonte: G1
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Denúncia da Atea contra Datena obriga Band a exibir vídeo do MPF
21/01/2017 | 19h28
A TV Bandeirantes exibiu nacionalmente um vídeo produzido pelo Ministério Público Federal (MPF) com a mensagem de que o Estado brasileiro não possui religião oficial. A apresentação do vídeo é o resultado de uma representação da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) ao MPF contra José Datena por ter manifestado em seu programa, o “Brasil Urgente”, em julho de 2010, preconceito contra os ateus. Leia a matéria completa no site do Paulo Lopes (aqui).
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Psicopatia e mal social por trás da violência
21/01/2017 | 19h28
A vítima nem teve tempo de seguir à risca o protocolo durante assaltos que todo carioca já decorou: não reagir. O médico Jaime Gold foi esfaqueado pelas costas quando pedalava na Lagoa, na noite da última terça, e morreu horas depois, deixando, além da revolta pela covardia, uma pergunta no ar. O que tem levado bandidos, em diferentes pontos da cidade, a extremos de violência gratuita? Psicanalistas e psiquiatras tentam entender o motivo de tanta crueldade — maio começou com as imagens de um pedestre esfaqueado no Centro e seguiu com ataques a uma vietnamita na Praça Quinze, uma mulher em São Conrado e uma chilena na Glória — e não chegam a uma única conclusão. Para alguns, não há dúvidas de que os ataques têm sido feitos por psicopatas violentos, incapazes de ter empatia pelo outro ou demonstrar remorso; para outros especialistas, no entanto, os assaltantes não sofrem de um transtorno mental, mas de outro problema. São extremamente agressivos porque, sem atenção da família e do Estado, não têm a vida valorizada e, por isso, acabam não dando importância à vida do outro. Professora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Magda Waismann é taxativa: para ela, quem esfaqueia uma outra pessoa, durante um assalto, sem a vítima ter reagido, tem, sem dúvida, um transtorno de personalidade antissocial. Em outras palavras, é um psicopata. — No caso do médico, o jovem não só esfaqueou, ele rasgou a vítima. Ele já é um psicopata, e não começou agora, é desde a infância. A mãe abandonou, deixou sem comida, ele sofreu maus-tratos, tudo isso tem uma repercussão cerebral. Ele evoluiu até o homicídio — opina Magda, que lamenta a falta de atenção dada ao adolescente até agora. — Ele foi detido inúmeras vezes, e nada foi feito. Não teve ação psicossocial ou coercitiva. Não teve punição ou intervenção do Conselho Tutelar. Vida sem valor leva à brutalidade A psiquiatra Isabella Souza, também professora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, vê mais nuances nos casos de violência gratuita que o Rio tem enfrentado. Para ela, a banalização do mal existe, mas não se pode generalizar que todo bandido cruel tem traços psicopatas. — Muitos até apresentam sinais, mas a grande maioria não é psicopata. São jovens que crescem abandonados pelos pais, que têm muito pouca projeção de melhora, sofrem muitas vezes abuso sexual. Com o tempo, eles passam a ter pouco apreço pela vida deles. E, por isso, não valorizam a vida alheia também. Não pensam que não devem ferir uma pessoa, que ela pode ser um pai de família, porque não têm esses valores. Vão crescendo com raiva pelo abandono, com ódio pelo outro, pelo grupo ao qual eles não pertencem — diz Isabella, acrescentando que um psicopata apresenta, normalmente, certa habilidade social, capacidade de manipulação. — Esses jovens não, são só agressividade. Na mesma linha, a psicóloga Andreia Calçada diz que os bandidos têm sido cada vez mais agressivos porque vêm percebendo, cada vez mais, seu pouco valor na sociedade: — Eles têm dificuldade de se colocar no lugar do outro, de se identificar com a dor alheia. É um raciocínio “eu não sou valorizado, dane-se o outro". Se eu sofro violência, por que o outro não pode sentir? A impunidade também contribui para explicar a escalada da crueldade. "Um doente mental não sai às ruas para assaltar" Para o psiquiatra Fábio Nascimento Silva, o comportamento cada vez mais cruel de bandidos não pode ser atribuído a doenças mentais, mas, sim, aos modelos de vida conhecidos pelos criminosos. — Se ele cresceu num ambiente onde é com a violência que se consegue as coisas, o jovem vai ser violento. Esfaquear alguém é um desvio de comportamento para quem mora no asfalto, mas para quem convive com a agressividade será que é também? É uma questão de valores diferentes dos nossos — diz Fábio, lembrando que apenas uma parcela da população — entre 1% e 2% — sofre de transtornos mentais. — Se esses jovens tivessem pais presentes, governo que oferecesse oportunidades, talvez não acontecessem crimes tão bárbaros. Com décadas de prática em psiquiatria forense, Talvane de Moraes diz que os bandidos acham que só a violência intimida, e não hesitam em ser cada vez mais violentos porque sequer enxergam a vítima como pessoa: — Para despersonalizar quem eles mataram ou feriram, não chamam a vítima de pessoa. Falam “matei um boneco". Além disso, Talvane diz que, dentro do mundo do crime, a violência é valorizada: — Quem comete atos mais violentos ganha status ao ser preso. Essas pessoas violentas em assaltos não são psicopatas nem psicóticas. O crime do psicótico é diferente, ele ataca o pai, a mãe. Um doente mental não sai às ruas para assaltar. Entrevista A psiquiatra Katia Mecler, autora do livro “Psicopatas do cotidiano”, que será lançado em junho, diz que, além de traços de psicopatia, o comportamento cada vez mais agressivo de bandidos pode estar associado ao abuso de drogas. O que explica a crueldade cada vez maior de assaltantes? A gente vive um momento de fracasso de várias instituições, e os crimes cada vez mais violentos são uma expressão disso. A falta de educação e famílias desestruturadas são nocivas à formação da personalidade de um jovem. Eles são mais vulneráveis a comportamentos agressivos. Pode-se imaginar que assaltantes extremamente violentos são psicopatas? Não se pode generalizar. Os que agem com requintes de agressividade até podem ter traços patológicos de personalidade, mas há outros fatores. O abuso de cocaína, muitas vezes usada com crack, aumenta as chances de o criminoso ser violento. É preciso avaliar caso a caso. Fonte: O Globo (Maria Elisa Alves)
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Brasil precisa construir 64 mil bibliotecas escolares até 2020 para cumprir meta
21/01/2017 | 19h28
imagesO Brasil precisa construir mais de 64,3 mil bibliotecas em escolas públicas até 2020 para cumprir a meta de universalizar esses espaços, prevista na Lei 12.244. A legislação, sancionada em 24 de maio de 2010, obriga todos os gestores a providenciarem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado, tanto na rede pública quanto privada. A cinco anos do fim do prazo, 53% das 120,5 mil escolas públicas do país não têm biblioteca ou sala de leitura. A contar de hoje, seria necessário levantar e equipar mais de 1 mil bibliotecas por mês para cumprir a lei. O levantamento foi feito pelo portal Qedu, da Fundação Lemann, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Censo Escolar 2014 – levantamento anual feito em todas as escolas do país. Esses são os últimos números disponíveis e trazem informações tanto de instituições de ensino fundamental quanto de ensino médio. Os dados mostram grande disparidade regional na oferta de bibliotecas escolares. Enquanto na Região Sul 77,6% das escolas públicas têm biblioteca, na Norte apenas 26,7% das escolas têm o equipamento e na Nordeste, 30,4%. No Sudeste, esse índice é 71,1% e no Centro-Oeste, 63,6%. O Maranhão é o estado com menor índice de bibliotecas escolares – apenas 15,1% das escolas tem o equipamento – seguido pelo Acre (20,4%) e pelo Amazonas (20,6%). Na outra ponta do ranking, estão o Distrito Federal (90,9%), o Rio Grande do Sul (83,7%) e o Rio de Janeiro (79,4%). A Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com a Secretaria de Educação do Maranhão. As secretarias do Amazonas e do Acre não responderam ao pedido da reportagem. De acordo com o levantamento, também há diferenças na oferta de bibliotecas entre as escolas de ensino médio e fundamental. Em melhor situação, 86,9% das escolas públicas de ensino médio públicas têm bibliotecas ou salas de leitura. No ensino fundamental, entretanto, o índice cai para 45%. O coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria, explicou que, na edição de 2014, o Ministério da Educação (MEC), responsável pelo Censo Escolar, juntou os dados de sala de leitura e bibliotecas, ao passo que, em anos anteriores, esses números eram descritos de forma separada. Por esse motivo, não é possível comparar a evolução dos dados com anos anteriores. “A gente tem que pensar especificações que garantam que a criança tenha ambientes propícios para praticar a leitura. É pouco viável, do ponto de vista orçamentário e de factibilidade, a universalização das bibliotecas [no prazo estipulado em lei]. Temos que pensar como promover mais espaços para leitura e disponibilizar mais conteúdos para os alunos”, disse Faria. Para a diretora de educação e cultura do Instituto Ecofuturo, Christine Fontelles, faltam recursos para todas as áreas da educação e, por esse motivo, a leitura não costuma estar entre as prioridades dos gestores. Coordenadora do projeto Eu Quero Minha Biblioteca, que ajuda professores, diretores, pais e alunos a requisitar e implantar bibliotecas nas escolas, ela ajuda na articulação com as secretarias de Educação e o MEC. “O fato central é que não se dá importância para a biblioteca. Nós somos um país que não dá valor para a biblioteca, que ainda não tem a noção de que a educação para a leitura é uma coisa que deve acontecer desde sempre, e que a biblioteca pública é o equipamento fundamental para que famílias e escolas possam desenvolver essa habilidade no jovem”, defendeu Christine em entrevista à Agência Brasil. Segundo ela, é preciso que a biblioteca tenha papel central dentro da escola. “O país perde um grande tempo ao não munir as escolas desse equipamento e não promover uma campanha de expressão nacional para que as famílias se envolvam na formação leitora das crianças. É importante que a biblioteca seja a casa do leitor, não um depósito de livro”, afirmou. Para o presidente do Instituto Pró-Livro, Antônio Luiz Rios, uma biblioteca na escola contribui para a formação literária, melhora a escrita, o vocabulário e é fundamental para a formação do cidadão. “O hábito da leitura começa em casa, com a família. Mas é preciso seguir nas escolas, com acervo interessante e profissionais capacitados. Sem uma base leitora forte, o aluno não tem uma boa formação”, acredita. “Com a leitura, o cidadão pode ter acesso a todo o conhecimento humano, ele não é mais guiado, tem a possibilidade crítica. O Brasil ainda não despertou para a importância da leitura”, acrescentou Rios. De acordo com a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil 2012, feita pelo Instituto Pró-Livro, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. O Ministério da Educação informou que a instalação de bibliotecas é uma responsabilidade das escolas. De acordo com a assessoria da pasta, as instituições de ensino públicas recebem recursos federais para investimento em estrutura e cabe à escola decidir como gastar esse dinheiro. Fonte: Agência Brasil
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Irlanda se torna o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay através do voto popular
21/01/2017 | 19h28
A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay por voto popular. Mais de 3 milhões de irlandeses foram às urnas neste sábado. O resultado foi de aproximadamente 62% a favor contra 37% contra. No final da manhã, representantes contrários ao casamento gay já tinham reconhecido a derrota enquanto os ministros do governo já afirmam que o "sim" venceu. A campanha chegou a ter votos de irlandeses que não moram mais no país mas fizeram questão de participar. O castelo de Dublin foi aberto parcialmente para que um público de duas mil pessoas pudesse assistir a declaração do resultado em um telão. A pergunta do plebiscito era: "O casamento pode ser contraído de acordo com lei por duas pessoas, sem distinção do seu sexo?". Na Irlanda, qualquer emenda constitucional, após ser aprovada em Parlamento, deve ser levada a um plebiscito popular. - Obviamente há um certo grau de decepção, mas sou filosófico sobre a decisão. Era uma batalha difícil, havia muito menos organizações no lado do 'não', enquanto todos os grandes partidos políticos apoiavam o 'sim' e tivemos corporações vindo a público pela primeira vez para dizer como deveríamos votar em um assunto particular - afirmou David Quin, do Instituto Iona, um grupo católico, para a BBC. O ministro da Saúde, Leo Varadkar, o primeiro ministro na história irlandesa a se assumir abertamente gay, afirmou que a campanha foi "quase uma revolução social". No Twitter, o ministro da Igualdade, Aodhan O Riordain, decretou a vitória do 'sim' horas antes do resultado oficial. "É isso. As urnas principais já foram abertas. Deu sim. E foi uma avalanche em Dublin. Estou tão orgulhoso de ser irlandês hoje". A união entre pessoas do mesmo sexo é legal em 19 países do mundo. A Irlanda historicamente se posicionou de maneira conservadora em relação ao tema. Até 1993, ser gay era crime. No entanto, uma pesquisa de opinião feita antes da eleição demonstrou que 70% da população pretende apoiar a causa. Desde 2010, o país possui uma lei que reconhece como legal a união civil de pessoas do mesmo sexo. Porém, há diferenças entre a união civil e o casamento, o principal deles é que o segundo é protegido pela Constituição. Nas redes sociais, personalidades importantes se manifestaram sobre o resultado. “Muito bem, Irlanda”, escreveu a pré-candidata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, em sua conta oficial no Twitter. O primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron, declarou: “Parabéns ao povo da Irlanda, depois da votação a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, deixando claro que todos são iguais, sejam héteros ou gays”. Fonte: G1
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Deputados debatem no Rio inclusão do porte de arma branca na lei penal
21/01/2017 | 19h28
A morte, por esfaqueamento, durante assalto, do ciclista Jaime Gold, no Rio de Janeiro, no início da semana, provoca discussões sobre a inclusão do porte de armas brancas na lei penal. Deputados estaduais querem que um projeto de lei federal proibindo o porte dessas armas, com pena de três a um ano e multa, seja votado no Congresso Nacional. A Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, é a favor da medida, que encontra resistência entre especialistas de segurança pública. O porte de arma de fogo é o único proibido no país. A exceção, são casos em que o armamento é necessário para a atividade profissional, como é das polícias, ou de pessoa cuja a integridade física esteja em risco, conforme a Lei 10.863, de 2003. Mesmo assim, para portar uma arma, é necessário provar capacidade técnica e aptidão psicológica à Polícia Federal. Segundo a OAB/RJ, que defende a inclusão do porte de arma branca na lei penal, a medida deve ser uma reposta a crimes recentes na capital fluminense. “A lei penal hoje não criminaliza o porte de facas e outras armas brancas. E os lamentáveis fatos recentes vêm reiterando que objetos perfurocortantes têm a mesma capacidade letal”, afirma a seccional, em nota. Já a professora de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jaqueline Muniz, não acredita que a medida reduzirá os crimes. Para ela, melhorar o sistema de segurança pública, com mais planejamento de ações e monitoramento da gestão, além de tornar o judiciário mais ágil são formas mais eficientes de enfrentar a violência no país. “A busca por mudança legal quase sempre significa inércia do [Poder] Executivo. É como se o Executivo estivesse empurrando para o Legislativo uma solução que está na esquina”, afirmou a antropóloga. Ela acredita ainda que a nova lei abre brechas para que o policial, com base em critérios subjetivos, decida quem prender ou não. “Em vez de produzir um resultado desejado, vai discriminar cidadãos já discriminados. Ou seja, não é por aí”. Na justificativa do Projeto de Lei 2967, o autor, deputado federal Lincoln Portela (PR/MG), em 2004, avaliou que a proibição a armas de fogo tem elevado o uso de armas brancas em crimes.O projeto tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Fonte: Agência Brasil
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Desemprego sobe para 6,4% em abril, o maior desde março de 2011
21/01/2017 | 19h28
A taxa de desemprego ficou em 6,4% no país em abril, conforme apontam os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21). No mês anterior, a desocupação havia atingido 6,2%. O índice é o maior para meses de abril desde 2010, quando ficou em 7,3%. Em abril de 2011, o indicador também havia alcançado esse valor. De acordo com o IBGE, considerando todos os meses, o desemprego também é o mais alto desde março de 2011, quando atingiu 6,5%. A pesquisa é feita nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A população desocupada chegou a 1,6 milhão de pessoas em abril, praticamente o mesmo valor do mês anterior. Já na comparação com abril de 2014, esse número cresceu 32,7%. Na outra ponta, o IBGE estima que a população ocupada somou 22,8 milhões - "refletindo estabilidade nas análises mensal e anual." O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado bateu 11,5 milhões - valor 1,9% abaixo do resultado de abril do ano passado. Em relação ao mês anterior, não houve variação, de acordo com a pesquisa. O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 52,2%, ficando 0,8 ponto percentual abaixo de abril de 2014. Salário O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.138,50, caindo 0,5% em relação a março e 2,9% frente ao mesmo mês de 2014. O tipo de atividade que vivenciou a maior queda no rendimento foi a construção. Na comparação mensal, o recuo foi de 4% e na anual, de 7,5%. Quando são analisadas as categorias de posição na ocupação, como se refere o IBGE, quem mais sofreu queda nos salário foram os empregados sem carteira no setor privado (-4,2%). No caso de militares e funcionários públicos, ao contrário das demais, o rendimento subiu 0,4% entre março e abril deste ano. Na comparação com o ano passado, as quedas partiram de empregados sem carteira no setor privado (-3,0%), pessoas que trabalham por conta própria (-2,8) e empregados com carteira no setor privado (-2,6%). Fonte: G1
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Júlia Maria de Assis

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